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O que seria um péssimo primeiro encontro?

Tenho certeza que você já leu por ai várias dicas e casos de como se portar no primeiro encontro, como impressionar o candidato a futuro pais dos seus filhos e tentar parecer ser a mulher que ele sempre buscou, mas parecia não existir. Muita gente caga regra, formas de conduta e qualquer coisa que ponha as moçoilas em um caminho que esteja próximo ao altar.

Eu não sei o que tornaria um primeiro encontro o encontro perfeito. Nem sei se seria capaz de discorrer sobre minhas preferências em relação ao assunto porque a bem da verdade é que o primeiro encontro é um saco. Muita expectativa e, expectativa gente, sempre fode tudo. Vai você achando que finalmente vai encontrar o príncipe encantado e vai ele achando que quer muito acabar a noite em sexo. Só pode dar merda!

Somente isso já basta para cagar a situação toda. Mas sempre fica pior.

No primeiro encontro está todo mundo tentando agradar todo mundo. Nervosos, evitando o silêncio constrangedor.

Mas me deixa completamente brocha e estraga a coisa toda?

A obviedade do sexo. É claro que hoje muita gente não se importa mais de ir para a cama no primeiro encontro. Acho até que isso não é fator decisivo na hora de escolher alguém da outra espécie para ficar ao seu lado. Se o cara pensa assim, bom mesmo que ele tenha ido cantar de galo em outras bandas. A questão é que não entra na minha cabeça que por mais que os dois queiram fazer sexo a coisa tenha que ficar explicita!

Não sei se já aconteceu com vocês, mas já aconteceu comigo muitas vezes do cara querer ir direito para o motel. Você marca um encontro com o camarada, se arruma toda. Entra no carro, a conversa no caminho flui de maneira gostosa e de repente se dá conta de que ele está indo direto para o motel. Assim, sem vinho, sem entrada, sem jantar. Sexo direto, reto e óbvio. Brochante. Já fiz vários caras darem meia volta e me deixarem em casa. Assim, brochamos juntos.

O inverso também acontece. A conversa foi ótima, o jantar e o vinho perfeitos. E você está quase no papo, praticamente com as pernas abertas e a calcinha na mão e o camarada vem e pergunta:

- “Que motel você prefere?” Ou “Vamos para um motel” ou qualquer merda equivalente.

Não é porque a mulher quer dar que você deve fazê-la dizer as palavras. Tenha feeling, deu tudo certo, viu que ela está no papo? Vai direto pro motel, cassete! Se ela recusar, dá meia volta.

Pra mim, deixar o sexo tão óbvio assim é tão brochante quanto aquela sua tia que insiste em fazer aquela piadinha do pavê.

Acho que todo homem de verdade tem que ter feeling! E se ele não souber só de olhar pra cara da guria que ela ta querendo dar pra ele, então recusar o convite certamente terá valido a pena, porque bom de sexo, esse não deve ser.

Você já pensou em fazer sexo por dinheiro?

Este não é mais um meme das interwebs, mas talvez deva começar dizendo algo que você não sabe sobre mim. Eu sou completamente viciada em séries, acompanho muitas, dentre elas Grey´s Anatomy, Law & order SVU, 90102, One Tree Hill e Dexter. E se você é fã de séries como eu, sabe que existe um período em que a gente vive no limbo. É o tempo que em que as séries dão um break ou quando simplesmente uma temporada acaba. Neste meio tempo eu fico quase louca procurando coisas novas para assistir. Foi ai que encontrei o “Diário de uma garota de programa”, seriado inglês bacaninha que conta a vida de… uma garota de programa. A vibe é mais ou menos o da Bruna Surfistinha, que chega aos cinemas em fevereiro. Em ambos os casos não existe uma história triste por trás de uma menina humilde que não tem saída a não ser vender o próprio corpo para poder comer e sustentar os irmãos mais novos. A série retrata a vida de uma garota de programa que gosta da profissão por que gosta de dinheiro fácil e sexo. A história da Bruna, a surfistinha, é cheia de altos e baixos entre clientes estranhos e envolvimento com drogas, mas a história de Belle, a protagonista da série inglesa, é bem diferente. Ela trabalha como acompanhante de executivos de alta classe, só com clientes ricos e verificados pela agência, evitando assim qualquer enrascada, o que não evita necessariamente encontros com esquisitões de gostos duvidosos. Por que não importa como a pessoa age de dia, a noite um cara normal pode agir de maneira completamente diferente. Mas a grande pergunta é: quando ela começou? E por quê?

Bom, tudo tem um começo. Com a bruna é meio complicado. Você lê o livro todo e encontra várias razões. A revolta com a adoção, que ela nega mais está lá, a relação com o sexo, o desejo de tomar poder da situação, a vida que simplesmente aconteceu. Mas com a Belle o motivo é bem simples. Simples e familiar até demais.

Depois de certa idade o sexo casual se torna presente em nossa vida. Mais presente do que gostaríamos. Não que você simplesmente vai para a cama com todos os caras que surgem a sua frente. É mais ou menos assim: Você conhece um cara, saem duas ou três vezes, a relação se mostra tão intensa que vocês acabam fazendo sexo, continuam saindo mais sei lá… duas semanas? E depois ele desaparece. Você chora, tenta entender. Mas depois se conforma. Entende? Sexo casual não significa necessariamente sexo no primeiro encontro, significa que você apenas está em uma relação sem definição. Pensa bem, quantas vezes você se viu nesta situação? Quantas vezes você fez sexo com um cara que simplesmente desapareceu e a vida foi tão fanfarrona que logo colocou outro cara nas suas fuças que desapareceu mais rápido que o tempo que levou para chegar ao orgasmo?

Você acha que a relação vai chegar a algum lugar. Vocês fazem sexo. Ele some.

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Você nunca sabe quando pode acontecer…

 

A idéia do sexo casual para muitos não é tão distante assim, para outras pessoas ainda é um tabu, um tabu dos grandes, diga-se de passagem. Eu não tenho nada contra, mas também tenho minhas restrições.

Logo que passei a fazer parte da equipe do Diário De Solteiro, dividi com a galera minhas experiências nada legais sobre o assunto, com este texto aqui:

Sexo é bom até quando é ruim?

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