Era uma sexta-feira. Uma sexta-feira exatamente como as outras. Tão normal era que não me recordo se fazia calor ou frio. Também não me recordo onde estava. Tudo que sei é que lá pelas oito e tanto meu celular anunciava uma nova mensagem. Abri. Mas não foi assim um abrir de quase parar o coração. Era um abrir diferente. Um diferente assim que combinava com ele e com toda a situação que estávamos vivendo há oito meses. Era um amar sem esperar nada em troca. Era um aproveitar o tempo enquanto estávamos juntos porque outro tempo daquele poderia demorar dias, talvez semanas, para acontecer. Era doloroso? Não exatamente. Condicionei meu coração e minha mente para estarem no lugar certo, na hora certa. Com ele, quando deveria estar. Sem ele, quando deveria estar, mas não estava e nada poderia fazer a respeito, a não ser me permitir não sofrer. E eu não sofri. Eu não esperei, nem desesperei. E acreditem, foi bom, enquanto foi.
Mas, nesta sexta-feira normal que poderia ser qualquer sexta-feira do ano, pois não me lembro se fazia calor ou frio, ele queria me ver. Nossos encontros eram sempre bons e assim eram porque não havia cobranças, tão pouco medo de perder. Éramos só nós, carinhos, beijos e muita conversa. Só que nesta sexta-feira ele decidiu que só isso não bastava. Ele decidiu que era necessário fazer promessas. E fez. Muitas. Ele me olhou nos olhos e me disse que já era hora de estarmos juntos. Que o tempo o preparou para isso. Que éramos ótimos juntos e deveríamos permanecer juntos, afinal, em time que esta ganhando não se mexe, certo?




