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Xô, mau olhado!

Texto da semana lá no Depois Dos Quinze:

“Só pode ser inveja!” – Já parou para pensar em quantas vezes você repete esta frase por dia? Toda vez que algo dá errado, ou quando você encontra algum problema, ou quando você sente que tudo o que as pessoas fazem é criticar você, a inveja é sempre a primeira resposta que vem a sua cabeça.

Você costuma dizer que não entende o que há de errado, já que você não tem nem metade do que gostaria de ter. Já que não tem um cabelo de atriz de cinema, ou a maquiagem mais cara ou as roupas que acabaram de descer da passarela do São Paulo Fashion Week, tão pouco o namorado protagonista da novela das oito. Você repete para si mesma que é uma menina simples, que não entende por que todas as pessoas do mundo implicam com você ou porque tudo tende a falhar justo na sua vez e, na falta de argumentos, ou talvez na preguiça de analisar a situação, você simplesmente diz: “Só pode ser inveja!”.

Já se perguntou o que é a inveja? A inveja é o desejo de possuir algo que não é nosso. É olhar para a vida do outro e parar de viver a sua, desejando que o outro se dê tão mal quanto você acredita que se deu. Agora me diz, porque as pessoas iriam invejar uma pessoa que, de acordo com você mesma, não tem absolutamente nada de especial?

Não se engane: a única pessoa que parou de viver para observar a vida dos outros, foi você. Ao invés de reclamar dizendo que precisa tomar banho de sal grosso, comprar um vaso de pimenta para colocar atrás da porta e fazer todos os rituais para espantar mau olhado, separe alguns minutos do seu dia para pensar porque algumas dão errado, afinal, situações, lugares e pessoas sempre mudam, elas têm apenas uma coisa em comum: você.

Não tenha medo de descobrir que você errou. Só assim poderá mudar e caminhar em direção ao sucesso, sem a ajuda de pés de coelho, trevo de quatro folhas, pés de arruda ou banhos de sal grosso, porque quem para de olhar para fora e começa a olhar para dentro, não precisa de sorte para conseguir o que precisa, só de determinação! Não seja seu pior inimigo.

Revelações virtuais

Vi esta notinha na Nova, edição de agosto: “Cheque (não leia!) o e-mail do seu namorado. Segundo o consultor de tecnologia e marketing David Greenfield, autor de Virtual Addiction (Vicio Virtual), a caixa postal do seu homem diz muito sobre ele. Por exemplo, se deixa várias mensagens abertas, pode ser do tipo que não consegue priorizar as coisas. Mas, se organiza tudo em pastas, deve saber gerenciar bem sua vida. Não apaga e-mails? Sinal de que é sensível e emotivo”.

Acho este tipo de nota super engraçado, acho mais engraçado ainda como nós mulheres nos apegamos a estas informações, mesmo sabendo que não faz sentido algum.

Primeiro por que já discordo deste papo de checar a coisa alheia, mas vá lá, se for regra válida no seu relacionamento, quem sou eu para questionar. Agora, eu adoro pastas, mas não é sinal de que sei organizar minha vida, aliás, crio tantas pastas que me perco. Sou totalmente desorganizada, se a regra acima fosse válida para as mulheres, o cara que foi checar meu e-mail teria uma decepção e tanto.

É impossível definir a pessoa por um gesto tão pequeno, que muitas vezes ela faz sem pensar, e é particularmente interessante como as pessoas tendem a fazer isto a todo momento.

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Não é nada disso que você está pensando…

Dia desses lendo uma destas revistas que eu adoro, dei de cara com a seguinte matéria “Traição: Perdoar ou não. Contar ou não”.

Engraçado porque eu já passei por isso. Traída primeiro e depois traindo. O interessante é que mesmo tendo vivido as duas situações não consegui encontrar motivos para tal, contudo posso afirmar com categoria que me senti mil vezes pior traindo, do que sendo traída.

Quando conheci meu ex-namorado, ele tinha uma ex-namorada totalmente louca, do tipo faço-tudo-para-ter-você-de-volta e eu apesar de demonstrar muita segurança, me segurava para não dar uma de ciumenta e protagonizar altas cenas de barraco. Ia consideravelmente bem, até que certa vez numa balada brigamos feio e ele ficou com ela, ali mesmo na minha frente, demonstrando total desvio de caráter e nenhuma sensibilidade. Arrasada fui para casa, poderia ter dado o troco na mesma noite, mas não fiz. Após várias ligações, visitas no trabalho, recados no orkut, e-mails e sms, decidi perdoar. Perdoei de verdade, quer dizer, pelo menos achei que tinha. Nunca mais toquei no assunto, me entreguei e mesmo quando a gente brigava me esforçava ao máximo para não jogar na cara dele a traição. Mas um belo dia, ou melhor, uma bela noite, ele não me ligou, quando disse que ligaria. Simplesmente desapareceu. E ai? Ai me senti no direito de fazer o mesmo, na verdade não sei bem o que passou pela minha cabeça, sei apenas que me sentia no direito, então fui lá e fiquei com outra pessoa. Simples assim.

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