Hoje em uma conversa inspirada com alguns amigos, relembrei casos amorosos desastrosos e pensei, por que diabos eu não conto essas peças no blog? Bem, por que ele envolve outras pessoas, algumas posições sexuais e um cadinho de mim que talvez enfrentasse julgamento, mas depois pensei, pensei e cheguei à conclusão: “Pro diabos com isso, vou postar”.
Quando digo as pessoas que cago de medo na calças só de pensar em relacionamento, elas me olham meio desconfiadas, algumas me chamam de covarde, mas certamente elas não passaram o que eu passei. Contarei um dos causos mais nosense da minha existência amorística.
Eu tinha uns vinte anos e a essa altura já deveria ser madura o suficiente para não me envolver com certos tipos. Eu disse, deveria ter, por que obviamente eu não tinha.
Então lá fui eu me apaixonar pelo Fernando, que outrora fora um cabra cobiçado pelas moças do bairro. Jogador de futebol, santista, bonito, conversador e de boa pegada, mas fez decisões erradas na vida e em certo momento desistiu de tudo para viver um caso de amor com a Marijuana, se é que vocês me entendem.
Toda mulher, óbvio, achava que poderia trazê-lo de volta para o caminho do bem, fazê-lo se apaixonar e abandonar as drogas de tanto amor. Síndrome de mãe? Yes, nós temos. Por nós quero dizer que eu também cai nas graças do moço. Me apaixonei de verde e amarelo e como dizem, comia um caminhão de esterco por ele.
Eu jurava que quando ele estava comigo, era carinhoso, engraçado e bom pegador. Até romântico ele era, juro. Mas claro que ele tinha seus maus momentos, muitos, aliás. De vez em quando sumia, dias e dias, e eu sabia que ele estava em algum mato bolando um banza com os amigos, e já que não era mulher, eu aceitava. A falta de amor próprio faz loucuras por você.
Eis que um belo dia, depois de um ano insistindo nisso que eu inocentemente chamava de relacionamento, tive meu momento de claridade, que não foi um dos melhores.
Depois de ter ficado dias sem saber dele fui até sua casa, não entrei por que morria de vergonha da sua mãe que já havia presenciado cenas vergonhosas, então ficamos lá fora conversando. Em certo momento um grupo de amigos passou o avisando que uma tal de manga rosa, das boas, havia chegado no bairro e ele tinha que experimentar, ao que ele respondeu:
-Vale cara, to aqui com a minha mina. A gente quer se acertar, tô de boa na lagoa!
Fiquei até feliz.
De repente ele disse que iria entrar para pegar uma blusa, pois estava escurecendo e ficando frio. Então ele entrou, e nunca mais saiu. Eu me toquei uns quarenta minutos depois e fui embora, de cabeça baixa, arrastando meu coração e catando os pedaços da minha dignidade pelo chão.
Ai você pode dizer: “Mas também, olha o tipo do cara. Mulher de malandro”, mas calma, de onde veio essa, tem muito mais. Calma lá.



