Daí que hoje eu só iria chegar aqui e tacar um texto no formato novo procêis, mas achei que né? Corria o forte risco de perder a credibilidade, afinal, fiz um puta de um texto cheio das churumelas emotivas e explicativas sobre a minha nova fase e consequentemente a nova fase do blog, e volto antes mesmo de completar um mês.
Pois bem, cá estou tentando explicar porque diabos voltei, com o mesmo layout. O motivo principal, a verdadeira verdade por trás de dar um tempo na escrita enquanto o layout novo não fica pronto, é que com o novo formato muita coisa pode ter que ser reajustada, digo, o formato das imagens, por exemplo, com isso, se eu ficar escrevendo, escrevendo, escrevendo, terei mais trabalho ainda pra por tudo no novo formato. Mas, os dias foram passando, passando e uma frase da dona Clarice Lispector não parava de ecoar na minha cabeça:
“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”
É, dias sem postar e eu estava me sentindo assim meio sem, identidade. Difícil explicar, mas é assim.
Trabalho, estudo (sempre), faço mil coisas, sofro por antecipação querendo saber onde diabos vai parar meu “relacionamento”, nem consigo dormir direito. Ainda sim, me senti completamente pelada sem o blog.
E ai conversando com o pessoal, designer, programadores, mô gente talentosa e bacana, fui descobrindo que o layout poderia demorar mais do que eu gostaria e como eu quero que ele fique do jeitinho que eu quero, não vou apressar. Vou fazer devagar, escolhendo cada detalhe. E pra isso, não posso estar afoita com pressa de escrever. Então cá estou, com a roupa velha, mas com textos novos.
Acho que vai ser bom pra mim porque desde que conheci o moço lá, ando sentindo uma pressa louca de viver tudo ao mesmo tempo agora.
Vocês já se deram conta de que não fizeram metade do que gostariam de ter feito e pegaram-se com uma fome louca da vida, sem nem saber por onde começar?
E o que fez com esta pressa? Nada né? Parece que ela só aumenta aquela sensação de estar patinando num monte de lama sem sair do lugar.
Como diria Tati Bernardi: “A pressa passa e o que você fez com pressa fica”. E diz ai se geralmente o que a gente não fez com pressa foi um amontoado de merda?
*Frase atribuída a Adriana Falcão, lá no Pensador Uol, mas nunca se sabe.



