Eu não sei vocês, mas eu que já estou beirando os trinta (socorrooooo), tenho percebido uma forte tendência que, diga-se de passagem, não tem me agradado nenhum um pouco. É daquelas modas que eu faço questão de deixar passar, como a calça saruel e o batom laranja. Começa lá pelos 25 anos, e mais ou menos assim, sem você nem perceber, os homens começam a ficar preocupados com o NOSSO relógio biológico. Você nem se dá conta de que ele esta lá, fazendo tic tac em algum lugar do seu subconsciente, mas, tal qual a TPM, que é a culpada por toda alteração do humor feminino, de acordo com os homens, o relógio biológico começa a ser o culpado pelo fim de possíveis começos.
Um dia você se apaixona e passa a assistir com agonia aquele jogo preguiçoso do amor. Sabe aquela brincadeira de gato e rato? Do esconde-esconde? Aquela em que fingimos que não gostamos, porque na verdade estamos de quatro? Brincadeira previsível que, com o passar dos anos, começa a ficar muito chata. Tão chata que você tem pressa, e fome, e vontade de viver tudo de uma vez.
Daí, quando você decide compartilhar a informação com o gato. Ou seria o rato? Enfim, ele decide que é muita pressa e, que a tal pressa, só tem um motivo: seu relógio biológico esta apitando!!!
- Estamos em momentos diferentes! – ele diz.
- Estamos?
- Sim, você chegou naquela idade de querer casar, ter filhos. E eu estou apenas começando.
- Mas você tem quase trinta. E eu não disse que quero casar.
- Mesmo assim. Não é culpa sua, é seu relógio biológico. Chegou sua hora.
Pois é, hora de ficar a ver navios. De novo!
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