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Não era príncipe… era sapo!

Recebi um e-mail de uma leitora que me deixou muito preocupada. Dentre outras coisas, ela dizia que meu blog ajudava muitas mulheres que como ela acreditavam no príncipe encantado, e lendo e relendo meu blog, descobriram que o príncipe era um grande sapo, medonho e mentiroso.

Só tenho uma coisa para dizer sobre isso: Nãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo! Não gente!

Minha intenção nunca foi vir aqui e matar o sonho de vocês. Nunca foi vir aqui e ditar regras dizendo que nenhum homem presta. Aliás, devo ter escrito aqui em algum lugar que eu nem acredito nisso. Eu acho sim, que muitas vezes as mulheres (e eu me incluo nessa) encontram o cara que não é certo, e resolvem ignorar todos os sinais e quebram a cara cedo ou tarde. É mais ou menos assim:

Mas ela obviamente ignora o aviso e segue em frente. E por mais que a gente queira negar, eles sempre estão lá. Os homens sempre dão sinais de que não acreditam na relação e que vão mandar tudo as favas dia ou outro. Pior, muitas vezes mulher vê relação onde nem existe. Pior, mulher vê amor onde só há sexo. Ela acha que será a mãe do filho do cara, quando na verdade é só o lanchinho. Mas sabemos que para cada sapo disfarçado de príncipe encantado, milhares de pistas foram deixadas no meio do caminho. Tenho um amigo que costumava dizer que muitas vezes os homens dizem coisas como “Fulana, eu gosto de você, mas não quero um compromisso agora” e tudo que ela escuta é “Fulana, eu gosto de você!”. O que vem depois do mas, ela ignora totalmente.

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Levei um pé na bunda: sento e choro ou ofereço a outra banda?

Acho que estou ficando boa na arte dos títulos dramáticos. Será? (cof cof cof). Bom, dias desses escrevi um texto meio românti(cu)zinho para o Depois dos Quinze sobre alguns passos necessários para seguir em frente. Publiquei aqui também, lembram-se?

Pois eis que dia desses recebo o e-mail de uma leitora me pedindo uma opinião sobre o relacionamento dela. Ela pediu que o caso não fosse publicado, e não o farei, mas uma coisa me chamou muito a atenção. Lá pelo fim do e-mail, depois de ter contado sua história, ela me faz a seguinte pergunta: “Ele agora terminou comigo. O que eu devo fazer? Faço algo para salvar o relacionamento ou abro mão e desisto?”.

E, antes de começar a falar sobre o assunto, quero dizer que obviamente EU TAMBÉM JÁ LEVEI UM PÉ NA BUNDA, né pessoal? Muitos ainda. Sei bem como é a sensação de se sentir o coco que o cara desvia na rua e ainda sai praguejando por que ele não deveria estar ali. Sei bem como é se sentir invisível e ficar noites em claro se perguntando no fiofó de quem aquele mentiroso enfiou todo o amor que disse sentir durante todos estes anos. Porque não há como entrar na cabeça que alguém simplesmente diz tchau e leva consigo todo o amor que sentia,  sem olhar para trás. É claro que havia sinais de que a coisa estava indo de mal a pior (nem sempre), mas amor é sinônimo de comprometimento e isso quer dizer que você tem que sentar, conversar e tentar resolver, certo? Certo. Ainda assim as pessoas vão embora e só depois de muito chocolate, lágrimas e ressaca moral lá nas alturas, a gente percebe que ter ligado mil vezes , enviado dúzias de e-mails, sms e ter aparecido de surpresa no aniversário do primo dele, não adiantaram nada. A cabeça dele estava feita e agora, era a sua que doía, tamanho arrependimento e vergonha de certas atitudes. Porque não evitar toda essa parte?

É muito mais fácil aceitar que não há nada a fazer, aceitar a decisão do outro e seguir em frente. Ou não. Ninguém está dizendo que não é para não entrar em luto e velar por dias, meses, quiçá anos o fim da relação, mas ficar chorando e gritando em cima do morto, certamente não vai acordá-lo.

Aliás, tentar de formas desesperadas reatar o namoro, pode até jogar na privada qualquer mínina chance que vocês tinham de voltar. Porque é tamanho o desgaste que a “luta” provoca, que geralmente tudo fica tão bagunçado que é impossível consertar. Já ouviu dizer que quando mais mexemos na mierda, mais ela fede?

Então se você ainda gosta daquela pessoa que colocou a marca do pé dela na sua bunda e deseja lutar pela relação, pra ver se de repente ele volta e coloca o outro pé na sua bunda não faça nada!

Quem sabe ele não percebe que deixou para trás uma mulher madura, segura de si e que sabe respeitar a vontade alheia?

Eu não sou nenhum guru do amor, mas aprendi (da pior maneira possível) que ficar em silêncio é a maneira mais eficiente de obter o resultado desejado. Não que zipar a boca vá fazê-lo voltar para você. Mas, ficar em silêncio te impede de dizer coisas que não podem ser desditas (isso existe?), como ofensas e coisas de baixo nível. De se humilhar até que seu pai tenha que organizar uma intervenção em família (hahahah é, já aconteceu comigo) e ficar em silêncio evita certamente ressaca moral.

Respondendo a pergunta que dá título ao post, depois de alguns anos de vida a gente sempre aprende (de um jeito ou de outro) que o melhor é engolir o choro e sair mancando. E se você não fizer isso, vem a vida e lhe chuta a outra banda!

Preto no branco. Ou vice e versa.

Pela décima vez recebo um e-mail com a mesma pergunta. Aparentemente um dos meus leitores tem um pequeno problema em relação ao que ele chama de sexo interracial e gostaria que eu dissertasse sobre o assunto porque estamos em 2011 e aparentemente ele não entende porque pessoas de etnias diferentes andam se relacionando. A pergunta dele é sempre a mesma: Porque mulheres negras gostam de homens brancos? (okay, estamos todos cientes dos termos corretos, mas não sejamos tão políticos, okay? Relaxa e continue lendo).

Diante de tal dúvida eu sinceramente não sei o que pensar. Primeiro porque não sei se 1) Ele é um cara negro que se apaixonou por uma negra que se apaixonou por um cara branco ou 2) Ele é um cara branco que não entende porque mulheres negras tem um certo interesse por ele.

O primeiro passo para começar a desenvolver este texto, a contra gosto confesso, é analisar a pergunta do meu amigo. São todas as mulheres negras que se interessem por caras brancos? Provavelmente não. Então vamos considerar que algumas mulheres negras preferem homens brancos. Daí eu te pergunto, e daí? Gente, gosto é que nem cú e amor, ou tesão ou seja lá o nome que quiser dar para isso, não vê cara, nem cor.

É difícil dizer por que gostamos de quem gostamos. Eu por exemplo, tenho uma queda por homens tatuados, sejam eles brancos, negros ou verdes. Se tiver uma tatuagem bem linda e grande no braço, certamente vai chamar a minha atenção. Não faz sentindo eu sei, afinal, nem todo tatuado é bonito, mas é assim que é.

Alguns homens preferem mulheres mais gordinhas. Outros mulheres magras. Alguns homens preferem mulheres loiras. Outros ruivas. Outros apenas mulheres.

Alguns olham para aquelas que se vestem de maneira mais óbvia. Outros preferem as que escondem, porque no segundo caso, a imaginação é o que conta.

Algumas mulheres preferem homens carecas. Outras preferem ratos de academia. Outras ainda caem de amores por nerds que usam lã e óculos geek.

Todo mundo pode dizer que escolhe uma pessoa pela inteligência, bom humor e blá blá blá, mas a verdade é que no primeiro momento, aquele em que a gente não conhece a pessoa, a atração física fala mais alto. É claro que o relacionamento não vai ser baseado somente nisso, mas esse é aquele motorzinho que nos impulsiona a querer saber mais sobre a pessoa e ai sim, podemos partir para algo mais profundo.

É claro que o conceito de beleza é relativo, ainda sim e por isso mesmo, você vai atrás do que é bonito para você. Seja essa pessoa gorda, magra, negra, ruiva, manca ou careca.

Meu amigo, se ela trocou você por outro, não foi porque ele é rosa ou cor de abóbora. É porque ele deve ser melhor que você em muitas coisas. Pelo menos para ela. E a julgar pela sua mente fechada, eu concordo!

Já gostei de caras que me disseram: “Desculpa, mas você não faz o meu tipo!”. Talvez fosse pela minha cor, pela minha altura, pela minha mania de tagarelar, pela cor dos meus olhos, pela textura do meu cabelo. Quem sabe? Ninguém é obrigado a fazer o tipo de ninguém. Também já fiquei com caras que me disseram “Eu adoro mulatas” e minhas amigas já ficaram com caras que disseram “Eu adoro morenas” ou “Nossa, loira. Você é demais”.

Gente, não vejo coisa mais normal que isso e não vejo nada mais inútil do que pensar sobre o assunto.

Portanto meu amigo, eu só tenho uma coisa para te dizer: GET OVER IT!

Confiança é irrecuperável?

Recebi por e-mail uma pergunta que me deixou inquieta. Não pela possível dificuldade na resposta, mas pelo tamanho mesmo. Ela parece uma novela mexicana. Sendo assim fiquei pensando em como dispor a história aqui. Corrida ou com pequenas interrupções ?

Pois é, pensei, pensei, pensei e entre um cliente estressado e outro, mais a semana de comunicação, decidir deixar a coisa corrida … a gente se encontra no final…. :D

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Eu não acredito no "tempo"…

Hummm, recebi outra pergunta por e-mail. Se eu disser que não gostei, estarei mentindo descaradamente.

“Olá, não sei se é normal homens mandarem duvidas ou pedidos de ajuda para o blog de vocês mas eu preciso de ajuda.

Eu namoro a um ano e oito meses e meu namoro sempre foi muito bom, mas de uns tempos pra cá senti minha namorada estranha e essa semana ela me disse que gostaria de um tempo sozinha para pensar, pois me amava muito mas estava dividida entre eu e um outro garoto. Mesmo sabendo que isso é uma humilhação pra mim eu não tive escolha,mas eu a amo muito e não quero perde-lá, gostaria de saber o que eu faço? Eu espero ela se decidir entre esse outro garoto e eu ou eu tento partir pra outra e dou um fim definitivo nessa relação? Não consigo fazer outra coisa se não pensar nela,não como e nem durmo direito já a uns 3 dias.
Desculpa qual quer coisa mas é um pedido de uma pessoa que está sofrendo muito.” (J.)

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