Muitas pessoas dizem que ex bom é ex morto. Eu tive um único namoro que durou apenas seis meses, mas a relação, digo, o problema, já tem quatro anos.
Ou…
Muitas pessoas dizem que ex bom é ex morto. Eu tive um único namoro que durou apenas seis meses, mas a relação, digo, o problema, já tem quatro anos.
Ou…
Talvez seja porque não tenha lido o livro, já que muitas pessoas que o leram e posteriormente assistiram o filme, ficaram decepcionados. De fato li alguns livros que depois viraram filmes e é muito difícil sentir que a transição foi perfeita.
Acabo de assistir “Ele não está tão afim de você” baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo.
A história é baseada nas desculpas que “nós” mulheres inventamos quando um cara some, ou diz que vai ligar e não liga, quando na verdade ele não ligou porque não quis, já que não estava afim. Ponto final.
Sim, sabemos que isto é verdade pois funciona tanto para homens quanto mulheres, por isso Anna, personagem interpretada por Scarlett Johansson, tem grande importância na trama, já que sofre por se relacionar com um homem casado, mas toda vez que fica deprimida ou é rejeitada, liga para Conan (Kevin Connolly) em busca de consolo. Este assim como as mulheres, passa grande parte do filme tentando interpretar sinais e entender porque ela não retorna sua ligações.
Ou seja, homens costumam achar que as mulheres se apaixonam e esperam promessas do primeiro que encontram na rua. Mas não é bem assim. Normalmente também temos aquela pessoa que aguarda nossas ligações, que nos cobram sinceridade e nos enchem de promessas pesadas demais para suportar.
Já que o filme é baseado num livro de auto-ajuda, achei que assim que terminasse de assistir, um peso sairia das minhas costas, mas não foi bem assim, já que no fundo sabemos que ele não estava interessado, só temos medo de admitir. Contudo consegui chegar a outras conclusões que certamente me foram muito úteis.
1. A grama do vizinho é sempre mais verde.
Muitas vezes fazemos comparações com a suposta felicidade alheia. Tudo que sabemos é que fomos feitas para namorar, casar e ter filhos. Eu tenho 25 anos, só, e em algumas situações me sinto incrivelmente constrangida por estar sozinha, as pessoas se surpreendem, começam a me questionar se eu não procuro demais, se não sou exigente demais e sempre finalizam com a famosa ” quem escolhe demais, acaba sendo escolhido”, talvez por isso em certos momentos de distração, me pego incomodada e invejando amigas que estavam comemorando aniversário de namoro, esposas que recebem flores no trabalho. Comecei a achar que elas eram mais felizes, realizadas. Janine (Jennifer Connely) é casada com Ben (Bradley Cooper) e era até então a conselheira de Gigi (Ginnifer Goodwin), sobre o modo como as mulheres devem se comportar no começo de um possível relacionamento. Gigi se espelhava na amiga pois julgava que ela tinha o casamento perfeito, até que Ben começa a ter um caso com Anna. Da mesma forma que Beth ( Jennifer Aniston) acredita que existe um tempo para todo namoro evoluir para casamento e passa a ser comparar com pessoas de sua idade, já casadas, que supostamente vivem felizes, desta forma decidi dar uma chamada em seu namorado, que eu sinceramente não me lembro o nome mas é interpretado por Ben Afleck, que recusa a chantagem e vai embora. E somente após conviver com as irmãs casadas ela percebe que todo mundo é diferente e não são todas as pessoas casadas que são felizes.
O que é verdade. Quantos namoros já não vi acabarem de forma surpreendente? Quantas amigas minhas estavam vivendo uma relação e descobriram que estavam sendo traídas?
A atriz Jennifer Aniston, tinha a vida perfeita. Linda, corpo e cabelo invejado por todas as americanas, e um marido mais lindo ainda, ninguém menos que Brad Pitt. Até que um belo dia, seu lindo maridinho sai para trabalhar e volta com uma super bomba “Amor, sabe minha parceira de cena no filme Sr e Sra Smith? Então, nós estamos juntos” . E aí o mundo todo ficou sabendo que ela havia sido traída e trocada por ninguém mais, ninguém menos que Angelina Jolie. Antes mesmo que ela pudesse se trancar no banheiro e cair em prantos, recebeu na porta de casa, uma edição da People, com o mais novo casal estampando a capa.
Imaginando a situação aqui de longe, bem de longe, fiquei muito feliz por ser uma anonima qualquer. Porque se levo um fora, já acho um saco ter que prestar contas a amigos e família, imagina então o mundo inteiro sabendo que levei um belo par de chifres, e ainda ver o safado em todas as capas de revista, feliz e sorridente com a atual. Argh.
Na mesma situação ficou Britney Spears, que após ser dispensada pelo marido bonitão e interesseiro, perdeu completamente o rumo e foi fotografada nas piores situações possíveis. È minha gente, ser um zé ninguém as vezes vale a pena.
Mas tem muita mulher por ai fazendo exatamente o contrário.
Famoso lá fora, o site dont date him girl, já tem sua versão brasileira, que cada vez ganha mais adeptas. Lá as ex-namoradas ressentidas, criam perfis para seu alvo e deixam as piores referências possíveis sobre o ex. O intuito é deixar a concorrência ciente de que namorar com ele, pode não ser um bom negócio.
Para mim, parece despeito. No caso de Jennifer, ela preferiu o silêncio, na minha opinião, nada poderia ser melhor. Perder o seu tempo, juntando fotos e coisas para dizer sobre ele, parece sadomasoquista, pois enquanto você perde tempo discutindo a relação com pessoas que você nem conhece, o bonitão, está super feliz curtindo a nova namorada. E vai ficar mais feliz ainda de saber que você foi a publico dizer o quanto ficou triste e ainda pensa nele. Ou não, e aí pode acontecer bem pior. Uma americana chegou a ser presa, pois espalhou fotos vergonhosas do ex e mentiras sobre a atual em quase toda a rede e foi mais longe, enviou as fotos para o trabalho de ambos. Eis o grande resultado. Aos olhos de todo mundo, ela era somente um louca despeitada, e o ex e a namorada continuaram felizes, enquanto ela estava presa.
Eu particularmente prefiro me acabar de tanto chorar em casa, e parecer diante dele e dos demais, a pessoa mais feliz do mundo. No mínimo foi isso que a Aniston fez. Levar um pé na bunda, já dói demais, não tem porque prolongar, mostrando a todo mundo como o idiota afetou a minha vida.
Mas cada um é cada um não é mesmo? Muitas pessoas dizem que isso funciona como terapia e ajudar a recuperar a auto-estima.
Se você levou um pé na bunda e é estressadinha quem nem eu, vale a pena contar até cem, antes de tomar qualquer atitude, mas se depois de contar, ainda desejar fazer justiça com as próprias mãos, vai lá em “Não Saia com ele” , no mínimo vai dar boas risadas.
