Toda vez que estamos inseguros recorremos à fonte mais próxima de energia, nossos amigos ou familiares ou quem quer que seja que está mais próximo de você. Ficamos tão fixados no medo de estarmos errados ou temporariamente desaprovidos das nossas faculdades mentais, que saímos pelas ruas com placas gigantes a procura de socorro. No fundo tudo o que queremos ouvir é: “Pode continuar, você está no caminho”. Mas, por algum motivo estranho, ouvimos justamente o oposto. Quando o assunto é dar conselhos nosso próximo faz valer o ditado “Antes magoar com a verdade do que alegrar com a mentira”, para disparar sua versão dos fatos com a alegria de uma criança de cinco anos que acaba de ganhar um doce. Nós, no auge do desespero, ouvimos, porque ainda precisamos da aprovação alheia. Não importa o quão bem sucedido, maduros ou fodões somos, é sempre bom olhar para o camarada ao lado e sentir o ar de aprovação. Quando esse não vem, a coisa pode fugir do controle.
A insegurança pode te levar a tomar medidas drásticas e estragar algo que poderia ser bom. E ai quando você faz tudo o que te pediram para fazer e mesmo assim assisti a coisa desandar, procura um bode expiatório para descarregar toda sua ira, mas a é verdade é que a culpa é toda sua. Por quê? Porque você ouviu.
Todo mundo tem uma opinião sobre tudo e ouvir todo mundo é meio difícil, não acha? Ainda sim, nós fazemos. Colocamos-nos como mártir e saímos por ai a procura de redenção. A procura de alguém que nos mostre um caminho. Ou tudo isso pode ser apenas preguiça de pensar e escolher o caminho que nos apontaram, assim quando tudo der errado podemos culpar alguém.
Quem é você? O mártir ou o preguiçoso?
Nós temos uma pequena habilidade chamada intuição, que por algum motivo costumamos ignorar, mas só quem sabe o que acontece com a sua vida, é você mesmo, por isso tape os ouvidos e ouça o que você tem a dizer.
Se não conseguir fazer isso, o mínimo que pode fazer é aguentar os conselhos sem cara feia. Nem sempre a aprovação alheia é uma coisa boa. Aliás, na maioria das vezes não é, afinal, o que eles sabem sobre você que você mesmo não sabe?



