Em uma época far, far away, meninos tinham medo de se masturbar e criar pêlos na mão ou desenvolver espinhas enormes no rosto. Meninas acreditavam que o beijo poderia engravidar e outras besteiras do gênero. Hoje, muitos destes mitos foram desmistificados, apesar disso, quando o assunto é sexo, novas teorias são criadas todos os dias. Por exemplo, você já deve ter ouvido dizer que todo negro é bem dotado, ao contrário dos japoneses. Todos esses mitos foram discutidos em um tira-teima sexual realizado por Ricky Hiraoka para a edição de junho, da Gloss (abril), o resultado é no mínimo interessante.
Pés, mãos e/ou nariz grandes, pênis idem.
Nenhuma parte do corpo masculino indica a dimensão do pênis. As extremidades do corpo são influenciadas pelo hormônio do crescimento, que pode até ser consumido via medicamentos. Já o tamanho do pênis depende principalmente da quantidade de sangue que ele consegue absorver, predeterminada pela genética. Ou seja: essa história de que existem produtos para aumentar o tamanho do pênis também é puro mito. – Quem respondeu foi Eliane Pellini, chefe do setor de Saúde e medicina sexual da faculdade de medicina do ABC.
Homens gostam mais de sexo.
Gosto é algo extremante subjetivo. Uma pessoa pode transar pouco, mas gostar bastante de sexo. Há a impressão de que os homens gostam mais de sexo porque são educados a manifestar este desejo sempre que possível, já às mulheres são incentivadas a não expressar seus anseios sexuais, muito menos em voz alta. – Quem respondeu foi a sexóloga Ana Canosa.
Esperma faz bem para a pele.
Nenhuma pesquisa cientifica atesta eventuais benefícios do contato do esperma com a pele. Tal crença apareceu porque o líquido seminal contém vitamina C, enzimas, cálcio, potássio, zinco, ácido cítrico, frutose e açúcar, substâncias que permitem que os espermatozóides cheguem até o óvulo. E, além disso, uma colher de chá tem 20 calorias, então se você estava na dúvida, não engula (eu ri). – Quem respondeu é Maria Elisa Bianchi, dermatologista.
Solteiros fazem mais sexo do que casados.
Embora a freqüência sexual de um casal tenda a cair com o passar dos anos, ela ainda é maior do que a dos solteiros. Uma pesquisa feita pela Datafolha com 1.888 pessoas entre 18 e 60 anos, mostra que 24% dos casados fazem sexo todos os dias, contra 12% dos solteiros. O raciocínio é simples, os descomprometidos podem até ter mais liberdades, mas precisam esforçar-se mais para conseguir sexo.
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