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Hoje não, Faro!

Eu nunca fui como a maioria das mulheres que me cercam. Ainda que completamente de quatro, nunca fui capaz de parar para ver a banda passar, só porque meu coração se contorcia de alegria por estar nos braços de um certo moço.

Minha vida sempre foi pautada pelas minhas escolhas profissionais. Pela pessoa que eu quero ser quando tiver 30 anos. E olha que tenho 27, logo, a única coisa que pode me tirar o sossego e despertar o desejo de arrancar os cabelos, é saber que tenho somente 3 para chegar próxima a imagem de mim que planejei durante toda a vida.

Algumas pessoas dizem que é ilusão, que no fim das contas a gente quer um cobertor de orelha para repousar o cansaço da vida. Mulher então? É quase tentador o desejo de largar tudo só para pertencer a alguém. Eu entendo o impulso. É fácil, tranquilo e parece o certo, afinal, mulher foi projetada para isso.

Já me senti culpada. Já me senti perdida. Já me senti menos. Hoje abraço minhas escolhas de peito aberto e cabeça erguida e não dou mais respostas educadas para não ofender amigos e pessoas próximas que me olham com certa piedade por estar sozinha e não me preocupar com isso. Por ter vivido durante seis meses um relacionamento de faz conta que acabou exatamente do modo como as pessoas haviam previsto, porque afinal, não há motivos para lamentar. Ao contrário de muitas que conheço que param a vida quando encontram um peito para encaixar a cabeça, eu não parei a minha.

Então embora “nós” não exista mais (se é que existiu), eu tenho muitos motivos para comemorar e deitar todos os dias com frio na barriga equivalente a dúzias de primeiros amores na escola.

Chorar? Desculpa, mas hoje não. Talvez amanhã. E não se enganem, chorarei de bom grado. Afinal, assim é a vida e como li estes dias por ai, autopiedade é para idiotas!

Né não?

Faz de conta

Já amou tanto alguém que transformou o sonho em realidade e ficou difícil distinguir o que era real do que era apenas seu desejo querendo tornar algo real?

Já olhou em volta e se viu presa em uma história que você não sabe se existiu ou se você inventou? Já tentou chorar e se sentiu estúpida por não saber se aquelas lágrimas tinham razão de ser ou se sua dor tinha motivos para pertencer àquela imagem de mulher com o coração partido refletido no espelho?

Porque se pensar bem, não há motivos para tanto sofrimento. Não é real. Nunca foi. Não existe história para velar, amor para enterrar, motivos para começar e razões para seguir em frente. Se pensar bem, nunca houve pausa. Todo este tempo foi reflexo do seu desejo que de tanto querer, transformou em realidade algo que nunca existiu. Realidade essa que só você conseguia ver.

E eu te entendo, é por isso que dói. Dói no ego, no coração, na cabeça. Dói tanto que dá vontade de fazer o mundo parar para ouvir sua angústia. O que dói mais é saber que não há amor para ser transformado em ódio como combustível para te levar a redenção do esquecimento da sua história de faz de conta, porque se tivesse, a única pessoa que você poderia odiar seria você mesma.

Se ficar, a onda leva!

Sou o tipo de pessoa que acredita no amor. Sou mesmo. Sempre fui. Nego não. Não importa o número de vezes que tenha me magoado antes (e foram muitas), o quão calejada eu esteja ou o tamanho do buraco no meu coração. Mesmo chorando em cima do amor desperdiçado, estou sempre pensando no próximo. Não que para mim as relações sejam efêmeras e qualquer um é facilmente “esquecível”. Mas qualé, o cara quebrou meu coração e seguiu em frente. O mínimo que eu posso fazer é olhar para frente acreditando que conforme os dias passam, minha dor diminuirá. Para isso eu preciso olhar para frente. Me apegar a planos. Mudanças. Um novo livro. Um novo seriado. Um novo corte de cabelo. Um novo amor. Porque não? Como diria Brandon Boyd, o amor machuca, mas faz com que eu me sinta viva. Não poderia concordar mais. E não criemos confusão meus amigos. Você pode encontrar o amor em um livro novo. Um projeto novo. Aquela viagem que vem planejando há anos. No seu cachorro. No novo lanche do Mc Donald´s (CBO muito amor gente!!!!!). O amor esta ai em todos os lugares para fazer cada minuto da nossa vida valer a pena. Já tentei fazer a carancuda que se arrasta pela vida dizendo que jamais irá confiar e amar novamente. Não durou uma semana. Por isso que mesmo assim com o coração doendo, a cabeça confusa e os olhos marejados, eu não consigo entrar em luto. No meio de tudo isso eu só consigo pensar: Okay vida, sua filha duma quenga! O que tu tem pra mim agora?

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Amor com hora marcada

Era uma sexta-feira. Uma sexta-feira exatamente como as outras. Tão normal era que não me recordo se fazia calor ou frio. Também não me recordo onde estava. Tudo que sei é que lá pelas oito e tanto meu celular anunciava uma nova mensagem. Abri. Mas não foi assim um abrir de quase parar o coração. Era um abrir diferente. Um diferente assim que combinava com ele e com toda a situação que estávamos vivendo há oito meses. Era um amar sem esperar nada em troca. Era um aproveitar o tempo enquanto estávamos juntos porque outro tempo daquele poderia demorar dias, talvez semanas, para acontecer. Era doloroso? Não exatamente. Condicionei meu coração e minha mente para estarem no lugar certo, na hora certa. Com ele, quando deveria estar. Sem ele, quando deveria estar, mas não estava e nada poderia fazer a respeito, a não ser me permitir não sofrer. E eu não sofri. Eu não esperei, nem desesperei. E acreditem, foi bom, enquanto foi.

Mas, nesta sexta-feira normal que poderia ser qualquer sexta-feira do ano, pois não me lembro se fazia calor ou frio, ele queria me ver. Nossos encontros eram sempre bons e assim eram porque não havia cobranças, tão pouco medo de perder. Éramos só nós, carinhos, beijos e muita conversa. Só que nesta sexta-feira ele decidiu que só isso não bastava. Ele decidiu que era necessário fazer promessas. E fez. Muitas. Ele me olhou nos olhos e me disse que já era hora de estarmos juntos. Que o tempo o preparou para isso. Que éramos ótimos juntos e deveríamos permanecer juntos, afinal, em time que esta ganhando não se mexe, certo?

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Um banho de água fria!

Quando é hora de desistir?

Tenho pensado muito nisso. Todo mundo tem um limite, isso é fato, mas será que sabemos a hora em que chegamos lá? Será que sabemos reconhecer o momento exato em que tocamos a linha imaginária do limite e sabemos que ali é o momento exato de parar?

Quando sabemos que bastante é o bastante? E será que devemos partir só quando já alcançamos o bastante?

Se imaginarem que nosso limite é como um balde cheio de água que finalmente transborda indicando que ali não cabe mais nada, deve imaginar que a água é o que? Um monte de lembranças ruins? De tentativas fracassadas ou seu orgulho ferido várias e várias vezes?

Aliás, falando em orgulho, será que ele realmente não importa? Se o seu limite é um balde de água que agora transborda, quanto do seu orgulho está esparramado pelo chão? Quem vai limpar toda essa bagunça?

Podem parecer muitas perguntas, mas num mundo em que de repente tudo virou de ponta cabeça e força-se ao limite simplesmente para não parecer fraca ao desistir é o que se espera das pessoas, eu fico me perguntando quanto do meu orgulho é necessário que eu perca só para provar que eu não sou do tipo que desisti, embora lá no fundo saibamos que quando a outra parte já desistiu de você, não há nada a ser feito, a não ser pegar o pouco do orgulho que lhe resta e seguir em frente.

Aliás, seguir em frente deve ser bem mais difícil quando você precisa recuperar seu orgulho primeiro. Então porque perdê-lo no meio do caminho, certo?

Desistir não é tão difícil assim quando você entende que na verdade, você está dizendo adeus para não desistir de você! Para não desistir de encontrar algo melhor, para não desistir de viver a história que acredita que merece viver e que definitivamente não é essa. Talvez tenha sido um dia, não mais.

Créditos da imagem: We heart it!

Quase nada…

Eu não esperava que ele me dissesse nada. No fundo, eu não esperava mais nada. Tenho lido muito Caio para saber que não há nada a esperar. Mas, o desespero não espera que as coisas façam sentido. E neste caso, nada mais faz sentido. É como acordar de um sonho. Ou quase isso. É como ter tido um daqueles sonhos que fazem a gente suspirar durante todo o dia, mas que vai se tornando turvo conforme a noite vai se aproximando. E ao botar a cabeça no travesseiro para outra noite de sono, as lembranças do tal sonho bom são quase nada. Quase nada além da sensação de que poderia ter sido real. E poderia ter durado para sempre. E poderia não ter sido apenas um sonho.

A vida é cheia de Caios e Vinícius e esperas doces que duram apenas tempo suficiente para ser bom e inesquecível, mas não para sempre. Embora nossa alma anseie por sonhos que dure uma vida inteira, a gente sempre acorda. E acorda com essa sensação de quase nada, que poderia ter sido quase tudo. Apenas não foi.

@jackelineaguiar

Sobre a eternidade das relações.

O para sempre não existe. Pensando bem, não existe frase mais descabida do que essa, já que nada dura para sempre. A única certeza que temos nesta vida é o fim. E é justamente a ela que nos agarramos no dia a dia, é ela que nos dá força para enfrentar a triste realidade que é o cotidiano, a realidade do botão automático, do contar os minutos para o fim do dia, para o fim de semana, para o fim do ano. É saber que toda dor chega ao fim que nos mantém vivos para outro dia. O problema é que quando o assunto é relacionamento o fim sempre faz às vezes do vilão. Mas por que a perspectiva do final é motivo para colocarmos a cabeça no lugar e os pés no chão?

- Cuidado! Pode não ser para sempre e você vai acabar magoada. – Avisam as amigas.

Mas é claro que não é para sempre. Como haveria de ser? Se nem eu mesma habitarei este plano para toda eternidade, como pode um relacionamento ser eterno?

Não pode!

O nosso problema que é que precisamos nos agarrar a certeza, as garantias. A certeza do salário todo mês que justifique horas perdidas em um emprego que você não suporta. Ou a certeza de que todo o tempo e energia despendidos naquela relação valerão à pena, pois o que aquela pessoa te promete é o para sempre.  E ai nos agarrando a isso perdemos momentos preciosos que fazem a nossa vida valer de fato. Deixamos de apreciar o que está bem ali na nossa frente e perdemos o presente por causa da projeção para o futuro. Porque se pensar bem, o para sempre é pesado. Não cabe no peito. Não cabe no mundo. E ao invés de um relacionamento saudável, você está fadado ao uma relação que será assombrada pela possibilidade do fim, enquanto ele durar.

“Que não seja imortal posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure”… Por que tudo na vida é chama, mas quem está neste exato momento segurando o extintor, é você!

E será que morre?

Recebi três e-mails parecidos, acho que decepcionei os três leitores, e acabei decidindo fazer um post. Não mudei de opinião, apenas queria dividir com todos vocês.

Sabemos que os homens não são especializados na arte de terminar um relacionamento, eles enrolam, enrolam, e nunca dizem de verdade o que pretendem. Geralmente, a mulher acaba pressentindo o que esta por vir e termina. Vez ou outra, desejamos dar uma chacoalhada no cara, pra ver se ele acorda e pede pelo amor de Deus para não partimos. Mas eles não pedem.

Por tanto espero que fique claro a diferença, quando uma mulher termina o namoro, sem que você queria, digo, sem que você tenha desejado ou emitido sinais de que era isso que queria, não há o que fazer, ela realmente queria terminar o namoro. Se ela quer salvar a relação, ela vai dizer, como ela não disse, não é esse o caso.

Uma mulher não pede um tempo, ela aceita, se você sugerir.  Então não se engane, se você sugeriu, não foi ela quem pediu um tempo, foi você. Ela quis terminar. E se ela quis terminar, aceite.

Claro que eu não sou nenhuma expert e minha vida amorosa está mais para filme de terror trash do que uma linda e açucarada comédia romântica, eu faço tudo errado e enfio os pés pelas mãos, mas me diz o que é pior, aceitar que tudo acabou e seguir em frente ou continuar em uma relação em que a outra parte já decidiu não ter mais futuro, cujo qualquer diálogo termina em briga e o sexo é feito como manda o script, tudo igual, nos mínimos detalhes?

Pode pensar, só que infelizmente o tempo está passando, mas eu sei e você sabe que acabou, só falta você se convencer disso.

É que você é bom demais pra mim…

Muito se fala sobre a incapacidade dos homens em por um ponto final no relacionamento de forma verbal. Mas cá entre nós, olhar nos olhos de alguém para dizer que acabou, não é tarefa muito fácil.

No vídeo abaixo, que me fez rir muito por sinal, Débora Falabella interpreta a namorada que quer terminar mas não consegue.

 

E você? Já esteve a um passo de terminar com alguém mas não conseguiu?

Acho que eu perdi o “feeling” …

Existem neste mundo blogueiro, muitos doutores na arte do amor, dá até vontade de juntar tudo, bater no liqüidificador e sair por ai arrasando corações. Eita que é agora que caso. Mas não é bem assim.

Se existissem fórmulas e receitas prontas, ninguém precisaria de post patrocinado para ganhar a vida, era só escrever um livro e ficar milionário, pois sim, milhões de mulheres around the world, pagariam fortunas pela tal fórmula. Mas ela não existe, e talvez nem faria efeito, porque o que não é dito por todos, é que sempre vai existir uma virgula, um porém, uma ovelha que vai fugir do rebanho e incorporar um estilo dark. Generalizar, é uma grande falha. As pessoas são diferentes. Ufa. E o que serve pra mim, sem dúvida não serve pra você. Todo homem gosta de mulher segura, inteligente? Não é bem assim.

Quando conheci meu ex namorado, ele acabará de saltar de paraquedas de uma relação, e decidiu sair assim de repente, porque era tudo muito conturbado. Ele fechou os olhos, saltou e caiu em cima de mim. Pelo que me consta, a ex, atual namorada, era ciumenta demais, possessiva, insegura. Do tipo que liga pra contar que acordou, que quase engasgou ao escovar os dentes e teve que tomar um laxante porque não conseguia ir no banheiro de jeito maneira. Tédio. Ela era fofa, totalmente submissa, do tipo que sempre dava a outra face.

Então nos conhecemos. Eu, com vários projetos. Academia de manhã, trabalho a tarde, faculdade de jornalismo, dinâmica, vários amigos. Foi amor a primeira vista. No começo foi como voltar a respirar. Até que veio a primeira briga. Ao invés de chorar, e me calar por medo de jogar tudo pelo ralo. Eu encarei, prendi o olhar, duvidei, virei as costas e fui embora pra casa. Ao invés de esperar o telefone tocar e ouvir sinceros pedidos de desculpas, liguei pras amigas, me consolei na balada. Depois ponderei, e ele acostumado a toda aquela atenção, aprendeu a se desculpar, a pensar duas vezes, a dar a outra face, a se sentir inseguro e foi ai que fudeu tudo. A outra, já vinha aproveitando para exibir seus dotes de mulher capacho. Tinha perdido a dignidade, mas queria ele devolta. Desisti. Desistimos. Ele voltou pra ela. Hoje me diz que ela continua a mesma, que as vezes se irrita, esbraveja, mas reconhece amor nos olhos dela. Sabe que pode se lançar de olhos fechados. No pain. Já comigo? Comigo teria que se esforçar, se entregar, ficar vulnerável, quem sabe até sofrer.

Quando ele se foi, fiquei assim, sem reação, de boca aberta. Pensando se deveria Ter me jogado em seus braços quando ele deu as costas, pensando se deveria Ter ido bater em sua porta quando ele desligou o telefone na minha cara, pensando se devia Ter –lhe dito “eu te amo” quando estava em sua cama.

Depois conheci outras pessoas, tentei agir de formas diferentes, e me ferrei de muitas formas diferentes. Então resolvi mandar tudo pro inferno. Vesti uma máscara de forte, espalhei cartazes que diziam “não preciso de ninguém”, quem sabe assim enganava o tinhoso e ele desistia de botar na minha vida, outro lobo vestido de príncipe. Quem sabe assim ele não fazia valer a regra e parava de botar no meu caminho tanta exceção

Pois é, parece que consegui ludibriar o cabra e ele colocou na minha vida um homem de verdade, mas aí, quem ferrou tudo fui eu. Fiquei insegura, agi feito criança, quase fiz xixi na cama, tamanho era o medo de me mover, de andar no escuro, de enveredar pela incerteza, de me lançar denovo. Procurei pela mulher segura que já fui, mas acho que ela tapou os ouvidos, pois não me ouviu chamar, ou fez que não ouviu. De qualquer forma, já é tarde demais, acho que ele está indo embora.

Depois de conhecer tantas pessoas diferentes e viver situações diferentes, acho que perdi o tato.

O que os doutores do amor não dizem, é que não existe formula, mas de fato as pessoas poderiam Ter êxito em todas as suas relações se entregassem a alma, se nada esperassem em troca, se não tentassem possuir o outro. Muitas pessoas, escolhem ser miseráveis, e quase pedem para que tudo dê errado. Para elas, a dor, é um dos mais poderosos afrodisíacos e se entregar de verdade, é quase morrer.