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A ex louca. Quem nunca?

Tenho uma amiga que conhece caras que a primeira vista são perfeitos. Digo isso porque, além do óbvio, de que ninguém é perfeito, em algum momento do relacionamento, geralmente alguns meses antes do término, eles simplesmente enlouquecem. Todo mundo sabe que ela é um pouco esquentadinha. Que tapa os ouvidos para ouvir a verdade e adora fazer um escândalo. Daí transformar seu parceiro em uma cópia mal feita dela mesma, é demais, não é? Não sei se Freud poderia explicar, a questão é que os homens até então equilibrados, ficam loucos e todos seus relacionamentos terminam com agressões físicas e verbais. Seria possível que uma simples mulher, umazinha, sozinha, pudesse provocar a ira de um homem a ponto dele esquecer todo seu histórico, cavalheirismo e razão, para fazer barracos que terminarão na delegacia?

Eu não sei. Só sei que após tacar o dedo no botão enviar e me dar conta de que estava mandando mensagens bêbadas, de madrugada, para um cara que deixou bem claro não querer saber mais de mim, eu fiquei me perguntando que diabos é isso que transforma a gente em outra pessoa. Que nos faz tomar todas as atitudes erradas e continuar fazendo mesmo sabendo que tá tudo errado. Mesmo sabendo que ao invés de trazer para perto, você vai afugentar. Que ao invés de se contentar com o fim e manter as lembranças boas, você vai reduzir sua história as atitudes desesperadas que tomou na tentativa de evitar/remendar/adiar o fim. E além de ter que lidar com o fim e encontrar maneiras de seguir em frente, terá que tirar da cabeça as atitudes vergonhosas que tomou enquanto uma louca habitava seu corpo.

E embora poetas, saudosistas e mulheres desprovidas de amor-próprio se defendam dizendo que somente quem amou de verdade sabe o que é ver sua alma ser tomada por um completo estranho e ver se tomando atitudes que jamais pensaria em tomar, a gente sabe que humilhação não cabe bem em ninguém, em qualquer estação que seja e esta longe de ser atraente.

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A vingança é um prato que se…canta!

Eu não sei se já disse aqui, mas tenho a profissão mais famosa de todos os tempos da última semana, sou social media! Entre outras coisas, eu sou uma caçadora de coisas legais nas interwebs para atualizar perfis de clientes. Por isso ás vezes eu acho muita coisa legal que gostaria de postar aqui no blog, mas como ele fala sobre relacionamento (coisa muito específica) ás vezes passa.

Mas hoje vi uma notícia bem interessante em vários blogs por ai. O ex- namorado da cantora Adele resolveu cobrar parte dos lucros do novo álbum cantora, alegando ter sido a fonte de inspiração da maioria das músicas. Gente?

Segundo tablóides ingleses, a cantora está furiosa por “ter um ex-namorado querendo se aproveitar de seu sucesso”. Ao jornal The Sun, Adele declarou: “faz uma semana que ele não para de ligar e parece estar falando sério sobre o assunto. Eu disse: ‘bem, você fez da minha vida um inferno, então agora eu mereço tudo o que tem acontecido comigo”

Ele realmente me ajudou com meu processo criativo sendo um babaca. Darei algum crédito para isso. Ele me fez ficar mais adulta e me colocou na estrada que eu estou agora”, completou a cantora. SEN-SA-CIO-NAL!

Confesso que eu não conhecia a moça então fui procurar, entenda- se Googlar e fiquei pasma. As músicas são lindas e falam justamente daquela fase em que o camarada nos deu um belo de um pé na bunda sem dó nem piedade e mais do que rápido refez sua vida. Me identifiquei com várias delas, até porque já escrevi vários textos baseados nos meus fracassos amorosos e até agora que estou feliz preciso me conter para não descrever com detalhes sobre meu amor atual.

Agora fico me perguntando: ele é mesmo somente um oportunista (o que certamente é o caso) ou de alguma forma estranha ele teria razão de se sentir “prejudicado” de alguma forma?

Se fosse o caso, o ex da Katy Perry estaria milionário essas horas. Quem não se lembra de Ur so gay?

O clipe é sensacional, mas a incorporação estava desativada! :(

Acho que todo cafajeste canalha merece uma vingança a altura, se deixar a gente rica… melhor ainda!

Falando nisso, lembra quando a Lily Allen revirou o apartamento do ex e ainda deu laxante para o moço?

Primeiro, quando te vejo chorar, me dá vontade de sorrir, sim, me dá vontade de sorrir.

No pior dos casos, me sinto mal por um momento, mas de novo logo sorrio, e sigo em frente e sorrio.

Quem foi mesmo que disse que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena? Nestes casos, a vingança fez muito bem! :P

O amor é cego?

Você pode dizer que sim, e quando falamos de amor, muitas coisas vão além da nossa compreensão. Casais desproporcionais tanto fisicamente quanto emocionalmente, estão ai para provar que os opostos se atraem e que o amor pode mesmo ser muito é do cego, ou burro ou sem lógica alguma. A pergunta é: até que ponto usamos esta desculpa para nos afundarmos em relacionamentos desastrosos?

Digo isso por que é muito comum após o fim do namoro, pararmos um tempo para analisarmos em como a coisa toda se deu. Mas comum ainda é nos prostramos como vítimas repetindo o mantra: “Ele não era assim no começo, como pode uma pessoa mudar tanto?”

Será? Será que ele realmente era a perfeição ou seu desespero para mudar seu status no Facebook deixou seus olhos meio preguiçosos?

Eu sei que no começo do namoro é tudo muito bom, tudo muito lindo, como diria Caetano e, ainda estamos jogando o jogo do “eu vou tentar impressionar você” e por algum tempo deixamos nossos comportamentos mais duvidosos debaixo do tapete. Só que é impossível fingir o tempo todo, vez ou outra algo sempre vem à tona e são nas pequenas atitudes que se encontram grandes surpresas. É clichê, mas é a mais pura verdade!

Dar-lhe-ei um exemplo, um dos mais comuns se quer saber, seu ex fala muito mal da ex namorada e você se sente nas nuvens achando que ela já é passado e finge não se dar conta de que ela se faz tão presente que você experimenta um ménage  -sem aproveitar os benefícios. Só percebe quando ele resolve terminar com você e voltar para os braços dá, até então, megera. Daí você vai desperdiçar meses, lágrimas e ombros amigos tentando entender como pode alguém ser tão dissimulado a ponto de odiar com unhas e dentes a ex e voltar com ela. Mas o ódio foi ele que pintou. Pintou todos os dias com cores gritantes e você foi a única que não viu, aliás, não quis ver. Por que quando a gente superou alguém, ela deixa de ser assunto. Nem ódio, nem amor são exaltados.

O mesmo vale para aquele cara que é um amor com você, mas trata mal a família, o garçom e o cara na fila do cinema. Hora ou outra ele vai te tratar do mesmo jeito e você vai acabar pensando: “Mas eu não entendo, ele era tão fofo!”. A fofura dele era proporcional a sua cegueira.

O amor é mesmo cego ou nós é que carregamos vendas em caso de urgência? Se você já sabe a resposta para esta pergunta, o mínimo que pode fazer é encarar o próximo término – não que eu esteja desejando o fim do seu namoro- com pouco mais de maturidade. Assim, quando estiver próxima de uma cegueira momentânea, você pode fazer uso das suas lentes de contato!

Posso citar Caio Fernando Abreu? “Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é”.

E isso se chama desespero, o amor? Ah, o amor é outra coisa!

Ex bom é ex morto. Certo?

Acredito que a cada cem mulheres, noventa e nove querem ver o ex pelas costas. Desculpa ai se você é civilizada e terminou com o ex em uma boa e agora vocês são amigos, mas de acordo com a regra que é claríssima, o normal é odiar o ex-namorado cachorro sem vergonha que jogou anos de relacionamento no lixo por um motivo obviamente bobo ao invés de se esforçar para dar certo.

Agora dá uma olhada nesta noticia que minha companheira de trabalho achou esses dias no site da Globo. Aparentemente a dona Midori teve a chance de fazer valer o ditado que é título deste texto, mas resolveu fazer completamente diferente.

Fazendo valer outro ditado… “o mundo dá voltas!”

É difícil ser a próxima.

Acho que posso seguramente dizer que a fantasia de todo homem, ou quase todos, é participar de um ménage acompanhado de duas belíssimas moças. Bom, posso dizer também que já participei de vários, não por livre espontânea vontade, é que simplesmente acontecia. Ás vezes, assim que tomava consciência, eu dava espaço para outra, nunca gostei de dividir “minhas coisas”, outras vezes era a outra que garantia seu espaço e eu era obrigada a sair de cena e na maioria das vezes, eu percebia, mas masoquista que sou, esperava pra ver no que ia dar e sempre saia chupando o dedo. Desde que me entendo por gente, entro em relacionamentos em que o relacionamento anterior ainda não foi superado.

Ás vezes os sinais de que a história anterior acabou mal resolvida são claros, mas a gente finge que não vê, ou vê, mas se convence de que é o pessimismo ou o tal medo de ser feliz. Mas como saber se a relação anterior é mal resolvida? Você pode me dizer: conversando claro! Mas certamente ninguém lhe dirá: sim, eu ainda sou apaixonado pela minha ex? Então como saber se o elefante na sala é apenas fruto da sua imaginação ou se ele nunca saiu de lá?

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Será que ainda é amor ??

Então eu me apaixonei, muito. Como todo apaixonado, eu achava que aquele sentimento era forte demais para vencer o tempo e que ao contrário do resto do mundo, nossa história duraria para sempre. Mas não durou, um dia ela chegou ao fim.  Mas o fim na verdade, foi uma vírgula. Após o término nos encontrávamos de vez em quando, e eu aceitei aquela condição por acreditar piamente que a recíproca era verdadeira e que mais cedo ou mais tarde, ele iria pedir para voltar. Porém, contudo, todavia, não há como saber os planos que a vida tem pra gente. Me mudei e longe continuei nutrindo este sentimento que, era devidamente alimentado por ligações ofegantes durante a madrugada. Mais voltas e voltei para Americana. Ao saber que ele estava oficialmente namorando, resisti a todas as ligações, mas um dia, ele veio até minha porta. Sabe o que eu senti? Nada.

Percebi que estava nutrindo um sentimento que há muito já não existia. Era como se eu houvesse aumentado algumas lembranças e todos os motivos da separação eu convenientemente apaguei da memória. Em três anos eu mudei, ele mudou. Não somos mais as mesmas pessoas e meu corpo simplesmente ficou imune ao seu toque. O que era aquilo? Posso chamar de idéia fixa ou obsessão, mas não era mais amor. Posso garantir que outras mulheres, ou homens porque não?, passam pela mesma situação. Amam uma lembrança que nem de longe representa a realidade ou o que ela já foi um dia. Insiste em algo que não dará mais certo. Seja por orgulho, por insegurança, por conveniência.

Abaixo, história de mulheres que assim como eu, foram obcecadas pelo ex-namorado.  Tais depoimentos fazem parte da matéria “Obcecada pelo ex” da revista Nova (Abril).

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