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Você é boa na arte do primeiro encontro?

Era esse o tema do teste que eu encontrei numa destas revistas da vida, não o fiz, claro, mas fiquei pensando sobre o assunto. É possível que alguém domine a arte de encantar á primeira vista? A propósito, existe forma infalível para impressionar no matter what e garantir o segundo encontro?
Se existe, ela pede que você não seja você. E obviamente alguém deve ter lhe dito que agir como se fosse outra pessoa, sempre acaba em merda. Sua mãe deve ter lhe contado uma fábula onde a moral da estória é “A mentira tem pernas curtas”. Pernas de anões, acrescentaria eu.

Estar em um primeiro encontro é motivo de sobra para nervosismo, uns demonstram isso com mais ou menos intensidade. Se você fala demais, pode falar pelos cotovelos. Se você fala de menos, pode ficar mudo. Tudo depende.
Depende do quê?
Da importância do encontro, da importância do encontrado, das expectativas em relação aquele momento ou os que virão depois, se é que virão.
Dia desses eu tive um primeiro encontro e a julgar pelas perguntas feitas no teste, eu teria reprovado com louvor. A julgar pelo que veio depois, eu reprovei mesmo. Mas, dadas as circunstâncias eu realmente merecia um crédito.

O prazer de estar sozinha…

Dias desses fui comprar um livro e acabei batendo o olho numa capa que levava o nome “Como ser feliz com a solidão”. Fiquei uma eternidade refletindo sobre aquele livro.

Toda mulher, vez ou outra, tenta descobrir a fórmula mágica para se sentir bem sozinha. E quando eu digo sozinha, quero dizer completamente sozinha. Podendo ficar em casa aos sábados a noite, sem necessariamente ter que sair por ai com as amigas em busca de não sabemos bem o que. No fundo, ninguém foi feito para ficar sozinho, mas acreditamos que estamos aqui apenas para nos unir a alguém e ser feliz para sempre, por isso vez ou outra batemos na mesma tecla e borramos as calças imaginando que morreremos sem encontrar o grande amor de nossas vidas, sem saber de fato se a tal alma gêmea existe.

Eu não acredito em felizes para sempre, alma gêmea ou metade da laranja. Aliás, acredito na frustração que tudo isso pode trazer, ainda sim, durante minhas crises de mulherzinha, fico me perguntando por onde andará meu príncipe. Mas será que um livro destes nos ajudaria a conviver melhor com a solidão? Eu não sei, só sei que é preciso. É preciso porque como disse Clarice Lispector: “Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo”. Afinal, se você não se basta, como pode bastar ao outro? Eu não quero ninguém pela metade, você quer?

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Lá, onde todas erramos…

Então esses dias eu percebi que havia me afastado da leitura, digo, não qualquer leitura, me afastei dos livros. Ando lendo blogs, sites e revistas femininas, tudo em nome de um bom conteúdo para este blog que estas a ler, mas me bateu uma nostalgia de um bom e velho livro empoeirado e de folhas amarelas. Fui até a biblioteca da faculdade e voltei para casa com meus dois escritores preferidos, Machado de Assis e Mario Prata. Machado de Assis, porque bem, não é necessário explicar, e Helena é sem dúvida um dos melhores livros que já li em toda minha vida. Você pode dizer que enlouqueci, que este nem é a mais famosa de suas obras, mas meus queridos, gosto é gosto, e estórias trágicas sobre amores proibidos, muito me apetecem. Ai você vai dizer que ele tem muitas outras obras sobre o assunto, é, ele tem, e por isso o gosto por Machado de Assis não se explica, eu já disse e acho que você entende.
Quanto a Prata, bem, minha paixão por ele é velha, mas confesso que optei pela infidelidade quando conheci seu filho, Antonio Prata. Aliás, sofro de paixões avassaladoras por cronistas, digo, homens que escrevem bem, homens que escrevem muito bem. E qual não foi minha surpresa ao ver minha síndrome retratada em poucas linhas em uma das crônicas do Prata pai em Minhas tudo?
Nos dias de hoje, é bem possível nos apaixonarmos por letras, eu me apaixono a todo tempo.

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Nota da autora, ou seja, eu…

Jackeline diz:

” Gente, este blog é muito novo, praticamente um bebê. Neste momento estou curtindo o melhor de não fazer nada, férias na faculdade e férias no trabalho. Desde que registrei o Doces, não tive tempo de entender, entende? rs. Ainda não fucei e sinto que ele não está exatamente do jeito que eu quero. Sendo assim, caso entrem num dia e notem que ele está verde e retornem no outro verificando que mudei pra amarelo, não reparem estou mexendo, mexendo e mexendo em tudo que tenho direito.

Obrigada… “