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Alvo fácil …

Impressionada com o filme “Ele não está tão afim de você” postei minhas opiniões assim que os créditos anunciavam o fim da história, opiniões essas que você pode ver aqui . De fato o me intrigou foi a utilização do termo “Regra e Exceção”, explico:

Se um cara pede seu telefone na balada dizendo que vai te ligar no dia seguinte e não liga, você é a regra. Desencana e segue em frente. Se o cara liga no dia seguinte, você é a exceção, seja feliz, mas não espalhe a boa nova, pois levara suas amigas à acreditarem que exceções acontecem o tempo todo, quando não é verdade.

Teoria essa que o próprio filme põe por água a baixo, já que destila um previsível happy end.

O fato é que muitas mulheres acreditam nesse papo de regra e exceção, como exemplo, utilizarei uma matéria publicada na Nova on line , onde mulheres que conseguiram “fisgar” seu pretendente, dão dicas infalíveis para o sucesso.

Confissões de paqueradoras muito espertas. Será?? Acho que os homens da história, deixaram elas pensando que tinha algo a ser conquistado, quando o jogo na verdade já estava ganho. Eles já estavam interessados mas não queriam parecer fáceis. Dá só uma olhada : ( Itálico leitora, em negrito eu).

1. Leitora diz : ” No nosso primeiro encontro, fingi que amava futebol.Queria que o Rafa achasse que eu era a mulher ideal (leia-se: que curte passar o domingo vendo programas esportivos). Perguntei aos rapazes do escritório como andava o Campeonato Brasileiro, até decorei nomes de jogadores para a história ficar mais real.” Em primeiro, podemos e devemos usar de artifícios, como fingir ser o que não somos, quando estamos afim de uma noite e nada mais. Quando queremos ser lavadas a sério e provar ao alvo que somos ótimas candidatas a namorada cool, começar mentindo é uma péssima idéia. Aqui, ela seria a exceção, porque ninguém gosta de mentiras. O que prova minha teoria de que o jogo já estava mais do que ganho, já que ela não foi bombardeada de perguntas e análises a respeito do campeonato em questão. Homem quando gosta de futebol, não costuma saber só sobre o seu time, ele sabe tudo sobre todos os times, imagina só se ele decidi levar o papo mais a fundo. Poderia ter feito, mas não fez. Porquê? Como eu disse, já estava interessado e deixou ela bancar a cheerleader porque achou bonitinho.

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Só mais uma de amor …

Talvez seja porque não tenha lido o livro, já que muitas pessoas que o leram e posteriormente assistiram o filme, ficaram decepcionados. De fato li alguns livros que depois viraram filmes e é muito difícil sentir que a transição foi perfeita.

Acabo de assistir “Ele não está tão afim de você” baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo.

A história é baseada nas desculpas que “nós” mulheres inventamos quando um cara some, ou diz que vai ligar e não liga, quando na verdade ele não ligou porque não quis, já que não estava afim. Ponto final.

Sim, sabemos que isto é verdade pois funciona tanto para homens quanto mulheres, por isso Anna, personagem interpretada por Scarlett Johansson, tem grande importância na trama, já que sofre por se relacionar com um homem casado, mas toda vez que fica deprimida ou é rejeitada, liga para Conan (Kevin Connolly) em busca de consolo. Este assim como as mulheres, passa grande parte do filme tentando interpretar sinais e entender porque ela não retorna sua ligações.

Ou seja, homens costumam achar que as mulheres se apaixonam e esperam promessas do primeiro que encontram na rua. Mas não é bem assim. Normalmente também temos aquela pessoa que aguarda nossas ligações, que nos cobram sinceridade e nos enchem de promessas pesadas demais para suportar.

Já que o filme é baseado num livro de auto-ajuda, achei que assim que terminasse de assistir, um peso sairia das minhas costas, mas  não foi bem assim, já que no fundo sabemos que ele não estava interessado, só temos medo de admitir. Contudo consegui chegar a outras conclusões que certamente me foram muito úteis.

1. A grama do vizinho é sempre mais verde.

Muitas vezes fazemos comparações com a suposta felicidade alheia. Tudo que sabemos é que fomos feitas para namorar, casar e ter filhos. Eu tenho 25 anos, só, e em algumas situações me sinto incrivelmente constrangida por estar sozinha, as pessoas se surpreendem, começam a me questionar se eu não procuro demais, se não sou exigente demais e sempre finalizam com a famosa ” quem escolhe demais, acaba sendo escolhido”, talvez por isso em certos momentos de distração, me pego incomodada e invejando amigas que estavam comemorando aniversário de namoro, esposas que recebem flores no trabalho. Comecei a achar que elas eram mais felizes, realizadas. Janine (Jennifer Connely) é casada com Ben (Bradley Cooper) e era até então a conselheira de Gigi (Ginnifer Goodwin), sobre o modo como as mulheres devem se comportar no começo de um possível relacionamento. Gigi se espelhava na amiga pois julgava que ela tinha o casamento perfeito, até que Ben começa a ter um caso com Anna. Da mesma forma que Beth ( Jennifer Aniston) acredita que existe um tempo para todo namoro evoluir para casamento e passa a ser comparar com pessoas de sua idade, já casadas, que supostamente vivem felizes, desta forma decidi dar uma chamada em seu namorado, que eu sinceramente não me lembro o nome mas é interpretado por Ben Afleck, que recusa a chantagem e vai embora. E somente após conviver com as irmãs casadas ela percebe que todo mundo é diferente e não são todas as pessoas casadas que são felizes.

O que é verdade. Quantos namoros já não vi acabarem de forma surpreendente? Quantas amigas minhas estavam vivendo uma relação e descobriram que estavam sendo traídas?

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