Este não é mais um meme das interwebs, mas talvez deva começar dizendo algo que você não sabe sobre mim. Eu sou completamente viciada em séries, acompanho muitas, dentre elas Grey´s Anatomy, Law & order SVU, 90102, One Tree Hill e Dexter. E se você é fã de séries como eu, sabe que existe um período em que a gente vive no limbo. É o tempo que em que as séries dão um break ou quando simplesmente uma temporada acaba. Neste meio tempo eu fico quase louca procurando coisas novas para assistir. Foi ai que encontrei o “Diário de uma garota de programa”, seriado inglês bacaninha que conta a vida de… uma garota de programa. A vibe é mais ou menos o da Bruna Surfistinha, que chega aos cinemas em fevereiro. Em ambos os casos não existe uma história triste por trás de uma menina humilde que não tem saída a não ser vender o próprio corpo para poder comer e sustentar os irmãos mais novos. A série retrata a vida de uma garota de programa que gosta da profissão por que gosta de dinheiro fácil e sexo. A história da Bruna, a surfistinha, é cheia de altos e baixos entre clientes estranhos e envolvimento com drogas, mas a história de Belle, a protagonista da série inglesa, é bem diferente. Ela trabalha como acompanhante de executivos de alta classe, só com clientes ricos e verificados pela agência, evitando assim qualquer enrascada, o que não evita necessariamente encontros com esquisitões de gostos duvidosos. Por que não importa como a pessoa age de dia, a noite um cara normal pode agir de maneira completamente diferente. Mas a grande pergunta é: quando ela começou? E por quê?
Bom, tudo tem um começo. Com a bruna é meio complicado. Você lê o livro todo e encontra várias razões. A revolta com a adoção, que ela nega mais está lá, a relação com o sexo, o desejo de tomar poder da situação, a vida que simplesmente aconteceu. Mas com a Belle o motivo é bem simples. Simples e familiar até demais.
Depois de certa idade o sexo casual se torna presente em nossa vida. Mais presente do que gostaríamos. Não que você simplesmente vai para a cama com todos os caras que surgem a sua frente. É mais ou menos assim: Você conhece um cara, saem duas ou três vezes, a relação se mostra tão intensa que vocês acabam fazendo sexo, continuam saindo mais sei lá… duas semanas? E depois ele desaparece. Você chora, tenta entender. Mas depois se conforma. Entende? Sexo casual não significa necessariamente sexo no primeiro encontro, significa que você apenas está em uma relação sem definição. Pensa bem, quantas vezes você se viu nesta situação? Quantas vezes você fez sexo com um cara que simplesmente desapareceu e a vida foi tão fanfarrona que logo colocou outro cara nas suas fuças que desapareceu mais rápido que o tempo que levou para chegar ao orgasmo?
Você acha que a relação vai chegar a algum lugar. Vocês fazem sexo. Ele some.




