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Grandes mentiras que as comédias românticas nos ensinam!

Ás vezes e só às vezes, não há nada melhor do que se desligar do mundo – parcialmente- e curtir um tempo sozinha. Quando eu quero fazer isso eu geralmente compro cerveja, pipoca e passo o sábado à noite em casa debaixo das cobertas assistindo comédia romântica. Mas ultimamente eu tenho perdido a paciência, afinal, todas elas parecem ser exatamente iguais. A receita é bem fácil e muito usada ultimamente. Uma moça e um moço que se odeiam e descobrem no fim que foram destinados um ao outro, como no caso de Life as we know, que assisti recentemente e quase dormi no meio, confesso. Isso depois de ter quase dormido em Coincidências do Amor (The Switch), que faz a linha melhor amigo e melhor amiga que teoricamente não funcionam como casal, mas no fim acabam juntos. Gente, hoje em dia não fazem mais filmes como “O casamento do melhor amigo” em que a gente fica meio confuso e não sabe exatamente para quem torce?  Tem que ser tão óbvio? Será que ele reflete mais ou menos as coisas que nós mulheres acreditamos ou queremos acreditar hoje em dia?

Por que sinceramente não vejo nada parecido, dá só uma olhada nas boas mentiras que a gente pode tirar de comédias românticas. E nos clichês que insistem em aparecer, se você pretende escrever uma, não pode esquecer destes itens.

A mocinha é capaz de ter um orgasmo em 45 segundos ou menos. Resumindo, sexo é deliciosamente fácil.


Em “No Strings Attached”, o filme com Natalie Portman (aquela linda) e Ashton Kutcher que fala sobre amizades com benefícios, a primeiras vez que os dois fazem sexo, Emma diz que deve ser rápido por que tem que estar no trabalho em 45 segundos. Eles começam e ela logo chega ao orgasmo. Oi? Primeiro que sabemos que nem todo ato sexual termina em orgasmo, não para a mulher, e ainda que terminasse, 45 segundos? Minha nossa!

Duas pessoas que não se gostam estão predestinadas a ficarem juntas.


Quantas comédias românticas você já viu com este enredo? Além de “A verdade nua e crua”, poderia citar “Life as we know”, também com Katherine Heigl em que os dois protagonistas não se suportam e acabam apaixonados no final. E aquele em que ela – de novo- fica grávida após fazer sexo bêbada com um tipinho com o qual ela jamais ficaria se estivesse sã. Será que é isso mesmo? Será que aquele cara insuportável que você sempre achou que não valia nem um centavo furado é o mesmo cara para quem você dirá sim no altar? Espero que não.

Voltar e perdoar é super fácil.


Toda comédia romântica passa por esse meio. Os dois brigam por mil motivos e depois o mocinho vai pedir perdão para a mocinha e os dois voltam na maior facilidade. A moça derruba duas ou três lágrimas, anda sozinha ao som de uma música por alguns minutos e depois vai à procura do mocinho. Ah, se perdoar fosse fácil assim! No filme “Quero ficar com Polly”, Reuben (Ben Stiller) perde Polly (Jennifer Aniston) quando ela descobre que ele usou o trabalho, algo como analista de riscos, para decidir que seria a melhor opção para ele, ela ou a ex-namorada. Para provar que ele a amava ele faz uma coisa bem ridícula como comer uma comida que ele odiava e ela decide não ir embora. Oi?

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Nada complicado…

Sabe aquele papo de que o mundo dá voltas? Provavelmente alguém te disse isso quando levou um pé na bunda e você deve ter dito isso a um pobre coitado que também levou um pé na bunda.

Geralmente é assim que acontece, quando somos terminados de uma relação, esperamos que o outro sinta em dobro todo o sofrimento que está nos causando. Vez ou outra isso acontece mesmo, mas é raro. Por isso eu tive todos os meus sonhos realizados, ok menos, ao assistir “Simplesmente complicado” de Nancy Meyers. Quando vi o trailer fiquei apaixonada e após chamar todo mundo para ir ao cinema e levar bolo atrás de bolo, eu desisti, baixei o filme e assisti em casa, sozinha, ainda sim, dei muita risada e chorei, porque não?

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Só mais uma de amor …

Talvez seja porque não tenha lido o livro, já que muitas pessoas que o leram e posteriormente assistiram o filme, ficaram decepcionados. De fato li alguns livros que depois viraram filmes e é muito difícil sentir que a transição foi perfeita.

Acabo de assistir “Ele não está tão afim de você” baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo.

A história é baseada nas desculpas que “nós” mulheres inventamos quando um cara some, ou diz que vai ligar e não liga, quando na verdade ele não ligou porque não quis, já que não estava afim. Ponto final.

Sim, sabemos que isto é verdade pois funciona tanto para homens quanto mulheres, por isso Anna, personagem interpretada por Scarlett Johansson, tem grande importância na trama, já que sofre por se relacionar com um homem casado, mas toda vez que fica deprimida ou é rejeitada, liga para Conan (Kevin Connolly) em busca de consolo. Este assim como as mulheres, passa grande parte do filme tentando interpretar sinais e entender porque ela não retorna sua ligações.

Ou seja, homens costumam achar que as mulheres se apaixonam e esperam promessas do primeiro que encontram na rua. Mas não é bem assim. Normalmente também temos aquela pessoa que aguarda nossas ligações, que nos cobram sinceridade e nos enchem de promessas pesadas demais para suportar.

Já que o filme é baseado num livro de auto-ajuda, achei que assim que terminasse de assistir, um peso sairia das minhas costas, mas  não foi bem assim, já que no fundo sabemos que ele não estava interessado, só temos medo de admitir. Contudo consegui chegar a outras conclusões que certamente me foram muito úteis.

1. A grama do vizinho é sempre mais verde.

Muitas vezes fazemos comparações com a suposta felicidade alheia. Tudo que sabemos é que fomos feitas para namorar, casar e ter filhos. Eu tenho 25 anos, só, e em algumas situações me sinto incrivelmente constrangida por estar sozinha, as pessoas se surpreendem, começam a me questionar se eu não procuro demais, se não sou exigente demais e sempre finalizam com a famosa ” quem escolhe demais, acaba sendo escolhido”, talvez por isso em certos momentos de distração, me pego incomodada e invejando amigas que estavam comemorando aniversário de namoro, esposas que recebem flores no trabalho. Comecei a achar que elas eram mais felizes, realizadas. Janine (Jennifer Connely) é casada com Ben (Bradley Cooper) e era até então a conselheira de Gigi (Ginnifer Goodwin), sobre o modo como as mulheres devem se comportar no começo de um possível relacionamento. Gigi se espelhava na amiga pois julgava que ela tinha o casamento perfeito, até que Ben começa a ter um caso com Anna. Da mesma forma que Beth ( Jennifer Aniston) acredita que existe um tempo para todo namoro evoluir para casamento e passa a ser comparar com pessoas de sua idade, já casadas, que supostamente vivem felizes, desta forma decidi dar uma chamada em seu namorado, que eu sinceramente não me lembro o nome mas é interpretado por Ben Afleck, que recusa a chantagem e vai embora. E somente após conviver com as irmãs casadas ela percebe que todo mundo é diferente e não são todas as pessoas casadas que são felizes.

O que é verdade. Quantos namoros já não vi acabarem de forma surpreendente? Quantas amigas minhas estavam vivendo uma relação e descobriram que estavam sendo traídas?

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