Já teve uma experiência sexual desastrosa? Ou teve uma quase inesquecível? Uma daquelas que te faz fechar os olhos no meio do dia só de lembrar?
Acho que todo mundo tem ótimas histórias para contar, histórias que no momento foram trágicas e agora fazem os amigos morrerem de rir em mesas de bar. Eu tenho algumas boas, nem todas sexuais, como vocês sabem, minha vida sexual é uma lástima, mais agitada do que corrida de tartaruga e lesma, mas tenho histórias de encontros que me renderam boas risadas e foram parar lá no Diário De Solteiro. Lá, eu faço causos amorosos do meu cotidiano, se transformarem em ótimas histórias. Estou para escrever algumas histórias de como, há exatos pouco mais de oito meses, eu desisti de encontros ruins. Como não há como saber se o encontro será bom ou ruim até que eu esteja lá, eu desisti completamente. Nada. Nenhum um beijo. Há seis meses. Mas isso é história para outro dia.
Eu estou aqui para falar sobre um blog novo da revista Nova, e nem é jabá hein gente. É que achei a idéia fantástica. Uma colunista resolveu que em 2011 faria sexo com 100 homens. E as experiências serão relatadas lá no site da Nova. É hilário. É mais ou menos como aquele blog da Surfistinha que deu fama a garota de programa. Detalhes da noite e do desempenho do moço.
Dá uma olhada no número dois que, me perdoem o péssimo trocadilho, faz jus à data!
Abre aspas bem gigante.
Eu havia escrito este post com detalhes sobre o meu encontro com o segundo homem da lista. Resolvi cortar todo o blá blá blá e ir direto ao ponto que até hoje, algumas semanas depois, ainda me deixa aterrorizada: o sexo oral.
Chegamos ao motel e tudo corria bem. Sempre muito carinhoso, o sexo começou gostoso, com os hormônios funcionando direitinho para nós dois. Nada espetacular, mas eu estava me divertindo bastante. Depois do primeiro orgasmo (dele), ele tentou fazer sexo oral em mim.
Nestes quinze anos de vida sexual, acho que nunca vi tentativa mais patética que aquela. Foi absolutamente constrangedor. Ele não tinha a mais vaga ideia do que estava fazendo. Nada. Nenhuma direção que eu dava (e eu fui beeeeeem específica) valia de qualquer coisa. Pouquíssimo tempo depois de ter começado, vejo o cara levantando a cabeça, o rosto completamente melado (da própria saliva, visto que ele achou que precisava me lambuzar inteira) dizendo que era “muito difícil” e que “ficava sem ar”.
Eu juro que não ri, tampouco fiquei indignada. Quando você se propõe a sair com pessoas X, acaba se deparando com coisas desse tipo, ainda que minhas experiências tenham sido, em sua maioria, muito bacanas. Mas não dá para não se questionar: eles realmente acham que a gente também NÃO fica com falta de ar? Será que eles têm alguma ideia do quão difícil é fazer sexo oral com o nariz entupido? Por mais que eu goste – e muito – do esporte, há os “contras” dessa história toda. Dor no maxilar e ânsia de vômito após o cara achar que precisa MUITO encostar o pênis na sua garganta são só alguns deles. Deu vontade só de responder que eu tenho desvio de septo e nem por isso deixei de chupá-lo longamente.
E não era eu que ia tentar ensinar o rapaz a gostar de fazer sexo oral… Trinta e dois anos na cara, muitas mulheres (infelizes) no currículo… Aproveitei o que deu, literalmente. Foi o segundo e pode ser esquecido. Acho que foi para eu dar mais valor ainda ao terceiro…
Fecha aspas.
É por isso que estou farta de encontros ruins. hahahhahahahahha



