Essa é outra história de uma amiga, ai se ela sonha que uso seus causos por aqui, ou ela ficaria lisonjeada ou me mataria, mas fico feliz dela não ser intima com as interwebs, assim eu nem preciso descobrir.
Minha amiga resolveu se jogar estes dias em uma balada famosinha aqui nas bandas do lado, lá ela conheceu um moço muito bonito, legal e todas essas coisas que a mulherada ama. A coisa ficou melhor ainda quando ele disse as palavrinhas mágicas: eu tenho carro ráa eu sou muito tímido e odeio ficar na balada pegando todo mundo, eu gosto mesmo é de namorar. FATALITY. O cara ganhou a moça.
Eles saíram no outro dia e de acordo com minha amiga o encontro foi perfeito, coisa de cinema, como regressar a era de 20 quando os homens ainda cortejavam as mulheres. Naquela noite minha amiga ficou comigo ao telefone descrevendo um príncipe encantado por pelo menos uma hora. Claro que eu e ela e vocês também, sabemos que príncipes não existem e amor de balada não sobe a serra, mas naquela noite tudo era permitido.
Mas, foi só naquela noite.
Depois disso, veio o comportamento estranho e algo muito pobre começou a feder no reino da Dinamarca.
Lá para o meio da semana ele mandava mensagens SMS pra ela com o seguinte conteúdo: “Olá, como vai você?” Alôooooo PC Siqueira. E ai no começo ela respondia “Eu estou bem e você?”. Ao que ele respondia: “Me liga, se não estiver muito ocupada. Queria muito te ver hoje”. Mas, depois de ter que ligar para o moço algumas vezes, ela passou a não responder mais para ver se o cara criava coragem e ligava. Mas nada. Quando ela não o respondia ele mandava outra dizendo “esqueceu de mim?”. E ai no auge do desespero ele mandava “Esta ocupada hoje? Que tal se a gente se ver?”.
E ai, na terceira semana minha amiga mandou o cara bonito, bem sucedido e antes que os homens me ataquem nos comentários, com um carrão e tudo mais, a puta que o pariu. Porque num relacionamento, nada é pior do que um homem sem atitude. Será que ele tinha medo do telefone?



