Arquivos da Categoria: Relacionamento

Doce neurose feminina

Uma vez eu conheci um cara muito legal. Muito legal mesmo. Adorava o papo dele, ele era super alto (eu sou alta e odeio me sentir maior que o cara), era engraçado, inteligente, atencioso, educado, tinha pegada, mas, mas, mas, eu odiava o beijo dele. Odiava muito. Com todo ódio que alguém pode odiar. A boca dele era enorme e ele beijava quase a minha cara toda. E era gelado e molhado. Argh! Mas, mas, mas ele era muito legal. Tão legal que era impossível dizer não a seus pedidos de encontros. E lá eu ia. Mas não aproveitava muito a noite porque já ficava na espreita, em posição de guerra, preparada para o momento exato em que ele fosse me beijar. Assim eu poderia me preparar psicologicamente, não ser pega de surpresa. Mas, mas, mas não funcionava não. Porque daí não tinha mais conversa. Nada era mais legal. Era tudo medo do beijo. E ai decidi que não dava mais. Fiquei pensando um tempo se não estava me boicotando. Se não estava sendo muito idiota. Mas, seja lá o que fosse, o medo do beijo era maior que o resto.

Pequenos defeitinhos que a gente vê nas pessoas e acabam ficando enormes. Será que são enormes mesmo, ou nós é que estamos inventando desculpas?  Reflitam, vale cada minuto. No mínimo, você vai se matar de tanto rir.

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A ex louca. Quem nunca?

Tenho uma amiga que conhece caras que a primeira vista são perfeitos. Digo isso porque, além do óbvio, de que ninguém é perfeito, em algum momento do relacionamento, geralmente alguns meses antes do término, eles simplesmente enlouquecem. Todo mundo sabe que ela é um pouco esquentadinha. Que tapa os ouvidos para ouvir a verdade e adora fazer um escândalo. Daí transformar seu parceiro em uma cópia mal feita dela mesma, é demais, não é? Não sei se Freud poderia explicar, a questão é que os homens até então equilibrados, ficam loucos e todos seus relacionamentos terminam com agressões físicas e verbais. Seria possível que uma simples mulher, umazinha, sozinha, pudesse provocar a ira de um homem a ponto dele esquecer todo seu histórico, cavalheirismo e razão, para fazer barracos que terminarão na delegacia?

Eu não sei. Só sei que após tacar o dedo no botão enviar e me dar conta de que estava mandando mensagens bêbadas, de madrugada, para um cara que deixou bem claro não querer saber mais de mim, eu fiquei me perguntando que diabos é isso que transforma a gente em outra pessoa. Que nos faz tomar todas as atitudes erradas e continuar fazendo mesmo sabendo que tá tudo errado. Mesmo sabendo que ao invés de trazer para perto, você vai afugentar. Que ao invés de se contentar com o fim e manter as lembranças boas, você vai reduzir sua história as atitudes desesperadas que tomou na tentativa de evitar/remendar/adiar o fim. E além de ter que lidar com o fim e encontrar maneiras de seguir em frente, terá que tirar da cabeça as atitudes vergonhosas que tomou enquanto uma louca habitava seu corpo.

E embora poetas, saudosistas e mulheres desprovidas de amor-próprio se defendam dizendo que somente quem amou de verdade sabe o que é ver sua alma ser tomada por um completo estranho e ver se tomando atitudes que jamais pensaria em tomar, a gente sabe que humilhação não cabe bem em ninguém, em qualquer estação que seja e esta longe de ser atraente.

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Seu passado deveria te condenar?

Sabe quando você esta conhecendo uma pessoa legal e quer devorá-la? É um desejo enorme de saber cada detalhe sobre a vida deste ser que esta diante de você e que até há pouco tempo não estava, mas que agora você ama perdidamente. Claro que uma vida é muito tempo, mas a gente se esforça para saber tudo que pode e, talvez até mesmo sem nos darmos conta, pulamos diretamente para o amor. Normal, não é? Pois bem.

Estava eu lá tentando devorar o cérebro e o coração do moço, quando resolvo lhe perguntar sobre seus relacionamentos passados. Ele respondeu tudo. Como um livro aberto. Tão aberto que aquela história ficou martelando na minha cabeça e eu desejei nunca ter perguntado. Então chegou a minha vez. Fiquei lá uns cinco minutos esperando ele perguntar: e você? E nada. Nadinha. Fiquei frustrada e boa ariana pisciana que sou, resolvi fazer um drama básico e perguntei se ele não se importava com meu passado amoroso.

- Não!

- Nem um pouco?

- Não! Eu só me importo com o presente (eu e você agora) e com o futuro (eu e você lá na frente). Não me importa com quantos caras namorou ou como foi. O que eu deveria fazer com esta informação exatamente?

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Um banho de água fria!

Quando é hora de desistir?

Tenho pensado muito nisso. Todo mundo tem um limite, isso é fato, mas será que sabemos a hora em que chegamos lá? Será que sabemos reconhecer o momento exato em que tocamos a linha imaginária do limite e sabemos que ali é o momento exato de parar?

Quando sabemos que bastante é o bastante? E será que devemos partir só quando já alcançamos o bastante?

Se imaginarem que nosso limite é como um balde cheio de água que finalmente transborda indicando que ali não cabe mais nada, deve imaginar que a água é o que? Um monte de lembranças ruins? De tentativas fracassadas ou seu orgulho ferido várias e várias vezes?

Aliás, falando em orgulho, será que ele realmente não importa? Se o seu limite é um balde de água que agora transborda, quanto do seu orgulho está esparramado pelo chão? Quem vai limpar toda essa bagunça?

Podem parecer muitas perguntas, mas num mundo em que de repente tudo virou de ponta cabeça e força-se ao limite simplesmente para não parecer fraca ao desistir é o que se espera das pessoas, eu fico me perguntando quanto do meu orgulho é necessário que eu perca só para provar que eu não sou do tipo que desisti, embora lá no fundo saibamos que quando a outra parte já desistiu de você, não há nada a ser feito, a não ser pegar o pouco do orgulho que lhe resta e seguir em frente.

Aliás, seguir em frente deve ser bem mais difícil quando você precisa recuperar seu orgulho primeiro. Então porque perdê-lo no meio do caminho, certo?

Desistir não é tão difícil assim quando você entende que na verdade, você está dizendo adeus para não desistir de você! Para não desistir de encontrar algo melhor, para não desistir de viver a história que acredita que merece viver e que definitivamente não é essa. Talvez tenha sido um dia, não mais.

Créditos da imagem: We heart it!

Das verdade que toda mulher deveria ler…

Todos os dias recebo vários e-mails que, independente da história, terminam mais ou menos assim: “Você acha que eu devo desistir ou continuar tentando?”. Eu, na minha imensa ignorância, acho que se você teve que se fazer esta pergunta é porque alguém já desistiu de você e, portanto, não te resta nada mais a fazer a não ser juntar seus cacos e seguir em frente.

Mas, nem sempre é assim, tão 8 ou 80. Algumas pessoas acham que amor é sinônimo de luta.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar hoje com um texto delicioso escrito por Ivan Martins (aka editor-executivo da Época) justamente sobre o tema que aflige milhares de cabeças femininas?

Em suma, acho que poderia compartilhar com vocês cada uma das palavras dele, porque até as vírgulas guardam verdades irrefutáveis, mas vou reproduzir alguns trechos que acho que toda mulher deveria guardar e ler e ler e ler e lembrar cada vez que levar um pé na bunda e se perguntar se deve levantar e seguir em frente ou convencer o dono do pé de que ela merece uma chance.

“Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima”

Ô se é! Quantas vezes você não rejeitou aquele cara gente boa que era gente boa demais, educado demais e bonito demais para estar sozinho? Na sua cabeça, um homem dessa idade só pode estar solteiro ainda porque é encrenca. Ou quantas vezes você não colocou tudo a perder porque achou que conquistaria o cara fazendo joguinhos, bancando a difícil, ao invés de simplesmente deixá-lo amá-la por ser exatamente quem é? Baixa auto-estima explica isso perfeitamente.

“Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio)”

A questão ai é justamente o “embora pareça feio”, muitas vezes eu tenho a impressão de que as pessoas não insistem por elas mesmas, mas sim porque acham que devem fazê-lo. Ou porque acham que a pessoa esta deliberadamente esnobando-a para testar seu amor e que não virar as costas e ir embora, é passar no teste. Desistir, é bem mais difícil do que insistir. Ainda não entendi porque as pessoas pensam o contrário.

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Porque as mulheres brigam com a outra e não com o homem quando descobrem a traição?

Okay, podem me acusar de falta de criatividade e dizer na minha cara que fico lendo sites gringos, não negarei. As últimas semanas foram loucas e eu acho que desaprendi a escrever. Tento, tento, apelo para o lado mais romântico de mim, mas não sai nada. Branco. Afinal, falar de relacionamento não é fácil. E eu nem sou uma expert. Nunca tive um relacionamento duradouro e a minha primeira longa relação completa este mês seis meses. Mas aposto que é porque há um oceano nos impedindo de conhecer as chatices um do outro. Hehehehe

Enfim, leio muita coisa de fora. Talvez tentando me inspirar. Talvez apenas tentando abrir minha mente para novas possibilidades. Então estava eu lá no The Stir de novo, site genial, lendo uma matéria sobre recentes fofocas que estão fervendo lá fora dando conta de que a Jennifer Aniston, na época em que via seu casamento ameaçado pela mulher mais sexy do mundo, Angelina Jolie, não se fez de rogada, pegou o telefone e disse para dona Jolie: “Fique longe do meu homem!”. Fala sério, quão medieval é isso?

É claro que a Aniston desmente e diz que isso não passa de fofoca. Mas, quem não se lembra do barraco de Sorocaba, em que a dona corna desce o sarrafo na amante:

Daí eu fico me perguntando: Porque diabos quando estas coisas acontecem, a maioria das mulheres parte para cima das amantes e não dos homens? Afinal, elas eram casadas com eles, certo? Foram eles que fizeram votos e promessas de fidelidade até que a morte os separe, não elas.

Estou careca de ver mulheres que fazem barracos monstruosos e espalham pelo bairro que Fulana de Tal é uma vaca que rouba maridos, mas continua desfilando de mãos dadas com o canalha, exibindo com felicidade o par de galhas que o safado lhe colocou. Faz sentido? Afinal, eles não foram hipnotizados ou violentados, foram?

Tive um “namorado” (namoro rápido que durou cinco meses) que tinha uma ex louca que não dava sossego. A garota ligava de cinco em cinco minutos. Ligava de madrugada, fazia barracos, aparecia na porta da casa dele e espalhava que eu era uma corna. Todas as minhas amigas me diziam que eu tinha sangue de barata, que se fossem elas teriam enchido a moça de porrada. Mas comecei a filosofar com meus botões, o pamonha agora esta comigo, certo? Tem uma louca o perseguindo e fazendo dramas mexicanos 24 horas por dia, tem uma louca chamando a namorada dele de corna, e o que ele fazia? Exatamente nada, meus amigos.

Agora, que tipo de mulher seria eu se tivesse deixado a menina com o olho roxo, mas continuasse namorando um pamonha que estava se achando o galo naquela situação?

Mandei os dois pro inferno. E não entendo mesmo mulheres que agem diferente. Tudo bem que o mundo esta cheio de vacas que adoram um homem comprometido, mas elas só fazem isso porque podem, afinal, quando um não quer… dois definitivamente não traem!

E vocês, acham que a mulher realmente é a maior culpada quando ocorre a traição?

bjs

@jackelineaguiar

O tempo que ele leva para dizer “eu te amo” é realmente importante?

Hoje vi uma matéria no The Stir bem interessante falando sobre “O tempo certo para dizer eu te amo”, se é que ele existe, não é mesmo?

A matéria baseava-se em uma pesquisa feita pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em que 60% dos homens entrevistados disseram que costumam dizer “Eu te amo” nos três primeiros meses do relacionamento. O tempo médio de respostas revelou algo em torno de 97 dias após terem se conhecido e estarem se relacionando. Os homens também revelaram que ficam felizes quando a mulher diz “eu te amo” primeiro, contanto que seja dentro do prazo de três meses de relacionamento. Para eles, isso quer dizer que a mulher esta disposta a ir para cama. (Pára tudo! Hoje em dia? Tá bom!). Agora, se a criatura declarar todo seu amor antes deste prazo pode soar como desespero.

Já em relação aos homens, os canalhas lindos disseram que quando dizem “eu te amo” ou algo similar antes de três meses, certamente a coisa não vai terminar de maneira agradável, por dois motivos:

- Ou ele é um doido carente louco para se enfiar em um compromisso, neste caso, pouco se importando com que está tendo este compromisso, dizendo eu te amo, mesmo sem conhecê-la direito, aumentando as chances da coisa desandar quando ele perceber que não te conhece direito e foi precipitado.

- Ou ele está apenas querendo levá-la para cama.

Lá onde a pesquisa foi feita (nas terras do tio Sam), as coisas ainda podem caminhar assim, e a relação das pessoas com o sexo pode ser a moda antiga, vamos dizer assim, mas aqui em terras tupiniquins, o cara tem que ser muito mané para despender tanta energia fingindo ter um relacionamento apenas para conseguir sexo.

Continuando…

De acordo com os homens que responderam a pesquisa, três meses é tempo suficiente para conhecer uma pessoa, pelo menos a ponto de saber se você realmente gosta dela e se consegue enxergar um futuro ao seu lado.

Eu posso dizer que, na única vez em que ouvi as três palavrinhas (hahahahaha forever alone) foi depois de três meses mesmo. E a única vez em que disse “eu te amo” foi depois de ouvir, depois de três meses. E me lembro bem de ter estado em um relacionamento anterior e começar a sentir certa inquietação após não ouvir “eu te amo” conforme os três meses foram passando. Tanto que lá pelo quinto mês comecei a ficar uma chata, desconfiada, insatisfeita e a relação foi descarga abaixo.

E ai a autora do artigo faz a seguinte pergunta: quando é muito cedo e quando é muito tarde para dizer “eu te amo”?

Mas ao acabar de ler eu fiquei me perguntando qual é da nossa encanação com o termo? Será que olhar para alguém e dizer eu te amo simplesmente basta e serve para conferir a autenticidade da relação? Será que as atitudes do dia a dia não bastam para revelar se a outra pessoa realmente se importa com você?

Será que dizer eu te amo é a única forma de dizer eu te amo?

Já até imagino a cena:

- Poxa amor, mas você sabia o quanto era importante para mim que você estivesse presente neste dia.

- Desculpa, eu esqueci completamente. Mas ó, eu te amo, tá?

Exemplo tosco, mas acho que vocês pegaram o espírito!

Eu te amo tem que vir acompanhando com o pacote completo. “Eu te amo” só para tapar buraco, vale tanto quanto bom dia.

Nota: Gente, desculpa pelo sumiço! Gabi, voltei! hehehehehe

Sabe qual é a pior pergunta que você pode fazer a uma solteira?

Essa semana alguns acontecimentos amorosos me deixaram para baixo porque eu sou uma mula que faz tudo errado e troca os pés pelas mãos e ando sem saco para botar a cabeça para funcionar. Já que faço isso no trabalho, na academia (quando estou dizendo para o meu corpo não morrer no meio do exercício e a noite quando não consigo dormir pensando porque diabos eu fui me apaixonar tanto por um cara que mora na Noruega (minha nossa!) e ando sem muita criatividade mesmo. Tai, assumi.

Então vou comentar outro link bacana que achei fuçando por ai. Aliás, texto muito interessante que eu li no “How about we…” falando sobre a pior pergunta que você pode fazer a uma pessoa encalhada solteira. Sabe qual é? Errou quem pensou que seria “Porque você ainda está sozinha?” ou aquela que a avó adora “Cadê o namorado?”. Aparentemente existe algo bem pior, e olha, eu até concordo viu.  Sabe quando você conheceu uma pessoa bacana, vocês saem e, como se já não bastasse sua cabeça estar cheia de dúvidas tentando controlar sua ansiedade em relação a possíveis encontros, em qualquer lugar que você vá, que tenha seus amigos ou pessoas que realmente te conheçam, claro, sempre tem um pentelho (ou geralmente pentelhA) para perguntar: “E ai, quando você vai ver o gatinho de novo?”.

O pior nem é a pergunta. A grande merda aqui é que dependendo da resposta, tudo que nem você mesmo queria pensar será dito em voz alta por alguém que tem o prazer quase sexual de te lembrar que você ainda está sozinha (principalmente se este alguém for mulher ou um membro da sua família). Quando você disser “eu não sei” ela imediatamente irá disparar:

- Não sabe por quê? Ele não te ligou mais? Faz quanto tempo? Ele não falou nada? Nossa, será que não gostou de você? Que pena, achei que dessa vez ia dar certo, ele parecia tão legal! Será que ele namora e não quis te contar? Porque será que você não tem sorte com os homens?

E por ai vai.  E ai você fica lá, com cara de pastel, vendo alguém sambar nas suas fuças. Será que tem um jeito de evitar que o cidadão vomite essas perguntas em você?

A dica do “How about we…” é: diga logo de uma vez o que a pessoa quer ouvir, diga que haverá próxima vez! Vista sua carapuça de romântica incurável e diga que vocês tiveram um encontro perfeito e ele disse que ligaria nos próximos dias para combinar e que você não vê a hora de encontrá-lo de novo.

Mas eu te pergunto, e o que acontece quando o mala te esbarrar de novo e perguntar como as coisas estão indo e o tal do encontro não tiver acontecido? Ai você pode dizer que saíram de novo e que ele nem era tudo aquilo.

Eu até concordo que em um primeiro momento mentir parece uma coisa muito idiota. Mas, só quem é solteira beirando a casa dos trinta (todos chora) sabe o que é ouvir esta pergunta infeliz dia após dia. Ou você manda a pessoa tomar no cú (coisa que você nunca faz) ou você diz que não sabe (coisa que só aumenta a ladainha) ou você mente (coisa que faz a pessoa esquecer o assunto), até que faz sentido, não?

5 expectativas que estão te mantendo encalhada…

…E a mim também, se você quiser saber!

Dia desses lendo uma matéria não sei onde (eu juro) sobre como encontrar sua alma gêmea, fiquei um pouco “encafifada” com o fato do colunista ou sei lá quem, insistir no “você tem que saber o que esta procurando” e bem, acreditando ou não no termo alma gêmea, me peguei imaginando pessoas saindo a caça do seu par ideal com uma lista na mão, como quem vai ao supermercado.  Sempre achei que quando encontramos AQUELA pessoa, a gente gosta e ponto. Mas parei para pensar: Nesse tempo todo que eu e você (é você) estivemos sozinhas, será que realmente não apareceu ninguém especial?

Claro que sim. Mas por algum motivo achamos que ele era um cara legal, mas não era dessa vez. Ou surtamos e enfiamos os pés pelas mãos. E aposto que isso até aconteceu muitas vezes.  Pode nem ser auto-sabotagem, pode ser apenas expectativas demais. Expectativas baseadas no que a maioria acha que é certo, mas cuja realidade pode ser bem diferente.

Será que já não é hora de você deixar de acreditar que:

- Um casal deve ter gostos em comum/hobbies em comum/opiniões iguais.

Você conhece um cara e descobre que você gosta de sertanejo e ele de punk rock. Que você adora baladas e ele prefere cinema. Que você adora curtir a preguiça nos fins de semana e ele adora uma academia. Ele é teimoso e é sempre você que deve dar o primeiro passo. Ou o contrário. E ao invés de tentar conhecer um pouco do universo dele e mostrar a ele o seu, encontrando um meio termo para fazer a relação dar certo, você desiste porque são diferentes demais.

- Só é sério quando eu conhecer os pais dele.

Muita mulher surta no começo do relacionamento quando o cara demora para apresentá-la aos pais. Algumas acham que conhecer a família afirma o amor e a durabilidade da relação. Então começam a encher a cabeça de minhoca, pressionar o cara e o namoro vai pras cucunhas.

- Só é sério quando ele disser que me ama.

Outras tantas quando não surtam por não conhecer logo a família, surtam para ouvir logo o “Eu te amo” e de novo, quando esse não vem, o que não falta é desconfiança, insegurança, cobranças e ai, não há relacionamento que resista. E dizer eu te amo só para fazer tu calar a boca, não é nenhuma vantagem, não é mesmo? Um relacionamento é bem mais que isso e existem inúmeras formas de materializar o amor. Ele vai dizer, quando achar que deve. O que não significa que ele não sinta.

- Fim de semana é para estarmos sempre juntos.

Tinha uma amiga que não aceitava que o namorado não estivesse ao seu lado das 18h da sexta até as 23h do domingo. Para ela final de semana foi feito para namorar e ficar cada minuto grudadinho. Ela achava que se o cara dizia que ia jogar futebol, fazer favores para a mãe, ou whatever, era sinônimo de que ele não a amava e logo ela terminava.  Namorados é uma coisa, gêmeos siameses outra.

- Ele nunca pode dizer não.

Você liga e pede para ele te ver naquele dia e ele responde que não vai dar porque está ocupado, cansado ou qualquer outra coisa. Milhares de catástrofes passam pela sua cabeça e você começa uma cena.  Não é só porque vocês namoram que a outra pessoa estará sempre a sua disposição ou concordará com tudo o que você disser.

Eu já cometi alguns erros desses e já vi muitas amigas cometendo também.  Não que você tenha que aceitar qualquer coisa e se enfiar em uma relação desastrosa só para não ficar sozinha, mas algumas expectativas realmente não condizem com a realidade e se livrar delas não pode fazer mal.

Seguir em frente. Como faz?

Este não é um blog sobre “Faça isso“ ou “Não faça isso”, afinal, quando o assunto é relacionamento a gente sempre acaba tomando a decisão que melhor nos convém, mesmo tendo consultado milhares de amigos, parentes e revistas femininas, a gente sempre faz o que o coração manda.

Mas, vendo uma amiga minha enfiar o pé na jaca e fazer tudo errado, eu decidi escrever este post com tudo o que eu gostaria de falar para ela, mas não posso.

Para vocês entenderem a história, ela simplesmente não consegue superar o ex, mas o problema não é esse, afinal, no coração a gente não manda. Ela não entende que não é proibido sofrer, chorar, se estatelar no sofá e esperar que o mundo acabe em barranco pra que ela nem se de ao trabalho de se levantar. Ela não entende que é permitido ouvir músicas românticas, assistir comédias românticas e praguejar em frente a TV porque por alguns momentos você se dá conta de que aquilo só acontece em filme.

Sofrer pode! Se forçar a algo é que não pode.

Tenho certeza que aquele desespero de provar para o mundo e principalmente para o ex que você consegue superá-lo, é que fode tudo. Você não tem que provar nada pra ninguém, então sofra que nem uma cachorra por um tempo. O homem que você amava terminou com você, é normal se sentir a pior porcaria do mundo. A bolacha quebrada que sobrou no pacote e ninguém quer.

Não é normal colocar roupas curtas e ir para baladas com a pomba gíria no corpo, rindo igual uma hiena e bêbada como uma vaca, enquanto dança até o chão pra que os amigos dele vejam como você está bem. Aliás, como diria Frejat, rir de tudo é desespero. Os amigos dele estão cagando pra você. Eles fazem parte do clube do bolinha e certamente contarão para o amigo, no caso seu ex, como você estava se comportando de forma ridícula na balada x.

Não fique amiga dos amigos dele. Primeiro porque o intuito é seguir em frente, e ficar amiga dos amigos dele não ajuda em nada, é como continuar parada na mesma situação. E nem água pode ficar parada, não é mesmo? Não importa se você fez uma amizade bacana com eles enquanto namorava seu ex, acabou, its over, lets move on. Eles ainda são amigos dele e não seus amigos. Imagina só se suas amigas quisessem continuar amigas do seu ex?

Seguir em frente não quer dizer que você precisa assumir um novo relacionamento em uma semana.  Nem faz bem porque as comparações são inevitáveis. Seguir em frente não significa que você tenha que colocar fotos de todas as suas baladas no Facebook com homens lindos e roupas curtas. O nome disso é promiscuidade, seguir em frente é outra coisa.

Seguir em frente é saber que não vai ser fácil. É chorar baixinho antes de dormir porque você sente saudades de uma pessoa que não quer mais estar com você e ironicamente, deve se agarrar justamente a isso para lembrar que você tem que seguir em frente.  Porque quando você finalmente se dá conta de que aquela pessoa que um dia te amou, mas naquele momento não quer mais estar com você, não importa o que você faça, seguir em frente é a única coisa que pode fazer.

Para esquecer um ex não existe fórmula, tão pouco prazo. É só acalmar o coração e deixar o tempo correr… Não existe melhor remédio!