Monthly Archives: setembro 2011

Doce neurose feminina

Uma vez eu conheci um cara muito legal. Muito legal mesmo. Adorava o papo dele, ele era super alto (eu sou alta e odeio me sentir maior que o cara), era engraçado, inteligente, atencioso, educado, tinha pegada, mas, mas, mas, eu odiava o beijo dele. Odiava muito. Com todo ódio que alguém pode odiar. A boca dele era enorme e ele beijava quase a minha cara toda. E era gelado e molhado. Argh! Mas, mas, mas ele era muito legal. Tão legal que era impossível dizer não a seus pedidos de encontros. E lá eu ia. Mas não aproveitava muito a noite porque já ficava na espreita, em posição de guerra, preparada para o momento exato em que ele fosse me beijar. Assim eu poderia me preparar psicologicamente, não ser pega de surpresa. Mas, mas, mas não funcionava não. Porque daí não tinha mais conversa. Nada era mais legal. Era tudo medo do beijo. E ai decidi que não dava mais. Fiquei pensando um tempo se não estava me boicotando. Se não estava sendo muito idiota. Mas, seja lá o que fosse, o medo do beijo era maior que o resto.

Pequenos defeitinhos que a gente vê nas pessoas e acabam ficando enormes. Será que são enormes mesmo, ou nós é que estamos inventando desculpas?  Reflitam, vale cada minuto. No mínimo, você vai se matar de tanto rir.

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Das coisas que eu quero muito…

Olá leitores queridos do meu coração (cof!cof!cof!), estou aqui neste sábado ensolarado fazendo este post para compartilhar pedir algo com vocês.

Poucas coisas na vida fazem nosso coração bater mais forte. Ficar sabendo do show da nossa banda preferida na cidade, ver as fotos da formatura, o vídeo com as piores coisas que você já fez na faculdade, uma mulher gostosa, um texto da Tati Bermardi, um norueguês louro, alto, lindo, de olhos claros hahahaha e claro, o emprego dos sonhos.

Desde que a STB anunciou o concurso Discover, que na verdade não é um concurso e sim um processo seletivo, meu coração não para de bater mais forte tamanha vontade de conseguir a vaga.

Não me entendam mal, adoro meu trabalho atual, mas vamos ser sinceros, ser pago para viajar o mundo todo? O que se compara a isso, minha gente?

Só se eu conseguir e puder vir aqui e dividir minhas aventuras com vocês! Imagina só eu e meus desastres amorosos pelo mundo?

Então, caro leitor que acompanha meus causos, queria pedir sua ajuda!

Os perfis mais populares terão uma atenção especial do pessoal que vai fazer a seleção para a vaga. E ai, posso contar com o voto de vocês?

É só clicar NESTE LINK e depois clicar no coração azul, digitar o captcha para confirmação e pronto. Simples, não? Então, clica aqui e me dá seu coração!

Obrigada! <3

Ah sim, se você vai muito com a minha cara, tem perfil no Twitter e quer me despachar para contar histórias além-mar, copie e cole esta frase no seu Twitter: “Eu votei na @jackelineaguiar para o #STBDiscover. Vote também http://migre.me/5IFE5

Mamão com açúcar galero! Já agradeço de coração a todo mundo que dedicar um minuto do seu tempo para votar: OBRIGADA!

Expectativas x realidade

Daí que fazendo minhas leituras diárias, eu achei este sensacional vídeo no YouTango, sobre como controlar as expectativas que nós temos em relação a um novo relacionamento. Porque, okay, é muito bonitinho dizer que ter expectativas faz mal, e que quanto mais cedo nos livrarmos da síndrome do “Ops-eu-tire-o-pé-do-chão”, mais cedo situações embaraçosas e doloridas farão parte do passado. Mas, diz aqui pra mim, é fácil? Quer dizer que um dia você simplesmente acorda e decide não esperar absolutamente nada de coisa alguma? Como? Porque se vou ao cinema, espero ver um bom filme. Se compro uma pizza, espero que ela venha quente e que fique melhor ainda no dia seguinte. Todo mundo espera alguma coisa. Seja de um sábado à noite ou daquela calça que você viu na vitrine e espera que caia bem em você tão bem quanto caiu no manequim. Agora, imagina só quando estamos falando de amor? Como entrar em uma relação e esperar absolutamente nada? Que me perdoem as mais moderninhas, mas eu não acredito nisso. No momento em que o amor habita a alma, a razão pula pela janela. E leva com ela todas as regras e fórmulas que muita gente consome e acredita. Mas, se a razão há muito abandonou o barco, como saber quais expectativas são reais e quais te levarão direto para o mar do sofrimento sem fim? (drama!)

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Aquele amor sabor napolitano

Vivemos uma época em que as possibilidades são infinitas. Você pode ser ou ter o que quiser, na hora que quiser. Mas, se de um lado estão pessoas que podem viver suas vidas exatamente do jeito que desejam. Do outro estão pessoas completamente insatisfeitas. Já pararam para pensar que quanto mais liberdade de escolha temos, mas confusos ficamos? É mais ou menos como aquele provérbio que diz que é fácil ser um monge lá nas montanhas, afastado de todas as tentações que nós meros mortais enfrentamos todos os dias. É fácil se comprometer a algo quando você se afasta de todo o resto. Difícil é decidir ser fiel a algo sabendo que ao escolher você disse adeus a inúmeras oportunidades. E que estas inúmeras oportunidades não irão sumir da sua vida num passe de mágica para que se sinta confortável com sua escolha. Elas estarão ali. Batendo a sua porta. Te lembrando de tudo o que deixou para traz quando não optou por nenhuma delas.

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A ex louca. Quem nunca?

Tenho uma amiga que conhece caras que a primeira vista são perfeitos. Digo isso porque, além do óbvio, de que ninguém é perfeito, em algum momento do relacionamento, geralmente alguns meses antes do término, eles simplesmente enlouquecem. Todo mundo sabe que ela é um pouco esquentadinha. Que tapa os ouvidos para ouvir a verdade e adora fazer um escândalo. Daí transformar seu parceiro em uma cópia mal feita dela mesma, é demais, não é? Não sei se Freud poderia explicar, a questão é que os homens até então equilibrados, ficam loucos e todos seus relacionamentos terminam com agressões físicas e verbais. Seria possível que uma simples mulher, umazinha, sozinha, pudesse provocar a ira de um homem a ponto dele esquecer todo seu histórico, cavalheirismo e razão, para fazer barracos que terminarão na delegacia?

Eu não sei. Só sei que após tacar o dedo no botão enviar e me dar conta de que estava mandando mensagens bêbadas, de madrugada, para um cara que deixou bem claro não querer saber mais de mim, eu fiquei me perguntando que diabos é isso que transforma a gente em outra pessoa. Que nos faz tomar todas as atitudes erradas e continuar fazendo mesmo sabendo que tá tudo errado. Mesmo sabendo que ao invés de trazer para perto, você vai afugentar. Que ao invés de se contentar com o fim e manter as lembranças boas, você vai reduzir sua história as atitudes desesperadas que tomou na tentativa de evitar/remendar/adiar o fim. E além de ter que lidar com o fim e encontrar maneiras de seguir em frente, terá que tirar da cabeça as atitudes vergonhosas que tomou enquanto uma louca habitava seu corpo.

E embora poetas, saudosistas e mulheres desprovidas de amor-próprio se defendam dizendo que somente quem amou de verdade sabe o que é ver sua alma ser tomada por um completo estranho e ver se tomando atitudes que jamais pensaria em tomar, a gente sabe que humilhação não cabe bem em ninguém, em qualquer estação que seja e esta longe de ser atraente.

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Praticando a arte do apego

Estava há pelo menos duas horas encarando o documento do word ainda em branco, totalmente envolvida pelo passado, decidindo entre Os Tribalistas e O Canto dos Malditos na Terra do Nunca, após uma tarde inteira assistindo a primeira temporada de Sex and The City tentando escrever sobre amor. Até que uma cena entre Big e Carrie me fez começar a escrever sobre sinais. Aqueles sinais que nós mulheres interpretamos das coisas que os homens não dizem e que, após o término, queremos cobrar de forma quase dramática, quando lembramos que muitas das palavras que eles disseram, nós inventamos. Só que neste exato momento meu irmão abre a porta do meu quarto com a força de um hipopótamo em uma missão que parecia ser de enorme importância. No meio dos seus gritos por causa da música alta que eu estava escutando no MEU quarto, com MEU fone de ouvido, ele perguntava por um livro de inglês que eu comprei em 1995. 1995, eu disse? Isso mesmo, respondeu ele. E você tá ouvindo Avril Lavigne por quê? Da última vez que estive aqui você tinha 27 anos. Ou será que levou um pé na bunda. Oi? Nem tive tempo de responder ele seguiu sua missão rumo ao meu guarda-roupa na parte em que guardo meu santuário de velharias. Tirou todas as caixas e colocou no chão. Quando dei por mim, lá estava ele. Todo meu passado. Meus diários que comecei a escrever aos 12 anos. Meus cadernos de poesia. Meus livros do velho Machado. Minha pasta de fotos dos Backstreet Boys. Minha pasta de papel de cartas. Tudo sendo revirado sem dó, piedade, compaixão ou respeito. Comecei a me contorcer de dor. Não sei se era a bagunça ou as críticas do meu irmão. Quanta coisa velha! Meu Deus? Pra que isso? Não acha que ta na hora de praticar a arte do desapego? Quando tiver 40 anos vai dormir onde se continuar juntando todas essas coisas?

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Quanto tempo demora pro tempo passar?

Dia desses você acordou e o dia estava meio cinza, mas se sentia particularmente feliz, então decidiu usar pela primeira vez aquela meia de dedinhos que ganhou da melhor amiga que acha graça de quem usa meia e crócs. Quando olhou seus pés não conseguia parar de rir. Pensou em tirar uma foto e enviar pra ele via celular, mas foi ai que lembrou: “a gente não se fala há uma semana”.

Outro dia você chegou no trabalho e levou uma comida de rabo. O dia começou errado e foi acontecendo assim, todo errado. Lá pela hora do almoço pensou em mandar uma sms “que dia de merda”, mas então lembrou: “a gente não fala faz um mês!”.

Num fim de semana desses saiu pra beber com suas as amigas e viu o casal mais estranho do mundo. Ela era muito mais alta do que ele. Quando se beijavam era como se o moço estivesse correndo perigo, mas era bonito de ver como não se importavam. Pensou que talvez ele fosse achar a maior graça. Pegou o telefone outra vez e de repente parou: “poxa! Já tem três meses” Mas quando a banda favorita dele veio tocar na cidade, pensou que mandar um e-mail avisando e falando sobre os ingressos seria legal. Não tão íntimo. Nada de beijos ou abraços ou “hei, lembrei de você!”. Só o flyer anunciando o show da banda. Mas ele vai sacar que você lembrou. Vai sacar que ainda ta pensando nele. Vai sacar que ta sentido falta. Deixa pra lá, é loucura mesmo. Já tem quase cinco meses!

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