Monthly Archives: junho 2011

Das verdade que toda mulher deveria ler…

Todos os dias recebo vários e-mails que, independente da história, terminam mais ou menos assim: “Você acha que eu devo desistir ou continuar tentando?”. Eu, na minha imensa ignorância, acho que se você teve que se fazer esta pergunta é porque alguém já desistiu de você e, portanto, não te resta nada mais a fazer a não ser juntar seus cacos e seguir em frente.

Mas, nem sempre é assim, tão 8 ou 80. Algumas pessoas acham que amor é sinônimo de luta.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar hoje com um texto delicioso escrito por Ivan Martins (aka editor-executivo da Época) justamente sobre o tema que aflige milhares de cabeças femininas?

Em suma, acho que poderia compartilhar com vocês cada uma das palavras dele, porque até as vírgulas guardam verdades irrefutáveis, mas vou reproduzir alguns trechos que acho que toda mulher deveria guardar e ler e ler e ler e lembrar cada vez que levar um pé na bunda e se perguntar se deve levantar e seguir em frente ou convencer o dono do pé de que ela merece uma chance.

“Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima”

Ô se é! Quantas vezes você não rejeitou aquele cara gente boa que era gente boa demais, educado demais e bonito demais para estar sozinho? Na sua cabeça, um homem dessa idade só pode estar solteiro ainda porque é encrenca. Ou quantas vezes você não colocou tudo a perder porque achou que conquistaria o cara fazendo joguinhos, bancando a difícil, ao invés de simplesmente deixá-lo amá-la por ser exatamente quem é? Baixa auto-estima explica isso perfeitamente.

“Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio)”

A questão ai é justamente o “embora pareça feio”, muitas vezes eu tenho a impressão de que as pessoas não insistem por elas mesmas, mas sim porque acham que devem fazê-lo. Ou porque acham que a pessoa esta deliberadamente esnobando-a para testar seu amor e que não virar as costas e ir embora, é passar no teste. Desistir, é bem mais difícil do que insistir. Ainda não entendi porque as pessoas pensam o contrário.

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Confiar desconfiando, como faz?

Acho que todos estão familiarizados com o termo “Um olho no gato e outro no peixe”, certo? Talvez eu esteja mais porque sou vesga e é a piada que mais ouço desde 1984 quando coloquei os pés neste mundo, mas quem consegue manter os dois olhos na mesma direção, costuma ouvir o provérbio (sei lá se é) para lembrar-lhes de nunca dormir no ponto. Estar atendo ao movimento é muito importante para não quebrar a cara e o coração, diga-se de passagem. Muitos defendem que a melhor forma de não quebrar o nariz grandão ao entrar em um relacionamento é confiar desconfiando, ou seja, manter um olho no gato e outro no peixe.

A primeira vista parece um conselho muito sábio, afinal, quem hoje em dia pode fechar os olhos e se jogar ruma ao precipício em nome do amor? Tá certo que o tinhoso deixa a gente cega, mas o conhecimento do fato serve por si só de sobreaviso: uma vez apaixonados, toda atenção é válida.

Por isso, toda vez que o cupido nos dá aquela flechada marota e caminhamos por ai com a sensação de estarmos pisando em nuvens, sempre tem um amigo pentelho para dizer: “Calma lá com o andor porque o chão que tu tá pisando é o mesmo que o meu. Homem é bicho estranho, tem que confiar, desconfiando”. Mas eu me pergunto: como?

O que seria confiar desconfiando? É não pedir a senha do outro para checar suas redes sociais, seus e-mails e afins, mas ficar como uma doida atualizando todas as páginas que o cara tem na internet para ver se pega algo de suspeito?

Confiar desconfiando é dizer “tudo bem, pode jogar seu futebolzinho de quarta com os amigos”, mas enfeitar a cabeça do cara com um belo par de chifres, porque bem, uma mulher prevenida vale mais do que duas?

Confiar desconfiando é dizer “eu também te amo” e depois deitar a cabeça no travesseiro revivendo todos os momentos do dia para encontrar algo que indique que o moço não te ama tanto assim?

Confiar desconfiando é terminar toda briga com “pode ir embora então” só para ver se ele vai mesmo, para que você possa ligar para suas amigas e dizer “eu sabia”?

Confiar desconfiando é uma estupidez sem tamanho. É tão estúpido que eu só posso crer que as pessoas que o dizem fizeram uma pequena confusão e ainda nem se deram conta do mal entendido, porque o que elas querem dizer na verdade é “não deposite todos os seus sonhos em uma única pessoa” e isso sim faz todo sentido.

Porque as mulheres brigam com a outra e não com o homem quando descobrem a traição?

Okay, podem me acusar de falta de criatividade e dizer na minha cara que fico lendo sites gringos, não negarei. As últimas semanas foram loucas e eu acho que desaprendi a escrever. Tento, tento, apelo para o lado mais romântico de mim, mas não sai nada. Branco. Afinal, falar de relacionamento não é fácil. E eu nem sou uma expert. Nunca tive um relacionamento duradouro e a minha primeira longa relação completa este mês seis meses. Mas aposto que é porque há um oceano nos impedindo de conhecer as chatices um do outro. Hehehehe

Enfim, leio muita coisa de fora. Talvez tentando me inspirar. Talvez apenas tentando abrir minha mente para novas possibilidades. Então estava eu lá no The Stir de novo, site genial, lendo uma matéria sobre recentes fofocas que estão fervendo lá fora dando conta de que a Jennifer Aniston, na época em que via seu casamento ameaçado pela mulher mais sexy do mundo, Angelina Jolie, não se fez de rogada, pegou o telefone e disse para dona Jolie: “Fique longe do meu homem!”. Fala sério, quão medieval é isso?

É claro que a Aniston desmente e diz que isso não passa de fofoca. Mas, quem não se lembra do barraco de Sorocaba, em que a dona corna desce o sarrafo na amante:

Daí eu fico me perguntando: Porque diabos quando estas coisas acontecem, a maioria das mulheres parte para cima das amantes e não dos homens? Afinal, elas eram casadas com eles, certo? Foram eles que fizeram votos e promessas de fidelidade até que a morte os separe, não elas.

Estou careca de ver mulheres que fazem barracos monstruosos e espalham pelo bairro que Fulana de Tal é uma vaca que rouba maridos, mas continua desfilando de mãos dadas com o canalha, exibindo com felicidade o par de galhas que o safado lhe colocou. Faz sentido? Afinal, eles não foram hipnotizados ou violentados, foram?

Tive um “namorado” (namoro rápido que durou cinco meses) que tinha uma ex louca que não dava sossego. A garota ligava de cinco em cinco minutos. Ligava de madrugada, fazia barracos, aparecia na porta da casa dele e espalhava que eu era uma corna. Todas as minhas amigas me diziam que eu tinha sangue de barata, que se fossem elas teriam enchido a moça de porrada. Mas comecei a filosofar com meus botões, o pamonha agora esta comigo, certo? Tem uma louca o perseguindo e fazendo dramas mexicanos 24 horas por dia, tem uma louca chamando a namorada dele de corna, e o que ele fazia? Exatamente nada, meus amigos.

Agora, que tipo de mulher seria eu se tivesse deixado a menina com o olho roxo, mas continuasse namorando um pamonha que estava se achando o galo naquela situação?

Mandei os dois pro inferno. E não entendo mesmo mulheres que agem diferente. Tudo bem que o mundo esta cheio de vacas que adoram um homem comprometido, mas elas só fazem isso porque podem, afinal, quando um não quer… dois definitivamente não traem!

E vocês, acham que a mulher realmente é a maior culpada quando ocorre a traição?

bjs

@jackelineaguiar

O tempo que ele leva para dizer “eu te amo” é realmente importante?

Hoje vi uma matéria no The Stir bem interessante falando sobre “O tempo certo para dizer eu te amo”, se é que ele existe, não é mesmo?

A matéria baseava-se em uma pesquisa feita pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em que 60% dos homens entrevistados disseram que costumam dizer “Eu te amo” nos três primeiros meses do relacionamento. O tempo médio de respostas revelou algo em torno de 97 dias após terem se conhecido e estarem se relacionando. Os homens também revelaram que ficam felizes quando a mulher diz “eu te amo” primeiro, contanto que seja dentro do prazo de três meses de relacionamento. Para eles, isso quer dizer que a mulher esta disposta a ir para cama. (Pára tudo! Hoje em dia? Tá bom!). Agora, se a criatura declarar todo seu amor antes deste prazo pode soar como desespero.

Já em relação aos homens, os canalhas lindos disseram que quando dizem “eu te amo” ou algo similar antes de três meses, certamente a coisa não vai terminar de maneira agradável, por dois motivos:

- Ou ele é um doido carente louco para se enfiar em um compromisso, neste caso, pouco se importando com que está tendo este compromisso, dizendo eu te amo, mesmo sem conhecê-la direito, aumentando as chances da coisa desandar quando ele perceber que não te conhece direito e foi precipitado.

- Ou ele está apenas querendo levá-la para cama.

Lá onde a pesquisa foi feita (nas terras do tio Sam), as coisas ainda podem caminhar assim, e a relação das pessoas com o sexo pode ser a moda antiga, vamos dizer assim, mas aqui em terras tupiniquins, o cara tem que ser muito mané para despender tanta energia fingindo ter um relacionamento apenas para conseguir sexo.

Continuando…

De acordo com os homens que responderam a pesquisa, três meses é tempo suficiente para conhecer uma pessoa, pelo menos a ponto de saber se você realmente gosta dela e se consegue enxergar um futuro ao seu lado.

Eu posso dizer que, na única vez em que ouvi as três palavrinhas (hahahahaha forever alone) foi depois de três meses mesmo. E a única vez em que disse “eu te amo” foi depois de ouvir, depois de três meses. E me lembro bem de ter estado em um relacionamento anterior e começar a sentir certa inquietação após não ouvir “eu te amo” conforme os três meses foram passando. Tanto que lá pelo quinto mês comecei a ficar uma chata, desconfiada, insatisfeita e a relação foi descarga abaixo.

E ai a autora do artigo faz a seguinte pergunta: quando é muito cedo e quando é muito tarde para dizer “eu te amo”?

Mas ao acabar de ler eu fiquei me perguntando qual é da nossa encanação com o termo? Será que olhar para alguém e dizer eu te amo simplesmente basta e serve para conferir a autenticidade da relação? Será que as atitudes do dia a dia não bastam para revelar se a outra pessoa realmente se importa com você?

Será que dizer eu te amo é a única forma de dizer eu te amo?

Já até imagino a cena:

- Poxa amor, mas você sabia o quanto era importante para mim que você estivesse presente neste dia.

- Desculpa, eu esqueci completamente. Mas ó, eu te amo, tá?

Exemplo tosco, mas acho que vocês pegaram o espírito!

Eu te amo tem que vir acompanhando com o pacote completo. “Eu te amo” só para tapar buraco, vale tanto quanto bom dia.

Nota: Gente, desculpa pelo sumiço! Gabi, voltei! hehehehehe

A história de amor mais cantada do Brasil virou filme.

E daí que eu estava aqui de boa trabalhando, escutando Backstreet Boys e pensando em um post totalmente diferente para hoje, quando a Rebiscoito Tweetou o seguinte: “Vocês viram o vídeo que a Vivo fez da música Eduardo e Mônica? Me emocionei de verdade, achei foda!” E ai eu fui lá né? Dar uma olhada em mais uma dessas campanhas publicitárias que fazem a gente acreditar que o amor é a melhor coisa do mundo, afinal, próximo ao dia dos namorados, é normal que estes reclames invadam nossos olhos e ouvidos, ora nos lembrando que ainda estamos sozinhos, ou que temos alguém que não esta conosco ou que temos alguém e somos felizes pra caralho. A Rebiscoito tinha razão, a Vivo mandou muito bem e por isso mostro para vocês o vídeo, caso ainda não tenham visto,  não recebi nenhum centavo para por o filme aqui. É que é foda, é lindo, me emocionei e tenho certeza que você que cresceu cantarolando “Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem um dia irá dizer que não existe razão”, certamente vai se arrepiar.

Diração: Nando Olival / Produção: O2 Filmes / Criação: Agência Africa / Realização: Vivo

E a Africa mandou bem nessa. Daquelas coisas que a gente passa pra frente… de alegre que é!

Fala ai se não foi assim que você imaginou esta história a vida toda?

Eduardo e Mônica é o conto de fadas velho mais moderno que eu conheço. Daquele que diz, não existe regra, nem pessoas que supostamente foram feitas para ficar juntas (ou para não ficar), só existe o amor!

Desculpaaê! Mas eu to piegas! hehehe

Não dê vexame: etiqueta sexual, todas apreciam!

Daí que uma leitora ontem deixou um comentário dizendo que ela sabia que um dia eu ficaria apaixonada e começaria a escrever textos românticos. Não sei se isso foi bom ou se foi uma reclamação. Mas admito, estou demasiadamente romântica! Tanto que até eu fico irritada ás vezes. Fico pensando que só pode ter um problema comigo e que eu quero minha vida de volta. Quero de volta os dias em que eu era dona dos meus próprios pensamentos e não precisava acordar mais cedo para checar meu e-mail porque onde ele está já é quase meio-dia quando estou acordando. Mas estou muito feliz por sentir algo que eu nunca senti antes na minha vida: certeza! Anyways, tentando deixar a pieguice de lado, venho debater hoje um assunto bem interessante. Etiqueta sexual!

Apesar de muitas pessoas acharem que entre quatro paredes vale tudo desde que as duas partes (ou mais se for o caso) envolvidas estejam de acordo, não é bem assim. Tem algumas pessoas que não possuem noção alguma de que não estão se masturbando e que há uma pessoa ali do seu lado, e se comportam de maneira duvidosa, ou se esquecem completamente de que até para afogar o ganso, é necessária algum senso de etiqueta.

Mas é claro que não sou nenhuma sexóloga, nem tão pouco Glória Kalil, vi a matéria no The Frisky e quase morri de rir, porque sinceramente, tem que gente que faz tudo isso. Se você já fez alguma dessas ou se já passou por algo parecido, borá repensar sua performance. Algumas coisas podem sim estragar o que tinha tudo para ser uma noite com sexo delicioso e selvagem perfeita!

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Como consquistar um coração?

Post que escrevi como colaboração para o Depois dos Quinze, ou seja, rola todo aquele sentimento de estar apaixonado quando ainda se é muito jovem. Porque será que a gente perde isso com o tempo? Anyways, segue texto:

O amor sem dúvida é uma das sensações mais gostosas do mundo. É sempre bom estar apaixonado. Tudo fica melhor. O sol não é apenas o sol. Os dias não são apenas dias. Parece que imergimos em outra realidade em que tudo é praticamente cor de rosa. Dá até vontade de falar bom dia para aquele vizinho chato. O problema é que nem sempre o amor é correspondido e ai, ao invés de enxergar o mundo cor de rosa, você passa a ver tudo cinza. Mas cinza não é a cor preferida da maioria das pessoas, a gente gosta mesmo é de cores. De muitas cores, para alegrar dia e aquecer a alma e o coração. Por isso muitas vezes passamos noites em claro matutando uma forma de ganhar o amor daquela pessoa especial. Uma forma de, seja lá de que modo, estar no coração de quem já roubou o seu faz tempo.

E ai vale tudo. Há quem descobre o signo do outro e busque conhecê-lo para saber o que fazer exatamente para conquistá-lo. E se você pesquisar são muitas opções “Saiba como conquistar alguém de peixes” ou “Saiba como ganhar a atenção de um homem de libra” ou “Como deixar um ariano apaixonado?” e ai a gente devora aquele conteúdo e começa a agir da maneira como pensamos que devemos agir, segundo a astrologia. Frustradas com o resultado, a gente começa a ler sites e blogs sobre relacionamento que oferecem dicas mais diretas como “Deixe o seu amor aos seus pés” e se prestar atenção as dicas são mais ou menos as mesmas e podem ser resumidas da seguinte forma:

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Toda mulher espera o grande dia. Será?

Perto de onde eu trabalho tem uma loja de vestidos de noiva. Todos os dias quando passo em frente faço exatamente a mesma coisa, olho, paro, admiro e suspiro. Por vezes me peguei em pânico pensando se algum dia eu irei usar um vestido daqueles e se terei um bolo, com vários andares e aqueles bonequinhos dos noivos com algo que representa o casal. Tipo eu com meu boxer e o noivo (se for quem eu quero que seja hehehe) de Kimono ou qualquer outra coisa que represente o Jiu Jitsu (e que ele não leia isso).

Acho que toda mulher já é preparada para este momento desde quando nasceu. Não sei se é porque estou tão apaixonada que chego a ter dó de mim, mas aposto quanto quiser que até a mais segura das mulheres, daquele tipo independente, que trabalha 15 horas por dia, deve parar alguns segundos em algum momento do dia, ou da semana ou quando passa em frente a uma loja dessas, fechar os olhos enquanto imagina que música tocará quando ela entrar na igreja. Aposto todas as minhas calças que toda mulher, que assim como eu e você, que corre o dia inteiro e se esfola para ter um espaço significante nisso que a gente chama de vida, estudar, ganhar bem, fazer pós, fazer carreira, falar umas cinco línguas, viajar, para em algum momento com uma inquietação que vem do nada e pensa: Meu Deus, e o amor? E o bolo de andares, o champanhe, a marcha, e o bem casado. Quando?

Desde que nos entendemos por gente, mesmo quando nosso corpo ainda é bem parecido com o do nosso amiguinho, que por isso não desperta em nós mais do que curiosidade, o casamento deve ser supostamente o dia mais feliz da nossa vida. E não importam quantas conquistas você tenha feito. Dane-se a formatura, a viagem a Europa que fez com seu próprio dinheiro, o negócio que começou do nada e lutou até os dentes para que fosse um sucesso, acho que nem ganhar um senhor aumento, um Pulitzer ou um Oscar, é tão emocionante quanto andar ao som da marcha nupcial enquanto sua mãe se desmancha de chorar e todas as pessoas te olham tendo a certeza de que você nunca esteve tão linda.

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Ele é mais novo que eu. E agora?

Nestes últimos dias tenho recebido vários e-mails de leitoras que me dão ótimas idéias para posts. Tenho vontade de sair escrevendo sobre tudo. Sério! Tenho pelo menos uns 500 assuntos que gostaria de tratar aqui no blog. Porque geralmente eu falo mais sobre coisas amenas, coisas que acontecem comigo e que acho bacana compartilhar. Além de coisas que acho por ai, claro! Não gosto de me aprofundar muito sobre algumas questões pra não ficar aquela coisa de “achismo”, afinal, não sou sexóloga, nem psicóloga. Estudei humanas, mas foi mesmo para manjar das atirmanhas da persuasão e convencer indefesos consumidores a acreditarem que eles precisam comprar algo que eles não precisam, traduzindo, estudei publicidade e propaganda.

Mas vou me arriscar, porque este é um blog pessoal e o que as pessoas esperam de um blog pessoal além da opinião daquele que escreve, não é mesmo?

Recebi um e-mail de uma leitora que disse estar envolvida com um homem mais novo. Até ai tudo bem porque já lhe aconteceu antes. O problema, pra ela, é que este tem 21 anos e ela 25, fazendo com que ela se sinta uma velha que pega menininhos. Teoria esta confirmadíssima pelas amigas, que acham que ela esta fazendo uma grande besteira e que mais cedo ou mais tarde vai sofrer porque o menino, que está apenas começando a vida, vai querer curtir, enquanto o relógio biológico dela grita “Tic Tac” de forma ensurdecedora.

Em primeiro lugar: velha com 25 anos? Eita, cadê minha bengala então? Será que minha família já pretende me botar em um asilo? Hahahahhaha

Falando sério. No caso acima a diferença de idade não é tão gritante. Mas eu entendo, porque mulheres amadurecem mais cedo do que os homens. Mas se olhar pelo outro lado, vai ver que isto significa que mesmo que você tivesse 21 anos como ele, ainda sim você estaria um passo a frente dele e pode ser que mesmo que ambos tivessem a mesma idade, ele ainda ia querer curtir em algum momento. A mulher praticamente (é, não todas eu sei eu sei) já nasce pronta para o relacionamento. Então não é porque você esta com 25 anos que quer namorar mais do que uma mulher de 21, por exemplo. Pra mim, este desejo de estar com alguém, é coisa da mulher. Esteja ela com 18, 25, 30, 40 ou 100 anos.  Então esqueça isso de que você quer sossegar e ele quer curtir. Se ele quisesse curtir, provavelmente seria isto que ele estaria fazendo agora. Porque diabos ele iria se submeter a algo que ele não queria estar fazendo?

Se ele está com você, é porque neste momento é o que ele quer.

Eu sei que usar “neste momento” não é nem um pouco reconfortante. Mas em todas as relações, é tudo o que a gente pode fazer. As pessoas mudam e podem decidir que não estão mais felizes naquele relacionamento por vários motivos. Namorar alguém da sua idade ou mais velho que você, não é garantia de estabilidade. Não dá pra dizer que o relacionamento vai durar para sempre. Ele vai durar enquanto as duas partes estiverem comprometidas com aquele relacionamento. Um homem de 40 anos pode por fim a uma relação tanto quanto um de 21. Preocupar-se demasiadamente com a longevidade de uma relação não é a decisão mais sábia. Tem que ser eterno enquanto dura, lembra?

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