Monthly Archives: março 2011

Das coisas que eu gostaria de fazer – enquanto solteira!

Hoje (ontem para vocês) eu vi um texto no The Frisky bem interessante. Uma das colaboradoras que escreve no site falou a respeito das coisas que ela fez -bem feito- enquanto era solteira. E você pode pensar em coisas como orgias, viagens com homens, sexo casual e enfim, qualquer coisa que esteja relacionada a muitos homens e nenhum compromisso. Mas ao ler a lista me surpreendi, pois era totalmente o oposto e me peguei pensando a respeito das minhas amigas que não estão mais solteiras e em como elas aproveitaram o tempo enquanto ainda eram solteiras. E pode até parecer que estou sendo exagerada, como se elas estivessem indo para a forca, mas o que quero dizer é que algumas pessoas simplesmente não conseguem aproveitar o tempo(presente) e ao manter o pensamento fixo no casamento se esquecem de viver. Digo isso não apenas pelas amigas casadas, mas por amigas solteiras que só queriam estar casadas, e por mim mesma que ás vezes tenho crises de identidade. E quem não tem?

Das coisas que eu ainda não fiz enquanto solteira, mas quero:

- Admitir que quero um amor insano, destes de nos deixar loucas e que dure por muito tempo.

Interessante o primeiro tópico falar do fim da solteirice quando estamos exaltando os benefícios de estar sozinha, mas faz todo sentindo. Quando estamos sozinhos tudo o que queremos é não estarmos sozinhos, então passamos a aceitar qualquer coisa para deixar de ser um número ímpar. E saímos por ai dizendo: “Ah, tudo bem! Eu também não quero nada sério”, mas ficamos magoadas e confusas quando o cara some alguns dias depois. E ficamos mais confusas ainda ao procurarmos a resposta e ouvir:”Você disse que queria o mesmo que eu”. Eu não quero mais fingir que não acredito no amor, que não quero um relacionamento sério. Eu quero. Eu acredito! Aliás, como disse Carrie no último episódio da última temporada de Sexy and City: “Eu procuro por amor. Amor verdadeiro. Inconveniente. Ridículo. Que consome, do tipo “não-posso-viver-sem-você”. É exatamente isso que eu procuro e o medo da solidão não me fará aceitar menos que isso.

- Tratar sexo como uma grande coisa.

Porque é. Sexo is NOT the new black. Ao menos para mim. E me perdoem por muitas vezes fazer às vezes da moderninha aqui no blog, mas para mim sexo sem amor, não rola. Não faz sentindo. Okay se funciona para você. Mas vou parar de fingir que funciona para mim, porque é mentira dizer que eu na condição de mulher, faço sexo sem esperar nada em troca. Eu espero. Eu espero dormir de conchinha e andar de mão dada no dia seguinte, mas nem sempre isso acontece. Portanto chega de achar que estar solteira significa dar desesperadamente. Pra mim sexo tem que ter qualidade, e não quantidade. E me chamem de antiquada, mas a qualidade para mim ainda está relacionada ao amor.

- Sair de um relacionamento só porque acho que ele não é bom o suficiente.

Ou porque tenho certeza do fato. Ou porque ele não presta, ou me traiu ou não tem nenhum objetivo na vida além de engordar em frente ao sofá.  E não aceitar mais qualquer tipo de relação só por medo de ficar sozinha.

Para de fingir que não quero um relacionamento.

E conviver bem com isso, sem me desesperar. Deixar o medo de estar sozinha me impedir de curtir “estar sozinha”.

E você, acha que faz sentido?

Preto no branco. Ou vice e versa.

Pela décima vez recebo um e-mail com a mesma pergunta. Aparentemente um dos meus leitores tem um pequeno problema em relação ao que ele chama de sexo interracial e gostaria que eu dissertasse sobre o assunto porque estamos em 2011 e aparentemente ele não entende porque pessoas de etnias diferentes andam se relacionando. A pergunta dele é sempre a mesma: Porque mulheres negras gostam de homens brancos? (okay, estamos todos cientes dos termos corretos, mas não sejamos tão políticos, okay? Relaxa e continue lendo).

Diante de tal dúvida eu sinceramente não sei o que pensar. Primeiro porque não sei se 1) Ele é um cara negro que se apaixonou por uma negra que se apaixonou por um cara branco ou 2) Ele é um cara branco que não entende porque mulheres negras tem um certo interesse por ele.

O primeiro passo para começar a desenvolver este texto, a contra gosto confesso, é analisar a pergunta do meu amigo. São todas as mulheres negras que se interessem por caras brancos? Provavelmente não. Então vamos considerar que algumas mulheres negras preferem homens brancos. Daí eu te pergunto, e daí? Gente, gosto é que nem cú e amor, ou tesão ou seja lá o nome que quiser dar para isso, não vê cara, nem cor.

É difícil dizer por que gostamos de quem gostamos. Eu por exemplo, tenho uma queda por homens tatuados, sejam eles brancos, negros ou verdes. Se tiver uma tatuagem bem linda e grande no braço, certamente vai chamar a minha atenção. Não faz sentindo eu sei, afinal, nem todo tatuado é bonito, mas é assim que é.

Alguns homens preferem mulheres mais gordinhas. Outros mulheres magras. Alguns homens preferem mulheres loiras. Outros ruivas. Outros apenas mulheres.

Alguns olham para aquelas que se vestem de maneira mais óbvia. Outros preferem as que escondem, porque no segundo caso, a imaginação é o que conta.

Algumas mulheres preferem homens carecas. Outras preferem ratos de academia. Outras ainda caem de amores por nerds que usam lã e óculos geek.

Todo mundo pode dizer que escolhe uma pessoa pela inteligência, bom humor e blá blá blá, mas a verdade é que no primeiro momento, aquele em que a gente não conhece a pessoa, a atração física fala mais alto. É claro que o relacionamento não vai ser baseado somente nisso, mas esse é aquele motorzinho que nos impulsiona a querer saber mais sobre a pessoa e ai sim, podemos partir para algo mais profundo.

É claro que o conceito de beleza é relativo, ainda sim e por isso mesmo, você vai atrás do que é bonito para você. Seja essa pessoa gorda, magra, negra, ruiva, manca ou careca.

Meu amigo, se ela trocou você por outro, não foi porque ele é rosa ou cor de abóbora. É porque ele deve ser melhor que você em muitas coisas. Pelo menos para ela. E a julgar pela sua mente fechada, eu concordo!

Já gostei de caras que me disseram: “Desculpa, mas você não faz o meu tipo!”. Talvez fosse pela minha cor, pela minha altura, pela minha mania de tagarelar, pela cor dos meus olhos, pela textura do meu cabelo. Quem sabe? Ninguém é obrigado a fazer o tipo de ninguém. Também já fiquei com caras que me disseram “Eu adoro mulatas” e minhas amigas já ficaram com caras que disseram “Eu adoro morenas” ou “Nossa, loira. Você é demais”.

Gente, não vejo coisa mais normal que isso e não vejo nada mais inútil do que pensar sobre o assunto.

Portanto meu amigo, eu só tenho uma coisa para te dizer: GET OVER IT!

7 fatos sobre as mulheres

E já que hoje é dia Internacional da Mulher e eu fiquei em casa mesmo porque uma gripe estragou meu carnaval, borá postar, não é?

Vi essa matéria na Super Interessante e achei super interessante (má oi?). Fatos sobre as mulheres que em pleno 2011 você provavelmente não sabia, alguns lamentáveis.

Da Super:

“Para muita gente, 8 de março é apenas um dia em que mulheres recebem flores na saída de restaurantes e lojas. A data, porém, marca mais de um século de movimentos pela emancipação das mulheres. Foi nesse dia, em 1857, que operárias fizeram marcha em Nova York por redução da jornada e igualdade salarial entre homens e mulheres. Parte dos relatos dá conta de que elas foram trancadas e queimadas após o movimento. Em 1917, na mesma data, trabalhadoras de Petrogrado fizeram greve às vésperas da Revolução Russa. 8 de março, portanto, é um dia que não pode ser passado em branco. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulheres, listamos 7 fatos sobre elas.

Apanham a cada 2 minutos
Em 2006, o ex-presidente Lula sancionou a Lei Maria da Penha, que pune agressões contra mulheres ocorridas no âmbito familiar. Ainda assim, cinco mulheres apanham a cada dois minutos no Brasil, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc.  Há 10 anos, o cenário era ainda pior: oito mulheres eram agredidas no mesmo tempo. Ainda que a lei preveja até prisão para o agressor, os números mostram que intimida muito pouco os que cometem este tipo de violência.

Falam 20 mil palavras por dia
Não, não é só impressão. As mulheres falam bem mais e mais rápido que os homens. De acordo com pesquisa da psiquiatra americana Louann Brizendine, são nada menos que 20 mil palavras por dia, enquanto os homens se conformam com meras 7.000.  E as mulheres ainda falam duas vezes mais rápido. Pudera! Para dizer 1.250 palavras por hora (20 por minuto), se considerarmos uma pessoa que dorme 8h por dia, tem que ser rápido mesmo.

Desigualdade ainda impera
Ainda que as mulheres sejam maioria no Brasil, elas ganham menos até quando ocupam os mesmos cargos no mercado de trabalho. Por diferenças como essa, o Brasil ocupa o 85º lugar em ranking que mede a desigualdade de vida entre os sexos em 134 países, segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gêneros, apresentado no Fórum Econômico Mundial no ano passado. O ranking considera participação na economia, no mercado de trabalho, na política, entre outros fatores. Na questão da renda, por exemplo, a média anual do que as mulheres recebem no Brasil é de R$ 12 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 20 mil.

Gastam mais de R$ 600 com sapatos por ano
A pesquisa foi feita no Reino Unido, mas não dá para dizer que o resultado seria muito diferente por estas bandas. Segundo estudo da empresa Gocompare.com, as britânicas compram uma média de sete pares de sapatos por ano, desembolsando cerca de 245 libras (R$ 663) para isso. Uma mulher pode até dizer que se contenta com dois pares por ano, mas com certeza conhece outra que não sai de um shopping sem uma caixinha de sapato.

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Boa demais para você?

Eu geralmente não publico textos de outras pessoas aqui no blog, mas a Tati Bernardi fez este texto incrível conseguindo expressar tudo o que eu mesma penso em relação a esta teoria sem cabimento que toda mulher que leva um fora espalha por ai: ele tinha medo de mim! Sério?

Dá uma olhada no texto:

“Fala, eu aguento. Vocês foram embora apenas porque acabou o tesão, porque a assistente nova que apareceu prometia um sexo mais selvagem. Ou porque, uma vez tendo conseguido tudo de mim, vocês, caçadores, precisavam de uma nova presa. Ou porque é assim mesmo. As coisas começam e acabam. Tudo bem que ando meio sem “meio” nessa infinidade de começos e fins. Tudo é muito rápido. E daí vêm minhas amigas e analistas e livros e filmes e peças de teatro e tias e mães de amigas: eles têm medo de você. Porque você ganha bem, porque você tem opinião, porque você namorou muitos caras, porque você é crítica, porque você é inteligente. Ah vá. E Papai Noel e Coelhinho da Páscoa também foram embora porque nós, mulheres modernas, assustamos eles. E que mulher em pleno 2011 não é moderna? Que papo mais besta e mentiroso. Espia aí da sua janela. Por acaso você vê alguma virgem andando de anágua na rua, acompanhada de um homem para não ficar mal-falada? Por favor, me ajude a parar a disseminação desenfreada dessa falácia. Fale pra sua mulher “tô indo embora porque você tem bafo”. Ou ainda “tô indo embora porque odeio o som que você faz pra limpar a garganta de manhã”. Pode ser bem sincero mesmo, “tô indo embora porque preciso comer alguém mais magra”. Pode doer na hora, mas é melhor do que essa multidão de mulheres tagarelando pelas ruas com seus saltos e diplomas e agendas e pressas: coitado, sou muito boa pra ele, ele ficou com medo de mim!

Você que nasceu homem, você que nasceu esse ser completamente diferente e estranho pra mim, mas que, ainda assim, é algo sem o qual minha vida fica triste e chata, faça um favor: me escreva e seja muito honesto. Prometo jamais divulgar seu nome. Leio e deleto tudo. Mas, se você tem piedade do sexo oposto, por favor, só por esta vez, me diga honestamente: existe MESMO esse lance de ter medo de mulher bacanuda? Porque esse papo, que tanto ouvimos em psicanalistas, programas de auditório, cartomantes e revistas modernas da mulher suicida… Não, não pode ser. Eu não posso crer que uma burra assuste menos. Eu duvido que uma feinha seja melhor porque causa menos dor de
cabeça. Que uma sonsa muda e sem opinião seja o símbolo da paz que vocês tanto buscam. Pra mim é inaceitável que uma mulher vivida possa colocar a segurança de vocês em risco.

Me digam que é mentira, por favor. Não é possível que sonhamos a vida inteira com seres tão fracos para construirmos nossas vidas. E que, enquanto lemos e aprendemos e malhamos e ganhamos dinheiro e curtimos a vida para nos tornar mulheres mais interessantes e vividas e gostosas, só estamos nos distanciando mais de vocês. E que a prima lobotomizada do interior de Caxote Mirim do Cupuaçu mexe com vocês de um jeito inexplicável. Ela é doce e meiga. Ela nunca levanta a voz ou discorda. Ela não te cobra e sempre te recebe com um sorriso nos lábios. Ela te esperou a vida inteira. Ela não faz mal a uma mosca. Doce Maria das Graças, mulher que aturou seu avô, morreu sem nunca dar um murro na mesa do restaurante e nunca mais vai reencarnar, para o deleite dos seus oprimidos sonhos arcaicos”.

E se você não conhece o trabalho da Tati Bernardi, corre lá para o site dela. Além de escrever estas coisas deliciosas, ela é a roteirista por trás de Aline e Amor & Sexo.

Bom feriado de carnaval procêis! ;-)

Sobre a eternidade das relações.

O para sempre não existe. Pensando bem, não existe frase mais descabida do que essa, já que nada dura para sempre. A única certeza que temos nesta vida é o fim. E é justamente a ela que nos agarramos no dia a dia, é ela que nos dá força para enfrentar a triste realidade que é o cotidiano, a realidade do botão automático, do contar os minutos para o fim do dia, para o fim de semana, para o fim do ano. É saber que toda dor chega ao fim que nos mantém vivos para outro dia. O problema é que quando o assunto é relacionamento o fim sempre faz às vezes do vilão. Mas por que a perspectiva do final é motivo para colocarmos a cabeça no lugar e os pés no chão?

- Cuidado! Pode não ser para sempre e você vai acabar magoada. – Avisam as amigas.

Mas é claro que não é para sempre. Como haveria de ser? Se nem eu mesma habitarei este plano para toda eternidade, como pode um relacionamento ser eterno?

Não pode!

O nosso problema que é que precisamos nos agarrar a certeza, as garantias. A certeza do salário todo mês que justifique horas perdidas em um emprego que você não suporta. Ou a certeza de que todo o tempo e energia despendidos naquela relação valerão à pena, pois o que aquela pessoa te promete é o para sempre.  E ai nos agarrando a isso perdemos momentos preciosos que fazem a nossa vida valer de fato. Deixamos de apreciar o que está bem ali na nossa frente e perdemos o presente por causa da projeção para o futuro. Porque se pensar bem, o para sempre é pesado. Não cabe no peito. Não cabe no mundo. E ao invés de um relacionamento saudável, você está fadado ao uma relação que será assombrada pela possibilidade do fim, enquanto ele durar.

“Que não seja imortal posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure”… Por que tudo na vida é chama, mas quem está neste exato momento segurando o extintor, é você!

Sobre escolhas e mudanças.

Caguei de novo.

É mais ou menos que o penso quando faço algo que jurei jamais fazer novamente. E não faria novamente porque dá primeira vez já tive problemas o suficiente e talvez eu tenha até respirado aliviada enquanto ilusoriamente repetia – “Veja só, há males que vem para o bem. Aprendi a lição, dá próxima vez não farei de novo!”.

Que nada. Depois da próxima vieram muitas outras e sempre a mesma sensação de estar fazendo algo juvenil, mas ainda sim, fazendo.

Ao longo da vida nos permitimos acreditar que ter personalidade é manter-se exatamente do jeito que somos, e atravessar este mundo carregando fé inabalável em nossa pessoa e, quando vez ou outra batemos a cara no muro, culpamos o coitado que estava lá há anos, no mesmo caminho, do mesmo jeito, mas nunca nós mesmos.  No fundo você sabe que poderia ter desviado, mas a cabeça está doendo, então você senta, chora e se lamenta durante horas acerca da infelicidade de terem posto o muro no seu caminho, sabe como é, não é fácil mudar.

É fácil tingir o cabelo após levar um fora ou perder uns quilos após constatar que ficou um pouco gordinha naquele vestido que cobiçou durante meses e por isso nem quis as fotos do tal casamento. É fácil mudar a cor do esmalte ou mudar o caminho para casa. O difícil é aceitar que se todos os seus relacionamentos terminam da mesma forma, talvez algo em você precise mudar. Difícil é aceitar que se você sempre muda de emprego porque o tal reconhecimento nunca vem, é você que precisa mudar.

Mudança é palavra que combina com fim de ano, com pé na bunda, com destino. É algo que se deseja, que vez ou outra acontece, mas que na maioria das vezes nos exige tanto que é praticamente impossível conceber. É mais fácil empurrar, jogar ali no cantinho. Assim você não esquece, de vez quando dá uma olhadinha de soslaio, sente uma dorzinha no coração e segue em frente.

Vamos admitir que manter um diálogo consigo mesmo e enxergar que tem feito grandes cagadas, não é das tarefas mais fáceis, e há ainda os que defendem que a tal mudança de dentro para fora, a tal mudança definitiva, não passa de utopia.

Recentemente eu dei de cara com o muro, mesmo sabendo que ele estivera ali durantes anos, só me ocorre que tive lapsos de memória e esqueci o caminho. Tenho vergonha de admitir que ainda estou sentada observando este amontoado de tijolos a minha frente e pensando que pelo menos uma vez na vida, eu poderia não precisar mudar o caminho, mas desejando fortemente não bater a cabeça de novo.

Então estou num impasse. Antes de continuar caminhando, eu preciso aceitar que a culpa foi minha, na maioria das vezes, e mudar. Mudar de dentro para fora. Change for good. Mas como?

Moreno alto procura…

Eu me julgava a pessoa mais normal e centrada deste mundo, mas ultimamente muitos têm discordado da visão que eu faço de mim mesma.

Toda vez que eu conto sobre o moço bonito que eu conheci e que mora muito longe daqui, as pessoas fazem cara de espanto. E quando eu digo espanto, não estou falando da minha vózinha de quase noventas anos, nem dá minha mãe ou do meu pai. Estes têm permissão para temer pervertidos que ficam on line a procura de diversão, afinal, tudo o que eles veem na TV são casos de mulheres que foram ludibriadas por um suposto príncipe encanto e foram roubadas ou até mortas, pelo amor virtual. O problema é quando a cara de espanto com direito a intervenção em grupo, parte de amigos que tem quase a mesma idade que a sua, mas não sabem o que é twitter, nem entendem de blogs e só usam e-mails para receber spam ou ppt e por isso mesmo, não sabem ler nas entrelinhas. Porque vejam bem, uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa.

Existe uma grande diferença entre entrar em um chat do UOL e começar a falar com um cara que se apelida de “morenocarenteprocura” e criar uma afinidade tão grande com alguém que você sente que deveria levar isto para a vida real. Algumas mulheres são desesperadas e não enxergariam que tudo acabaria em merda nem se a coisa estivesse fedendo nas suas fuças.

A situação em que me encontro no momento não foi concebida via web. Nos conhecemos quando ele veio passar as férias no Brasil, ele foi embora, continuamos a nos falar. Ponto final. Nada de namoro virtual. Nada de chat no Uol. Nada de “loiroaltoprocura”.

Mas já conheci uma pessoa na internet e acabei levando para a vida real. Exemplos? Escrevo em um blog que conta com uma equipe enorme  formada só por solteiro, e ai vocês descubram sozinhos, e comecei a ter mais conversas com uma pessoa em especial desta equipe. Veja, não era qualquer um. Não era um “morenocarenteprocura”. Começamos com amizade, eu já o lia, fomos nos conhecendo, dois meses de conversa, rolou afinidade e um dia resolvi pegar minhas malinhas e passar três dias na cidade do moço. Tudo muito bem. Ainda tenho todos os pedaços do meu corpo. O coração foi mal por um tempo, mas cá estamos nós traveiz. Porque ele não era um Zé ninguém que eu peguei em um chat.

As pessoas ainda discutem se relacionamentos pela internet dão certo ou não, mas eu acho uma perda de tempo, embora tenha falado sobre isso esses dias (não me julguem), eu acho que não é mais algo hipotético, uma relação “e se”. Existem milhares de pessoas fazendo isso todos os dias e dá certo. Qualquer relação, qualquer uma, até aquele cara que namora a vizinha, pode vir a fracassar, porque tudo nessa vida é risco. Eu não entendo porque as pessoas ainda acham que é uma loucura sem cabimento. Ou coisa de gente carente.

O problema é que muitas mulheres querem tanto acreditar em algo que elas se jogam ao primeiro sinal, e daí ela pode se jogar nos braços do “morenocarenteprocura” na web ou nos braços do seu Jurandir ali da esquina que é casado há 10 anos e tem três filhos, mas vive dizendo que vai se separar da mulher. O problema ai não está na web, está na cabeça de vento que manuseia o computador.  E eu sei que o assunto é sério e nem deveria ser tratado desta forma, mas enfiar na sua casa o “morenobemdotado” que você conheceu há duas semanas no chat da UOl e achar que dai vai sair coisa boa, é muito pra cabeça, não é não?

Quando o assunto é “amor” algumas mulheres sentam em cima do bom senso. Estando elas on line ou não. E ai só pode dar merda. Merda 2.0, é o que a gente vê hoje em dia.

Afinal, o que querem as mulheres?

O que? Meus amigos e leitores deste blog, o que?

É difícil dizer. Acho que nem Freud explica, até porque, as pessoas são diferentes e blábláblá, o que serve para uma certamente não serve para outra. Mas como essa semana fui pega de surpresa ao ler “Você pode falar sobre tudo o que você quiser. Eu sou todo ouvidos” e senti meu coração pedir licença para os meus dentes antes de se jogar, fiquei pensando na simplicidade da resposta para a pergunta que dá nome a este post. Então te faço outra pergunta: se é tão simples, por que diabos é tão difícil entrar na cabeça masculina?

O The Frisky, site maravilhoso pelo qual já declarei meu amor milhares de vezes, fez uma lista com 15 coisas que os homens deveriam dizer para ter uma mulher completamente apaixonada. Nada parecido com “Eu tenho uma Ferrari” ou “Toma aqui este cartão de crédito sem limite”. Eu sei que você pensou isso. Segue a lista, que eu adaptei um pouquinho sabe como é, nem sempre os exemplos de lá servem para as mulheres de cá, e acrescentei minha opinião. Para ver a lista original, visite o site.

Em um mundo cor de rosa, o homem diria:

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