Hoje (ontem para vocês) eu vi um texto no The Frisky bem interessante. Uma das colaboradoras que escreve no site falou a respeito das coisas que ela fez -bem feito- enquanto era solteira. E você pode pensar em coisas como orgias, viagens com homens, sexo casual e enfim, qualquer coisa que esteja relacionada a muitos homens e nenhum compromisso. Mas ao ler a lista me surpreendi, pois era totalmente o oposto e me peguei pensando a respeito das minhas amigas que não estão mais solteiras e em como elas aproveitaram o tempo enquanto ainda eram solteiras. E pode até parecer que estou sendo exagerada, como se elas estivessem indo para a forca, mas o que quero dizer é que algumas pessoas simplesmente não conseguem aproveitar o tempo(presente) e ao manter o pensamento fixo no casamento se esquecem de viver. Digo isso não apenas pelas amigas casadas, mas por amigas solteiras que só queriam estar casadas, e por mim mesma que ás vezes tenho crises de identidade. E quem não tem?
Das coisas que eu ainda não fiz enquanto solteira, mas quero:
- Admitir que quero um amor insano, destes de nos deixar loucas e que dure por muito tempo.
Interessante o primeiro tópico falar do fim da solteirice quando estamos exaltando os benefícios de estar sozinha, mas faz todo sentindo. Quando estamos sozinhos tudo o que queremos é não estarmos sozinhos, então passamos a aceitar qualquer coisa para deixar de ser um número ímpar. E saímos por ai dizendo: “Ah, tudo bem! Eu também não quero nada sério”, mas ficamos magoadas e confusas quando o cara some alguns dias depois. E ficamos mais confusas ainda ao procurarmos a resposta e ouvir:”Você disse que queria o mesmo que eu”. Eu não quero mais fingir que não acredito no amor, que não quero um relacionamento sério. Eu quero. Eu acredito! Aliás, como disse Carrie no último episódio da última temporada de Sexy and City: “Eu procuro por amor. Amor verdadeiro. Inconveniente. Ridículo. Que consome, do tipo “não-posso-viver-sem-você”. É exatamente isso que eu procuro e o medo da solidão não me fará aceitar menos que isso.
- Tratar sexo como uma grande coisa.
Porque é. Sexo is NOT the new black. Ao menos para mim. E me perdoem por muitas vezes fazer às vezes da moderninha aqui no blog, mas para mim sexo sem amor, não rola. Não faz sentindo. Okay se funciona para você. Mas vou parar de fingir que funciona para mim, porque é mentira dizer que eu na condição de mulher, faço sexo sem esperar nada em troca. Eu espero. Eu espero dormir de conchinha e andar de mão dada no dia seguinte, mas nem sempre isso acontece. Portanto chega de achar que estar solteira significa dar desesperadamente. Pra mim sexo tem que ter qualidade, e não quantidade. E me chamem de antiquada, mas a qualidade para mim ainda está relacionada ao amor.
- Sair de um relacionamento só porque acho que ele não é bom o suficiente.
Ou porque tenho certeza do fato. Ou porque ele não presta, ou me traiu ou não tem nenhum objetivo na vida além de engordar em frente ao sofá. E não aceitar mais qualquer tipo de relação só por medo de ficar sozinha.
Para de fingir que não quero um relacionamento.
E conviver bem com isso, sem me desesperar. Deixar o medo de estar sozinha me impedir de curtir “estar sozinha”.
E você, acha que faz sentido?



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