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Dô ou não dô?

Quando eu dizia para as pessoas que estava com medo e queria evitar um possível sofrimento, algumas me diziam que eu estava agindo covardemente, que a vida é feita de correr riscos e, portanto, eu deveria tentar. Outras me diziam que eu não deveria levar em consideração meus relacionamentos passados e meus fracassos amorosos, que ele era um cara muito legal e eu deveria dar uma chance a ele.

Mas o que eu temia de verdade era o tal do dia seguinte, é o medo de virar uma pizza que não serve para ser comida nem requentada de manhã, apesar de ser uma das delicias deste mundo, sabe como é, os homens se referem às mulheres pizza como algo ruim. Meu medo é acordar de manhã sem assunto, é fazer parte de uma estatística, ir para casa cheia de esperança, e lá pelas dez na noite, na falta de uma ligação, perceber que eu virei apenas mais uma.

Perceber que eu oficialmente faço parte das listas de mulheres não casáveis, que por causa de poucas palavras bem ensaiadas fraquejam e cedem aos desejos da carne, aquela mulher com a qual eles não se imaginam passando o resto da vida, por que foi fácil.

É, acho que eu posso reunir o medo das mulheres a basicamente isso.

Eu tenho um bom emprego, bons amigos, um TCC que ocupa quase todo meu tempo livre e claro, eu tenho esse blog, mas se eu conheço um cara lindo, daqueles que me tiram o fôlego, engraçado, bom papo, material irresistível e resolvo que não há motivos para esperar, ele pode decidir que eu não passei no teste:

-Meus filhos, essa foi para a cama no primeiro encontro. Não serve mais.

O sexo apesar de ter sido banalizado, a meu ver, parece superestimado ás vezes, se tornando grande parte da nossa vida, maior do que deveria ser pelo menos.

O sexo, meus amigos, é o elefante branco na sala.

E para nós mulheres, acreditem, ainda é uma decisão difícil. Pelo menos para algumas mulheres, ele ainda é uma decisão que pesa, por que apesar de tudo o que ela é, apesar do quão bom são as coisas quando vocês estão juntos, se vocês ainda não tem um relacionamento sério, muito do que aquela pessoa é e do que aquele relacionamento pode vir a ser, se resume em apenas uma questão:

- Dô ou não dô?

E a julgar pelo silêncio do meu telefone, eu não passei no teste.

Damaged!

10 regras básicas para sobreviver a um novo relacionamento

Acho que não tem nada que nos tire boas noites de sono do que o começo de relacionamento, apesar de toda aquela parte de querer estar sempre junto, de curtir cada momento e cada pedacinho da pessoa, ainda tem aquela parte de não quer fazer nada errado, por finalmente o universo conspirou a nosso favor.

É obvio que, como eu já disse aqui várias vezes, não existe regra de como agir para deixar alguém a seus pés, nem para evitar que alguém te deixe a ver navios, mas alguma prevenção nunca matou ninguém, não é mesmo?

E cá entre em nós, tem muita gente que quando está apaixonada leva ao pé da letra aquela máxima que diz: Relaxa e goza, né não?

Aqui vão dez dicas para facilitar a estrada com seu novo namorado.

1. Demonstrações de carinho em público. Sabe quando você está na fila do cinema, ou até mesmo na fila do banco e um casal sem noção começa a se agarrar na sua frente? Pois bem, devemos concordar que não existe nada mais desconfortável que isso, e nem preciso dizer que o que eu não quero para mim, também não quero para os outros. Demonstrações exageradas de carinho, jamais, sob hipótese alguma, devem ocorrer em público.

2. Todos os dias. Não é por que namoram que devem se ver todos dias. Okay, começo de relacionamento é sempre aquele grude, aquela vontade de possuir a pessoa que está bem ali na sua frente, mas não vamos levar tão a sério, afinal,  ver a pessoa todos os dias é deixar de lado algo que costumava fazer, algo que deveria estar fazendo e passar a redefinir suas prioridades, o que todo mundo sabe, não acaba bem.

3. Gêmeos siameses. Esse meio que completa o tópico de cima. Estar junto 24 horas por dia já é um pé no saco, agindo como gêmeos siameses então, nem pensar.

4. Não fale sobre o futuro até a hora de falar sobre o futuro. Ás vezes nós mulheres queremos saber exatamente para onde aquela relação está indo, se ela realmente tem futuro ou se não estamos apenas perdendo tempo, então começamos a morrer de ansiedade ou a sufocar nossos parceiros com perguntas que não fazem o menor sentindo, por que afinal, tudo começa pelo começo e ás vezes é bom deixar que as coisas sigam seu percurso normal. O contrário também pode ocorrer. Nada como ter um parceiro que saiba exatamente o que quer, que vislumbre um futuro a seu lado, filhos e cerca branca, mas calma lá com o andor que tudo tem seu tempo.

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