A idéia do sexo casual para muitos não é tão distante assim, para outras pessoas ainda é um tabu, um tabu dos grandes, diga-se de passagem. Eu não tenho nada contra, mas também tenho minhas restrições.
Logo que passei a fazer parte da equipe do Diário De Solteiro, dividi com a galera minhas experiências nada legais sobre o assunto, com este texto aqui:
Sexo é bom até quando é ruim?
Se me perguntarem o que penso sobre o sexo casual, direi que é necessário, afinal, enquanto solteira dizer não ao sexo sem compromisso é o mesmo que fazer um voto de castidade. Agora, se me perguntarem se pratico sexo casual, direi que não. Confuso? Tenho explicações razoáveis. Meus encontros com o intuito de perder minha virgindade casual não passaram de tentativas desajeitadas, que de tão ridículas e improváveis, me causaram histéricas crises de risos. Admito que todas elas não passaram de disfarce para meu desconforto frente ao resultado inevitável da foda sem compromisso: a falta de intimidade.
A vantagem de um relacionamento é que ele confere intimidade ao casal, e para o ato sexual, a intimidade é fator importante. Só com ela a coisa ocorre de forma espontânea e natural. Diria ainda, que somente com muita intimidade, você poderia olhar para o outro e dizer:
- Já acabou? Acha que eu tenho cara de macarrão instantâneo pra ficar pronta em três minutos?
Sendo ele seu namorado, amigo ou marido, certamente vai dar risada, ficar bravo, pedir desculpa ou na pior das hipóteses, ficar com o ego ferido, mas vai superar. Agora, sendo ele um estranho, o mais sensato é não arriscar dizer algo deste tipo.
Então o que fazer? Continuar com o sexo meia boca e desconfortável só para dizer que deu umazinha no fim da noite? Ir embora chupando o dedo? Concordo que a ordem dos fatores não altera o produto, e no fim, todo mundo busca prazer, no entanto, certas coisas não são fáceis de ignorar.
No ápice da solteirice (!), fiquei com um cara que já cobiçada há um tempinho. Ficamos, rolaram beijos e etc, mas nenhuma promessa de encontro no dia seguinte. Eis que por obra do destino nos esbarramos em uma festa e decidimos sair mais cedo, se é que vocês me entendem.
Em um ambiente tranquilo e com o nível de álcool baixo, comecei a reparar em certos detalhes que tomaram grandes proporções.
Toda vez que o beijava ele ficava mole, exageradamente mole, no melhor estilo “boneco de Olinda”. Até aí deu pra levar com jogo de cintura, mas o homem começou a gemer feito uma moça. Em certos momentos tive que abrir os olhos para me certificar de que não havia me enganado e levado minha amiga ao invés do cara. Mas era um homem. Um homem que gemia mais alto que eu.
Tentei manter o clima até que comecei a imaginar que tipo de escândalo ele faria ao atingir o orgasmo. Comecei a rir, comecei a rir compulsivamente. Pedi perdão, disse que tinha bebido demais e fui embora.
Em outra ocasião combinei de encontrar um sujeito com quem havia ficado uns dias antes e trocado telefone. Ele me buscou em casa, fomos à um Drive – In e assim que entramos o cara começa a me beijar desesperadamente. Ok, ele está no clima, eu penso. Continua Jackeline. Força na peruca.
Nem deu tempo de concluir meus pensamentos e ele ficou completamente nu. Veja bem, chegamos no local às vinte horas. Olhei para o relógio e ele marcava vinte horas e cinco minutos e o cara estava completamente nu em cima de mim. Perceberam? Ele dizia palavras sem sentido, palavrões, me dava tapas e eu vestida. Completamente vestida. Toda vestida. Dei ênfase?
Admito que fiquei nervosa, mas quando percebi que ele estava em transe, se divertindo sozinho, comecei a chorar de tanto de rir. Sem dizer nada, ele se vestiu e fomos embora. Quando chegamos ao caixa, ele sugeriu que eu pagasse, já que o encontro durou dez minutos. Olhei para a moça no caixa, olhei para ele e comecei a rir novamente.
Claro que como mulher e heterossexual que sou, me refiro aos homens, mas tenho amigos que me contam casos parecidos. Um desses amigos inclusive, me disse que certa vez, ao investir no sexo oral em uma mulher linda que havia conhecido no dia, foi surpreendido por um cheiro nada agradável, cheiro esse, que só conseguiu amenizar debaixo do chuveiro. Outro amigo me contou que a mulher, enquanto recebia o oral, praticamente berrava e segurava a cabeça dele com tanta força, que parecia querer jogar o coitado lá dentro.
A diferença entre eu e eles, é que enquanto me mato de rir e acabo totalmente com o clima, eles dão sempre um jeitinho para não ficar chupando o dedo.
Daí eu te pergunto, sexo é bom até quando é ruim?










Adoro seus textos, e concordo!
Sexo casual na solteirisse é algo que deve ser encarado como comum, desde que seja de fato, comum aos olhos de quem faz, e não constrangedor.
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