“Para uma mulher sem profissão, existem apenas duas opções. O casamento ou a prostituição”
Este é o veredito dado pela vó de Valére (Belén Fabra) em Diário Proibido. Valére, é uma mulher de 29 anos, bonita, com um bom emprego, que vive sozinha. Bem normal a primeira vista, não fosse por um detalhe, ela é ninfomaníaca. Pratica e pensa em sexo compulsivamente, o que reflete na sua vida pessoal e profissional, por isso é uma mulher infeliz em busca de uma resposta ou solução para seus problemas, já que além disso, uma mulher que pratica sexo com muitos homens, sem a intenção de subir ao altar com todos eles, não é exatamente bem vista. Encorajada por sua vó, ela começa a escrever um diário e nele narra todas as suas experiências e sentimentos. A princípio ela se entrega e aceita sua condição, baseada noutro conselho:
“Nunca deixe algo que deseje muito”
Quantas vezes deixamos de fazer algo que amamos ou desejamos profundamente por medo do julgamento alheio? Posso dizer sinceramente que deixei muita coisa, com medo do que poderiam falar ou pensar a meu respeito. Mas a verdade é que nunca saberemos a verdade sobre ninguém. Aquele seu vizinho com cara de nerd, pode ser um masoquista na hora do sexo e, aquela sua prima tão bem resolvida, vulgar e gostosona, pode ser entediante quando está na cama. Por isso, em momento algum vale a pena deixar de ser o que é. Então Val vive o sexo, experimenta o prazer de todas as formas, até que se apaixona, e o sexo fica em segundo plano. Neste momento ela passa a se comportar como a maioria das mulheres. O sexo é ruim, mas ela está amando e prefere não dizer nada que ponha em risco seu relacionamento perfeito. Os dois se casam e com o passar do tempo ela descobre um homem possessivo, agressivo e completamente descontrolado. Decidi ir embora e quando chega ao fundo do poço, lembra da frase dita por sua vó e começa a se prostituir até que encontra um cliente possessivo, assim como seu ex-marido, e percebe que o casamento e a prostituição tem muito em comum, ambos tratam-se de pertencer ao outro, de deixar de ser alguém, de perder a identidade.
Pode parecer extremo, exagero ou qualquer termo que o valha, mas é impossível não pensar a respeito. Em uma relação, principalmente quando estão apaixonadas, as mulheres tendem a se anular. São namoradas dos namorados, esposas dos maridos e mães dos filhos, mas dificilmente são alguém sem isso.
Meus pais são separados e durante as discussões minha mãe costuma dizer que ele é um ingrato, já que ela sempre foi uma boa esposa, boa dona de casa, boa mãe e todos esses anos dedicou sua vida a faze-lo feliz, a nos fazer feliz. A ironia é que não fazer-se feliz, ocasionou o fim do casamento.
O filme é cheio de ótimas sacadas e tem uma trilha sonora deliciosa, é, deliciosa. Eu recomendo.
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Um comentário
” Mas a verdade é que nunca saberemos a verdade sobre ninguém. Aquele seu vizinho com cara de nerd, pode ser um masoquista na hora do sexo e, aquela sua prima tão bem resolvida, vulgar e gostosona, pode ser entediante quando está na cama. ”
Sinceramente ? Acho que com relaçãoa desejos fisicos.. se houver reciprocidade e oportunidade… pq não ?