Pornografia para mulheres ???

Antes de mais nada deixa eu te avisar que o tema que será abordado neste momento é direcionado a pessoas maiores de 18 anos.

Vai ficar?

Por conta e risco, depois não diz que não avisei.

Muitas mulheres se questionam, embora eu ache uma tremenda bobagem, porque os homens gostam tanto de pornografia. Elementar caras, vocês devem saber que os homens são mais visuais, por isso claro, assistir as peripécias de uma mulher sem pudor algum, é terrivelmente excitante. Agora, porque grande parte das mulheres não gosta de pornografia?

Eu diria que, a maioria das mulheres relaciona sexo ao amor, e não é exatamente isso que vemos em filmes pornográficos. Além disso, muitas cultivam certos pudores em relação ao sexo e ver outra fazendo aquilo que certamente ela jamais fará, só pode causar certo desconforto. Eu admito que algumas cenas são difíceis de engolir e, ou parecem muito ridículas, ou causam enjôos.

Mas, e se os filmes fossem feitos por mulheres?

Este foi o tema abordado na Marie Claire, é eu sei, estou muito Marie Claire ultimamente, na edição de janeiro/10. Em matéria escrita por Marina Caruso e Andréa Dip, a revista mostra os bastidores de uma nova indústria pornográfica, que vem sendo reescrita por mulheres. Segue trechos da matéria:

Erika Lust é sueca e tem 32 anos, e há dois levou o Feminist Porn Awards, Oscar do pornô feminino, de melhor filme. Desde 2006, o prêmio reúne as melhores diretoras, atrizes e roteiristas do gênero e reflete um setor em franca expansão: o do erotismo para mulheres. Erika mora na Espanha, desde 2000. Foi lá que, por precisar fazer o que chama de “dar um jeito de pagar as contas”, acabou descolando um bico numa produtora de cinema. Quatro anos depois, apaixonada pelo novo ofício e pelo produtor argentino Pablo Dobner — hoje sócio, marido e pai de sua filha Lara, de 2 anos —, Erika decidiu que era hora de fazer seu primeiro trabalho solo e lembrou-se de dois momentos marcantes de sua adolescência. O primeiro, aos 15 anos, quando assistiu a um filme de sexo explícito de um VHS roubado do pai de uma de suas amigas, e o segundo, aos 19, quando um ex-namorado sugeriu que eles se excitassem com pornografia. “Era tudo de mau gosto: a luz, o enredo, os planos da câmera. E ainda assim, eu me excitava, o que me deixava ao mesmo tempo enojada e intrigada”, conta. “Mais tarde, quando me dei conta de que feminismo é a luta por direitos iguais entre homens e mulheres, decidi investir na pornografia de qualidade.” Isso significa que, além de elaborar enredos femininos para as histórias que dirige, Erika faz com que eles sejam naturalmente excitantes e não forcem a barra, como acontece nas produções masculinas. “Para os homens, qualquer pretexto é motivo para transar. Para nós, não. Precisamos da luz certa, do clima ideal e de uma boa música.” Em The good girl, curta que tem mais de um milhão de downloads contabilizados, a diretora trata com humor da clássica fantasia de uma menina recatada com um entregador de pizzas.

A americana Candida Royalle é pioneira no cinema erótico para mulheres nos anos 80. Ela atuou em 25 filmes, dirigiu 13 e produziu outros 18. É sua, a maior produtora de cinema do gênero, a Femme Productions, responsável pelo lançamento de Feeling it, not faking it, da alemã Petra Joy. O longa venceu o primeiro European Porn Awards no ano passado e, em português, seria algo como “sentindo, não fingindo”. Isso porque foi escrito a partir de fantasias eróticas coletadas por Petra em diferentes países, e, no lugar de atrizes pornôs, traz pessoas comuns que atingem o orgasmo de verdade em cena.

É tudo tão real e excitante que, às vezes, nem as próprias diretoras controlam sua libido. “Durante as filmagens, fico muito concentrada na iluminação, no enquadramento e, por isso, não me excito. Mas, sozinha, na ilha de edição, olhando cada um daqueles frames, é difícil segurar a onda”, diz Candida. “Já tive que parar o trabalho para me satisfazer e, só depois, retomar a edição.”

Cuidados como o de Erika, Petra ou Candida têm feito com que muitas mulheres se deixem atrair pelos filmes de sexo explícito, ou, como preferem chamar as diretoras, “filmes de sensualidade explícita”. Um estudo recente, conduzido pela consultoria Nielsen, mostrou que, na Inglaterra, a parcela feminina que baixa pornografia na internet cresceu cerca de 30% em um ano. Por aqui não é muito diferente. Durante um mês, pesquisadores do canal a cabo Sexy Hot entrevistaram 607 assinantes e descobriram que os telespectadores da emissora são, em sua maioria, mulheres e jovens casais com filhos. Em cinco anos, o percentual de mulheres que assinam o canal saltou de 40 para 51, ou seja, ultrapassou o de homens. Segundo Cristiane Marques, gerente de programação da GNT, canal que, cada vez mais, tem dedicado suas madrugadas a documentários picantes para o público feminino, as mulheres se interessam por atrações que não apenas falam de sexo, mas trazem alguma informação nova sobre o assunto. “Fizemos um estudo qualitativo com nossas espectadoras e descobrimos que dicas de posições sexuais, reportagens sobre a vida de swingers e outros programas informativos tornam a pornografia mais palatável”, diz. Por isso, atrações como Falando de sexo com Sue Johansen (GNT) e o quadro Sex toys, do Boa de Cama (Sexy Hot), são recordistas de audiência em seus canais.

Para completar o assunto, as mulheres do Papo Calcinha também abordaram o tema e deixaram sua opinião sobre filmes pornográficos.

E você, o que pensa sobre o assunto? Acha que uma abordagem mais feminina realmente faz com as mulheres se interessem por tal produção?

Em tempo, a matéria da revista, você confere na íntegra aqui.

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13 Comentários

  • 11 de janeiro de 2010 - 18:27 | Permalink

    Muito bom abordar esse assunto primando a ótica feminina. Sempre me senti constrangida ao assistir filmes pornôs que são direcionados ao público masculino não por pudor, mas por acreditar que a grande maioria demonstra uma visão deturpada do que seria a conquista de uma mulher, mesmo que para o puro prazer da prática sexual, sem compromisso. Nós mulheres também sabemos nos relacionar sem a ilusão do príncipe encantado caindo de páraquedas em nossas vidas. Claro que há excessões, mas acredito que o público alvo do pornô perde muito ao exigir padrões que, do meu ponto de vista pessoal, são humanamente desconfortáveis: mulheres turbinadas e homens com membros alopradíssimos não são tão comuns, e caso o fossem, certamente causariam desconforto a muitos dos quem com eles se relacionassem, seja física ou socialmente. Há uma certa caricaturização do sexo. Assisti a um filme recentemente que demonstra isso, com muito bom humor, mas que ao meu ver demonstra como a indústria da pornografia tem agindo de forma plástica, até mesmo robótica em alguns sentidos. E não venham vocês homens me dizer que não sentem isso, porque eu desafio aquele que venha dizer que sexo sem nenhum tipo de envolvimento, nem que seja com uma amiga, não seja mais gostoso. Pode até ser, mas que faça te sentir bem, eu duvido um bocado!
    Pra quem quer saber do tal filme, recomendo, por umas boas risadas: Zack and Miri make porno (Kevin Smith)

  • Graziele
    12 de janeiro de 2010 - 10:00 | Permalink

    bem que você poderia fornecer onde pode-se fazer o donwload de “The good girl” que eu acabei procurando na internet e não encontrei.. adorei que você comentou sobre este assunto! adoro o blog

  • Rayane
    14 de janeiro de 2010 - 12:17 | Permalink

    Muito bom post,Realmente adorei. Eu sou uma mulher de mente aberta,adoro ver filmes pornÔs,principalmente os sem histórias,eu simplesmente acho a atuação Horrivel e como é um filme pornô quero quie partem logo para a “ação”.

  • 15 de janeiro de 2010 - 10:40 | Permalink

    Boa!

  • Aline
    15 de janeiro de 2010 - 11:15 | Permalink

    Eu amo pornografia, não tenho vergonha nenhuma em dizer isso, ateh filme eu qria faze… axo que vendo esse tipo de coisa as pessoas aprender a complementar mais as relações, apimentar o relacionamento e sentem-se mais a vontade. Toda pessoa precisa dessas influências em sua vida.

  • kidbengala
    16 de janeiro de 2010 - 17:53 | Permalink

    perdi tempo lendo esse texto enorme ao invés de tá vendo um filme pornô, mas valeu, sempre bom saber sobre as aranhas

  • NEObomb
    25 de janeiro de 2010 - 2:30 | Permalink

    Muito inteligente e instigante essa abordagem da pornografia na matéria. Rachei de rir com o video também..kkk. Fiquei curioso para ver produções para o público feminino.

  • Alan
    25 de janeiro de 2010 - 14:12 | Permalink

    Mulher tem que entender que “Sexo é Sexo” e “Amor é Amor” …

  • Pingback: sexo explicito - StartTags.com

  • Binha
    23 de março de 2010 - 15:05 | Permalink

    eu gosto de ver filme pornô mas realmente os q tem por aí não tem nada haver com a mente feminina e o filme da Erika explora extamente o lado feminino da coisa muito bom!
    quem tiver afim de ver “FIVE HOT STORIER FOR HER” aí vai o link:
    http://www.megaupload.com/?d=6FXWAYWL

    não consegui achar a legenda mas dá pra entender o espanhol, afinal o filme quese não tem dialogo

  • Alexandre Chacon
    20 de abril de 2010 - 6:37 | Permalink

    para adrienne:
    Tenho orgulho de ter um membro “alopradíssimo”. Reconheço que não é pra qualquer um e tenho ‘pena’ daqueles que se conformam com a bobagem de que ‘tamanho’ não é tudo. Claro não é tudo…mas aposto que TODAS adoram ver!
    ———————————–
    O que sexo é:
    Suor, tesão e orgasmo e mais nada. Os animais irracionais sabem disto. O também é um animal. Claro que somos sociáveis, somos regidos por padrões morais. Percebo que os excessos de padrões morais levam a angústias e conflitos. Temos de admitir que os instintos não são suprimidos. Eles são somente escondidos e isso muitas vezes não é bom. Estou certo de que a nossa herança religiosa castradora e repressiva desvirtuou o sentido mais físico e necessário que há no sexo. Sexo é uma necessidade fisiológica. Diferente das demais necessidades fisiológicas não morremos se ficarmos sem fazer sexo. Temos os mesmos mecanismos básicos biológicos que todos os animais têm. Todos estes mecanismos funcionam sem problemas com a ordem moral. Dormimos, comemos (literalmente), sentimos dor e temos o instinto de preservação. Também fugimos ou atacamos quando somos confrontados em momentos de maior pânico. Nada disto está associado imediatamente a padrões morais. Porque com o sexo seria diferente ao considerá-lo que igualmente regem nossos mecanismos de sobrevivência assim como os outros animais ? Uma das explicações eu penso e que muitos fecham os olhos para não colocar suas convicções a prova, é a questão religiosa. O sexo causa torpor e embaraço à igreja. O sexo desde santo agostinho tornou-se a mácula permante no corpo do homem. Mas isso já é outra história.

  • 28 de dezembro de 2011 - 0:25 | Permalink

    Adoooooro esses assunto.

  • Luciana
    22 de janeiro de 2012 - 18:36 | Permalink

    Gosto bastante de pornô. Aliás, começar a ver filme pornô produziu um efeito absolutamente libertador para minha sexualidade, me deixando mais criativa, segura e acabando com um monte de grilos que eu tinha, principalmente a respeito da aparência das partes íntimas do meu corpo.
    A parte negativa, pessoalmente falando, é que a maioria dos filmes não tem sex appeal, sedução. Ou seja, o apelo erótico é muito baixo. É só o homem metendo e pronto. É comum eu começar a ver um filme com duração de 3 horas e me entediar a partir dos primeiros 45 minutos, pois o estilo do ato sexual é muito monótono, a dinâmica é sempre a mesma, são sempre as mesmas posições. Aqueles com as “debutantes” então, são os piores: as meninas parecem bonecas de fantoche, muito paradas. Para mim esse é um sexo muito pobre, sem criatividade e concentrado demais na região genital. E costumo detestar o sexo anal do pornô bagaceiro: o cara tira o pênis (o dedo ou o que quer que seja) do ânus da mulher e em seguida coloca na boca dela. Mas que nojo, porr@!!
    Particularmente, os que fazem meu gosto tem mais sexo oral na mulher, mais beijo, mais lambida, mais amasso, mais sorriso, um tantinho de bláblá (quer coisa mais estranha do que transar calado?), mas infelizmente são raríssimos!

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