Teu passado te condena ?

Enquanto eu leio muito para achar palavras o suficiente para escrever um post decente sobre sexo oral, achei algo bem interessante.

Até que ponto seu passado sexual deve ser revelado a novos parceiros? A gente tem mesmo obrigação de dar detalhes sobre cada pessoa que ocupou um espaço em nossas camas, ou no banco traseiro dos nossos carros? (foi mal).

Mais uma vez lá no site da Nova, adoro não nego, enquanto procurava opiniões de especialistas a respeito do sexo oral, achei a matéria “Os homens da sua vida (sexual)” ou como agir quando seu mais novo namorado lhe questiona sobre o número de caras com quem já transou. A primeira vista, para quem pode ainda responder “nenhum” ou “um”, não parece ser um problemão, mas e quando você teve uma vida sexual bem ativa e digamos, rotativa? A gente sabe que apesar de não ser errado, muitas mulheres se condenam por isso, e muitos homens que vivem na idade média, as condenam também, portanto, tal pergunta pode tirar o sono de muitas  e dependendo da idade mental do parceiro, acabar com um relacionamento.

Contar a verdade ?

Impossível responder a pergunta de bate-pronto. No mínimo ela ficará martelando na cabeça até que seja decidido de que forma contar e se vai contar. A terapeuta Rachel Morris, especialista convidada pela revista para abordar o assunto, diz que: “Se você se orgulha de ter conquistado a liberdade sexual, por que não sentir o mesmo em relação à quantidade de experiências que teve? Em outras palavras, não tem cabimento se envergonhar dessa vitória. É você, e só você, quem decide quantos homens vai levar para sua cama macia.”

O tabu.

Falando assim, até parece uma decisão fácil, mas não são só alguns homens que criticam tal liberdade sexual alcançada hoje em dia, para muitas mulheres, algumas atitudes são sinônimo de promiscuidade. Como saber se o dono da pergunta  divide a mesma opinião? É aí que muitas decidem mentir.

A terapeuta ainda diz que : “Existem homens que acham bacana exibir um número alto de transas, mas preferem que nós nos mantenhamos… castas. Gostam que sejamos quentes na cama, só que não querem saber onde conhecemos as manobras que os enlouquecem”, ou seja, eles ainda dividem e muito, a mulher para divertir, da mulher para casar. Neandertal eu sei, mas é verdade.

A tal da insegurança.

Rachel lembra que a insegurança é o que leva a maioria das mulheres a mentir a respeito, e é pelo mesmo motivo que  homens a aumentam a quantidade de parceiras sexuais que teve ao longo da vida. Agora, imagina se você teve mais parceiros do que ele?

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Responder o que então?

Ulisses Tavares, autor de Guia do Homem Que a Mulher Também Deve Ler (Geração), explica por que não existe uma resposta correta:

“Existem informações que são importantes para o homem saber sobre a mulher que compartilha sua cama e sua vida. A data do aniversário dela, por exemplo. Seu número de sapato. Os dias de TPM. Mas existem dados que só servem para tornar a vida amorosa e sexual masculina um sofrimento anunciado. O que fazer se a gente fica sabendo que seu ex foi cruel? Ou, pior ainda para o nosso ego e nossa masculinidade, ele era nota 10? De uma maneira sábia, a natureza nos fez bobocas, crédulos e pretensiosos. Bobocas por achar que nossa companheira nunca atingiu o orgasmo antes de nos conhecer. Crédulos ao interpretar gemidos como os melhores de sua vida. E pretensiosos por atribuir ao nosso pênis e à nossa performance erótica uma capacidade inédita de fazer de cada transa um acontecimento! Nada fere mais o homem que saber com quantos outros sua mulher já foi feliz na cama. Inseguro, ele recebe a confissão como mais uma ameaça à sua competência. E ela se agiganta por envolver rivais que ele não conhece e só pode imaginar como melhores. Mulher, inteligente emocional como é, só abre esse jogo como fantasia sexual. Sabe que somos seres que pensam com a cabeça de baixo. Nossa frágil auto-estima agradece a desinformação nesse caso. Mulher esperta vai para a cama como se fosse a primeira vez. E homem esperto faz de conta que acredita.”

De fato existem homens que não se preocupam e justamente por não se preocuparem, não levantam a questão. Acredito ser o mais correto. Não interessa a ele com quantos caras você fez sexo. Nunca ouvi tal pergunta, mas se chegasse a ouvir, iria dar muita risada e mudar de assunto, ou no mínimo sair gritando “uga-uga” pelo quarto.

Ele pode alegar que se você contar, ele conta, mas e daí? O passado sexual do homem, é sempre um troféu.

03-10

Com quantos?

Duas leitoras, que não são identificadas, deram sua opinião e depoimento a respeito do que representa tal número sexual, em sua vida.

Quantidade de parceiros: 20

“Dos 22 aos 32 anos trabalhei em companhias aéreas. E levei ao pé da letra o ditado que diz ‘Um amor em cada porto’ – ou aeroporto. Fui para a cama com pelo menos 20 homens. Justo eu que tinha namorado um amigo de infância por dez anos! Quando comecei a trabalhar, o moço não entendia que eu tinha pouco tempo para encontrá-lo. Terminamos. Uma aeromoça viaja muito. E nesse vaivém conheci vários gatos. Os romances eram superficiais, mas não me arrependo. Cada um me ajudou a crescer emocional e sexualmente. Com eles eu descobri o que me dá prazer entre os lençóis e quais as qualidades que meu homem ideal precisa ter. Chegou uma hora em que percebi que precisava ficar sozinha, me valorizar. Foi nessa época que conheci meu marido, em uma reunião de amigos. Estamos juntos e felizes há seis anos. Nunca escondi nada, contei que já fui mulher de muitos homens. Sabe o melhor? Ele adora. Diz que ter uma esposa experiente é ótimo – o sexo fica muito melhor.”

Quantidade de parceiros: 5

“Sou exigente. E é por isso que apenas cinco homens passaram pela minha vida até agora. Um gato precisa me conquistar antes de me levar para a cama. Fiz amor pela primeira vez só aos 17 anos, com um amigo que se tornou meu namorado. Na época, eu era a única virgem da turma. Mas demorei porque precisava me sentir confortável antes de me entregar. E ainda sou assim. Para ficar comigo, o homem não precisa ser bonito, mas tem que ser inteligente e estar a fim de se comprometer. Na balada, quando me interesso por um cara, penso: ‘Vai transar comigo e depois me largar?’ Se a resposta for sim, parto para outra. Tenho medo de me apaixonar por um galinha e acabar sofrendo. Sou romântica! Então, prefiro ter calma. Mesmo com um currículo de poucos amantes, estou feliz. Sei o que quero de um romance e quais manobras um bonitão tem que fazer para me levar à loucura na cama. Não precisei de muitos homens para descobrir tudo isso.”

Ps: Como vocês já sabem, esta não é a matéria na integra, misturo minhas opiniões, com o que li na revista, caso queira ler a matéria, fonte de inspiração na integra, é só entrar lá no site.

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