Só mais uma de amor …

Talvez seja porque não tenha lido o livro, já que muitas pessoas que o leram e posteriormente assistiram o filme, ficaram decepcionados. De fato li alguns livros que depois viraram filmes e é muito difícil sentir que a transição foi perfeita.

Acabo de assistir “Ele não está tão afim de você” baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo.

A história é baseada nas desculpas que “nós” mulheres inventamos quando um cara some, ou diz que vai ligar e não liga, quando na verdade ele não ligou porque não quis, já que não estava afim. Ponto final.

Sim, sabemos que isto é verdade pois funciona tanto para homens quanto mulheres, por isso Anna, personagem interpretada por Scarlett Johansson, tem grande importância na trama, já que sofre por se relacionar com um homem casado, mas toda vez que fica deprimida ou é rejeitada, liga para Conan (Kevin Connolly) em busca de consolo. Este assim como as mulheres, passa grande parte do filme tentando interpretar sinais e entender porque ela não retorna sua ligações.

Ou seja, homens costumam achar que as mulheres se apaixonam e esperam promessas do primeiro que encontram na rua. Mas não é bem assim. Normalmente também temos aquela pessoa que aguarda nossas ligações, que nos cobram sinceridade e nos enchem de promessas pesadas demais para suportar.

Já que o filme é baseado num livro de auto-ajuda, achei que assim que terminasse de assistir, um peso sairia das minhas costas, mas  não foi bem assim, já que no fundo sabemos que ele não estava interessado, só temos medo de admitir. Contudo consegui chegar a outras conclusões que certamente me foram muito úteis.

1. A grama do vizinho é sempre mais verde.

Muitas vezes fazemos comparações com a suposta felicidade alheia. Tudo que sabemos é que fomos feitas para namorar, casar e ter filhos. Eu tenho 25 anos, só, e em algumas situações me sinto incrivelmente constrangida por estar sozinha, as pessoas se surpreendem, começam a me questionar se eu não procuro demais, se não sou exigente demais e sempre finalizam com a famosa ” quem escolhe demais, acaba sendo escolhido”, talvez por isso em certos momentos de distração, me pego incomodada e invejando amigas que estavam comemorando aniversário de namoro, esposas que recebem flores no trabalho. Comecei a achar que elas eram mais felizes, realizadas. Janine (Jennifer Connely) é casada com Ben (Bradley Cooper) e era até então a conselheira de Gigi (Ginnifer Goodwin), sobre o modo como as mulheres devem se comportar no começo de um possível relacionamento. Gigi se espelhava na amiga pois julgava que ela tinha o casamento perfeito, até que Ben começa a ter um caso com Anna. Da mesma forma que Beth ( Jennifer Aniston) acredita que existe um tempo para todo namoro evoluir para casamento e passa a ser comparar com pessoas de sua idade, já casadas, que supostamente vivem felizes, desta forma decidi dar uma chamada em seu namorado, que eu sinceramente não me lembro o nome mas é interpretado por Ben Afleck, que recusa a chantagem e vai embora. E somente após conviver com as irmãs casadas ela percebe que todo mundo é diferente e não são todas as pessoas casadas que são felizes.

O que é verdade. Quantos namoros já não vi acabarem de forma surpreendente? Quantas amigas minhas estavam vivendo uma relação e descobriram que estavam sendo traídas?

2. Quando se trata de amor, tudo é clichê.

Não dá pra assistir o filme esperando que as mulheres decidam chutar á bunda de todo mundo e  iremos viver sozinhas para sempre. Não é isso que as pessoas esperam, elas querem esperança. E justamente por isso apesar de tudo o que é dito no filme, o final é maravilhosamente previsível. E não é assim que tem que ser?

Gigi, que faz tudo errado em busca de alguém que goste dela, enxerga um possível relacionamento em todos os seus encontros, até em sua amizade com Alex (Justin Long), que deseja fugir do amor, mas se apaixona por aquela que está bem ali em sua frente. Beth abre mão do casamento e seu namorado percebe que este é um grande gesto e por isso lhe pede sua mão. E o amor é assim, ele nos torna previsíveis, fazemos por alguém tudo aquilo que não suportávamos que nosso admirador não correspondido fazia e nos irritava tanto.

Se você não assistiu o filme ainda, fica aqui minha dica. É uma comédia romântica como todas as outras, mas vale a pena.

Related Posts with Thumbnails

Um comentário

  • Gugu
    26 de setembro de 2009 - 7:11 | Permalink

    Oi! To até sem jeito, mas eu venho discordar de novo… rsrsrs… Primeiro, não colocaria esse brilhante filme (imagino como será o livro?!) no gênero ” comédia romântica”, pois as cenas engraçadas ficam por conta apenas da Gigi, as demais relações que o filme apresenta, tem discussões muito sérias e profundas. Me chamaram a atenção nesse filme, 3 situaçãoes, que podem acontecer com qualquer um de nós: O casal ” casado ” que casou, muito mais por pressa do que por amor e a relação ja foi pro brejo faz tempo. O marido desta relação, acaba traindo a esposa, que de uma forma incrivelmente corajosa e madura, perdoa ele e não o dispensa (como ele desejava!!). Depois vejo o casal ” juntado “, ela quer casar, por achar que isso vai oficializar algo, elevar a relação… sei lá, mas o fato é, eles já estão casados, comprometidos um com o outro, de tal forma que os casais “casados” do filme, são piadas de mal gosto, perto da relação deles. Por último, fico impressionado com a situação do corretor de imóveis, ele é afim da Scarlett Johansson, mas ela quer o cara casado. Depois dela perceber o que essa relação não vai avançar, corre pros braços do corretor. Fico pensando nessa ultima relação… quantas vezes eu ja estive com alguém que estava comigo por não ter mais opções e não por eu ser a 1ª opção??? Fica a dica ai pessoal, desculpe por escrever demais… Abração e bom findi a todos!!!!!

  • Deixe um Comentário

    O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

    *

    Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>