Garotas boazinhas, nunca pedem …

E nem só de conflitos amorosos vive uma mulher, muitas de minhas amigas vivem o dilema do “medo de pedir aumento” ou reivindicar qualquer avanço profissional dentro da empresa. Muitas preferem ficar anos desempenhando a mesma função, acordando infeliz e voltando para casa infeliz todos os dias, desejando que as oito horas passem o mais depressa possível. Pois eu acho que não existe jeito mais estúpido de desperdiçar a vida. Você faz inglês, espanhol e mais duas línguas, sai do trabalho direto e vai pra faculdade morrendo de fome, sendo obrigada a comer um salgado mal frito que machuca qualquer estômago, para acordar no outro dia com cara de “coitadinha” pensando se realmente chegará a mudar de posição sem ter que deixar a empresa em que adora trabalhar. Ou não, vai ver você deixa em casa filhos e maridão reclamão que não entende sua ânsia por sucesso profissional só para acabar molhando seu terninho a noite na pia, enquanto lava a louça suja, e vai dormir ouvindo os resmungos dele, que mais uma vez te lembra que não lhe dão valor naquela empresa e já que não chegará a lugar algum, porque não fica em casa?

Uma pesquisa realizada entre alunos de MBA (Master Bussiness Administraticon) na Universidade de Carnegie Mellon, na Pensilvânia (Estados Unidos), mostrou que os rapazes ali graduados tinham salários de 7,6% mais altos que as garotas do mesmo programa. Isso porque a maioria das formandas aceitou a oferta inicial de remuneração do empregador. Apenas 7% delas tentaram negociar o primeiro valor oferecido. Em contrapartida, 57% dos homens pediram mais.

Quem não arrisca, não petisca. Já dizia o ditado mais velho do mundo que minha mãe adora repetir. Apesar de cagona em muitos momentos, o medo de viver uma vida mal vivida, mas faz correr atrás daquilo que acredito, mesmo que volte de mãos abanando, me sinto muito bem, só por ter ido.

Por isso, vou dividir com vocês sete elementos fundamentais na técnica de negociação, que encontrei numa matéria publicada na Gloss (Editora Abril) em janeiro/09, escrita por Cynthia De Almeida, que leva o título de “Garotas boazinhas não pedem aumento”, e como devem imaginar, também não ganham.

1. Comunicação.

Velho drama feminino, falamos muito e somos pouco objetivas. Uma boa comunicação prevê que as duas partes falem e sejam ouvidas. A linguagem deve evitar ambigüidade e excluir considerações sentimentais. Devemos buscar empatia com o interlocutor.

Acrescento ainda que é importantíssimo não posicionar-se de forma pessoal, não contar-lhe todos os problemas. Tive uma colega de trabalho, que vivia repetindo o quanto precisava do emprego, pois tinha isso, ou aquilo para fazer. O mundo é cruel e está todo mundo se lixando pras suas necessidades. Tem que fazer por merecer, então nada de tentar causar pena.

2. Relacionamento.

Quanto melhor for o relacionamento entre as partes, melhor o rumo e o resultado da negociação. Invista nele. Homens são craques neste quesito.

E tenho que concordar, afinal o que vemos todos os dias é praticamente um campo de batalha quando o ambiente profissional é  recheado de mulheres. Muitas não conseguem separar decisões profissionais e insistem na mania de perseguição. Com certeza, pedir aumento ou outra oportunidade, será bem difícil se você não mantém um bom relacionamento no local, principalmente com aquele que tem o poder de decisão. E isto nada tem a ver com “melhores amigos”, apenas seja profissional.

3. Alternativas.

Antes de iniciar a negociação, imagine todas as possibilidades de resultado e planeje o que fará se não houver um acordo. Qual a nossa melhor alternativa sem acordo? Não entre em negociação se não tiver esta reposta.

Pois é, se você vai preparado só para ouvir sim, então não é um acordo. Concorda?  Ouvir não, deve estar em seus planos, o mais certo é que lhe digam: ” No momento não posso te oferecer isto, mas podemos fazer algo. O que sugere?”.

4. Compromisso.

É a nossa contra-partida. O que advém do sucesso total ou parcial da negociação. O que estamos propondo e como vamos nos comprometer. Ouça primeiro, assuma os compromisso em conjunto.

Dá última vez em que decidi ter esta conversa com meu superior, ouvi o seguinte : ” Ok, mas isto também aumentará suas responsabilidades, tem certeza que pode dar conta?”. Eu estava preparada para tal pergunta, e você?

5. Interesses.

Na sua frente, na mesa de negociação há sempre uma posição. Por trás das posições, há os interesses reais. Ser sensível, descobrir os interesses da outra parte a colocará numa posição de vantagem. Pergunte. Investigue.

Somos muito observadoras, um boa dica é observar possíveis falhas, que podem fazer diferença no resultado final. Aponte os erros, diga o que você faria se pudesse decidir como melhorar o desempenho de tal área.

6. Opções.

Relacione todas as propostas possíveis que atendam aos interesses da outra parte. Crie opções e relacione-as. Convide o outro lado para participar. Inclua, em uma proposta, itens dos quais não faz questão. Você pode excluí-los depois.

Ou seja, jogue alto, para que “pensem” que está de fato fazendo um acordo. Não é de todo mal. Mostre porque deveria ter sua solicitação atendida,e de que forma isso beneficiaria a empresa.

7. Legitimidade.

Tenha bem claro o critério que a empresa ou a situação em que está envolvida usa para medir a justiça de um possível acordo. Se o critério não estiver estabelecido na cultura da empresa, podemos persuadir a outra parte a aceitar o nosso. Mas também temos de estar abertas a ouvir a acatar argumentos racionais

Ou seja, a empresa não pode arcar com isto neste momento.

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Todavia, o importante  é ter claro o que quer. Não utilizar tal negociação como blefe. Se julgar que não foi ouvida, é interessante procurar outras opções fora dali.

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Um comentário

  • Renato
    29 de julho de 2009 - 11:35 | Permalink

    Quem é muito bonzinho, abaixa a cabeça sempre, fica quieto para tudo, aceita tudo q acontece, nunca vai ter vez em nada, no trabalho, no relacionamento, nas amizades, na família em nada, pois não passa respeito para os outros, eles acham q como vc é educado, tem bom caráter, não irá reclamar de nada. E outra pessoas muito novas ou pelo menos de aparência nova costuma não serem respeitadas no emprego e isso é muito ruim, digo isso pq daqui uns poucos anos já chego nos 30 e algumas pessoas ainda me tratam como se fosse um menininho, pois não aparento ter a idade que tenho. Não devemos ser sem educação mas tb devemos sim mostrar o que pensamos, nossas opiniões, questionar o que acontece, saber nossos direitos.

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