O horóscopo e o amor…

Já reparou que o horóscopo está sempre relacionado ao amor? Ninguém acredita na veracidade dos oráculos até estar apaixonado. Ai sempre rola aquela olhadela para saber se aquele lindo, porém, impulsivo escorpião, combina com seu jeito meigo e sonhador de boa pisciana. Será que é verdade que é atração na certa? De repente vai que é, e vocês foram feitos pra ser, pra acontecer, pra dar certo. É bom acreditar, vai que…

Ninguém abre o jornal de manhã pra ver se a fila no banco na hora do almoço estará quilometra ou se é um bom dia para pedir um aumento. A gente quer saber se vai dobrar a esquina de casa e dar de cara com um canceriano família, aquele que veio para responder todos os seus pedidos. Um cara de responsa, tão cansado de vagar quanto você. A procura de um peito para deitar, um lugar para voltar. A gente quer saber que cor de roupa usar na ocasião, vai que…

Se o amor não for correspondido então? A gente passa a ler o signo do outro numa tentativa de se manter atualizado sobre a vida daquela pessoa que já não faz parte da nossa vida. Aí a gente torce pra não ver amor. A menos que seu signo esteja envolvido na previsão.

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Toda história merece um fim!

Imagina só que você ficou sabendo que um novo filme iria entrar em cartaz, você nem estava afim de ver, mas leu boas críticas sobre o roteiro em alguns cantos, decidiu parar pra ver o trailer e ficou com gostinho de quero mais. Sua curiosidade era tanta que fez um esforço para não baixar o filme, queria ir ao cinema. Investiu tempo na idéia, colocou sua melhor roupa, chamou os amigos. Achou que a história ficou devendo no começo, mas todo mundo começa um pouco tímido, não é mesmo? Continuou ali e de repente tudo foi ficando cada vez mais quente. Rolou um stress, uma preocupação no meio, pensou em abandonar a sala de cinema, mas que isso? Todo mundo tem que se comprometer, então ficou lá. Nem se deu conta, mas o tempo ia passando cada vez mais rápido e você estava totalmente envolvido na história, quando de repente, a tela fica escura e as luzes da sala se acendem. Você escuta vaias, reclamações eufóricas. Decide se juntar ao pessoal que se levanta para reclamar com quem é de direito. Como assim, param o filme de repente?

O gerente do cinema? Bem, ele olha pra sua cara, dá uma risadinha meio nervosa e balança os ombros. Quando as reclamações ficam maiores e o pessoal começa a se exaltar, ele se tranca em uma sala e não ouve mais nada. Você mal pode acreditar no que esta acontecendo. Talvez decida ir à polícia, ir ao PROCON, quebrar a cara do sujeito, pedir o dinheiro de volta, mas no momento, apenas encara a porta com cara de quem comeu (ou não) e não gostou.

Com todo o perdão da comparação exagerada, é mais ou menos assim que as mulheres se sentem, quando você homem, decide desaparecer. O senso comum e a mulher de Nova, mandam esquecer e seguir em frente, pois bem sabemos que a resposta é óbvia. Mas o que a gente faz com a frustração? Com todas as perguntas que ficaram entaladas na garganta? Enfia o orgulho no cú e sai andando?

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Idade mental: doce vingança!

Acordei esta madrugada com uma idéia genial. Pensei em procurar no Google uma foto de um pau bem pequeno e enviar para todas as suas amigas no Facebook. Uma delas deve ser ELA. Enviarei no assunto: “Tamanho não é documento, mas este ai não sabe nem usar”.  Então me dei conta de que a esta altura ela tenha descoberto que é mentira.

Talvez eu envie uma carta pra senhora sua mãe dizendo que o bebezinho dela adora estapear mulheres enquanto goza. Pensei que ela iria gostar de saber que o filhinho da mamãe, gosta de levar uns tapinhas na cara. Reconsiderei. Matar a véia do coração pode não contar pontos a meu favor.

Imaginei qual seria a cara dos seus amigos ao descobrir que sua pose de machão não passa de fachada. Que você sentava na ponta da cama e me olhava sorrindo enquanto eu arrumava os cabelos e que me deixava escolher todos os filmes e ainda chorava ao meu lado. Me perguntei se eles não faziam o mesmo por suas namoradas.

Lembrei da sua coleção de vinil e cogitei a possibilidade de riscá-los com “cedo ou tarde vai descobrir que ela é uma puta”. Óbvio demais. Demoraria quantos segundos para descobrir que fui eu?

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Dedo podre? Agora eu acredito!

Eu não acreditava que esta coisa de dedo podre existia. Eu achava que era histórinha de cumadre que tinha levado um fora, mas ao invés de olhar para dentro e se responsabilizar pelos próprios erros, porque a gente sempre comete alguns, ela culpa a intuição, o sexto sentido, ou qualquer que seja o poder sobrenatural atribuído ao pobre do dedo.

Aliás, penso mesmo que as pessoas deveriam se livrar da culpa ou do desejo de achar um culpado quando a relação tem um fim. Quem sabe até deixar de se lamentar pelo tempo perdido, afinal, deu certo enquanto deu. Não deu? A pessoa era linda, maravilhosa, a mais legal que você já conheceu, até que simplesmente deixaram de funcionar juntos. Simples assim. Na maioria das vezes. Se você traiu sua namorada com a melhor amiga dela, espero que seu pau caia.

Mas, fui forçada de maneira terrível a mudar de opinião, quando estava na balada e o amigo número 01 se aproxima. Jogou todo seu xaveco, conversou, insistiu para pegar meu telefone e foi dar umas voltas. Neste meio tempo o amigo número 02 se aproxima, conversa, dá risadas, olha no fundo dos olhos, pede o telefone pra marcar algo outro dia.

Depois eu descubro que ambos são amigos do meu irmão e que um dos dois tem namorada. Adivinha pra qual deles eu tinha dado meu telefone minutos antes?

Pois é!

Ah, as delícias do primeiro encontro!

Eu disse que era o fim do Doces Ou Travessuras, mas era o fim como o conhecemos agora, com textos lindos e românticos sobre os males do amor. Não me entendam mal, o assunto principal deste blog ainda será o amor, mas de uma maneira menos pessoal, afinal, depois desses dois anos bem loucos, diga-se de passagem, eu não tenho interesse algum de falar sobre as belezas de estar apaixonado. Chega, né?  Voltaremos com os textos safadinhos, engraçadinhos e toda aquela coisa que algumas pessoas já conheciam e gostavam do blog por isso. Não é culpa minha se um dia um cupido safado se meteu no meu caminho!

Mas, vamos ao primeiro post de uma série de coisas novas.

Enquanto eu procurava referências para escrever por aqui, achei uma matéria cujo o título era “13 coisas bobas com as quais as mulheres se preocupam no primeiro encontro”. Achei bacana e comecei a ler até me dar conta de que a maioria delas era relacionada a situações que acontecem geralmente em restaurantes. Juro que tentei me sentir familiarizada com o assunto, mas, mesmo fazendo um esforço enorme para tentar lembrar da última vez em que tive um primeiro encontro em um restaurante, não consegui.

Situação que me deixou preocupada, afinal, onde se deram meus primeiros encontros?

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A chuva. O australiano. A pizza.

Numa noite dessas estava chovendo, resolvi ficar no hostel e comer uma pizza. Neste momento eu conheci o Matt. Um Australiano muito engraçado. Que me contava com brilho nos olhos sobre como sempre quis ser jornalista e agora simplesmente odiava a profissão. Daí durante um ano trabalhou como bartender, dia e noite, de segunda a segunda, para juntar grana e viajar pelo mundo. Como a grana não era o suficiente, ele decidiu viajar pela América do Sul. O cara tinha sido roubado, tinha dormido embaixo de chuva, tinha ensinado inglês a crianças pobres peruanas. Ele me disse que voltaria pra Austrália sem um centavo, sem o iPhone, sem o iPad (Eta Brasil), mas certamente o homem mais feliz do mundo. Voltei decidida a passar 2012 juntando grana, para então viver minha pequena aventura em 2013. Quem disse que deu?

Quer saber como termina esta história? Vem cá que eu te conto!

Não seria um começo, se não tivesse um fim!

Quando eu conheci lá o tal do noruêgues, alguma coisa dentro de mim mudou. Não tenho vergonha de dizer que posso facilmente dividir minha vida entre antes e depois dele. Pela primeira vez na vida senti aquele amor que parece que vai rasgar o peito a qualquer momento e depois tive que conviver com o fato de que eu mesma tinha jogado tudo isso fora.

Demorou, demorei, mas finalmente aceitei que o que esta feito, esta feito.

O problema é que apaixonada por ele, eu escrevi textos lindos, alguns sobre dores que eu nunca senti, outras sobre o desejo real de atravessar o oceano a nada e passar dias fodendo-o loucamente. Talvez voltar. Talvez largar tudo. Minha família, meu emprego, só pra sentir seu corpo pesado em cima de mim, só pra beijar cada pedacinho dele, dormir do seu lado e acordar com a certeza de que amar tanto assim dói, mas tá bom, tá tão bom. Aliás, foi bom.

Depois veio o fim e os textos que serviam de consolo, desabafo, recuperação. Depois? Nada.

Então vieram os outros e a certeza de que amor nada tem a ver com o imediatismo da pele, porque eles estão ali, nas minhas fuças, dentro de mim e ainda sim, sua ausência dóia.

Sinto desapontar você que espera mais textos românticos sobre a moça que chora por um amor impossível. Agora essa moça vai atrás dos seus sonhos, vai colocar os pés no velho continente, vai alimentar a alma.

Sim, encerramos um ciclo e agradeço sua atenção até o momento.

Se quiser ver como esta história termina. Se é que termina, você pode acompanhar aqui.

O Doces Ou Travessuras? Bem, chegamos ao fim! ;-)

Me devora…

Okay, confesso. Sou confusa. Sou confusa e ás vezes me perco no emaranhado dos dramas que eu mesma criei. Odeio quem se faz de vítima, mas ao seu redor gosto de me sentir pequena, frágil, indefesa. Como se seus braços pudessem me proteger de todo mal que existe no mundo. Por isso, a fala mansa, a voz baixa, a cabeça que dá uma leve inclinada para um lado. É moça fazendo manha. Por isso, te olho com olhos de quem deseja ser pega no colo e devorada ao mesmo tempo, mas acima de tudo, cuidada. Sou confusa, dramática e quase sempre caminho em passos tortos. Sou decidida, mulher feita, que não abaixa a cabeça, mas que te implora baixinho: “Cuida de mim. Deixa eu ser frágil, deixa eu ser pequena, deixa eu me perder nos teus braços”.

Adoro sua implicância com as minhas músicas velhas. Sua risada sarcástica ao dizer sim, eu gosto de Korn, Sepultura e Rage Against The Machine. Mas não ouço desde os 14. Seu dar de ombros quando quero falar das minhas séries de menininha, como você costuma dizer:  Grey’s Anatomy, One Tree Hill. 90210? Não tem problema. Eu te ensino, menina!

Então me ensina. Me devora. Cuida de mim.

Quem tem pressa como cru…

Criada a base de contos de fadas, comédias românticas e condicionada a paixão que a senhora minha mãe tinha por Sidney Sheldon, eu cresci assim, meio viciada na ideia de que amor de verdade, pra valer a pena, tem que ser qualquer coisa assim meio absurda. Não precisa ser sofrido e regado a lágrimas. Mas também não pode ser cheio de falhas e desculpas. A idéia de justificar um relacionamento meia bomba porque nem é tudo é perfeito e, sorte minha que achei um chinelo velho pros meus pés cansados, é simplesmente insuportável. Ao observar mulheres levemente envergonhas ao justificarem as falhas de seus amores, tenho certeza de que prefiro nada, a qualquer coisa parecida.

Sei que minha síndrome de Cinderela já me rendeu inúmeras decepções, e uma daquelas bem grandes da última vez, quando cismei de ler sobre mulheres que encontraram o amor de suas vidas além-mar e que foram surpreendidas por atitudes românticas de homens tão apaixonados, que um segundo sem suas amadas era como morrer. Então simplesmente ignorei as particularidades de cada uma dessas histórias e decidi que o meu “príncipe” não estava fazendo o bastante por mim e comecei a exigir que ele se comportasse como tal e viesse me buscar a nado, se preciso fosse.

O coitado ainda tentou entender. Mas nem preciso dizer que depois de minhas atitudes, buscar a nado ele não viria, mas fugir? Nem águas congeladas poderiam lhe impedir.

Enquanto eu tento exercitar minha paciência e fincar meus dois pés no chão, decidi logo avisar quem se aproxima: “Mantenha distância. Princesa louca com tendências imediatistas!”.

Gabitos e Tatis…

Se eu pudesse, eu faria deste blog assim um amontoado de escritos que seriam a cara de uma mistura louca entre Gabito Nunes e Tati Bernardi. Um jeito assim de falar de amor, de uma maneira descompromissada, casual, mas completamente linda, em primeira, terceira e até quinta pessoa. Durante muito tempo achei que nasci com o dom de manusear as palavras e dar-lhes as formas que eu bem entender. Mas, quando Tati Bernardi diz: “A vida que ultrapassa a gente só porque esses pequenos momentos de amor nos congelam dando uma falsa sensação de que pode ser bom pra sempre” seguida por “Não é incrível pensar que lá fora existe alguém pra você, que por enquanto é um completo desconhecido?”, do Gabito, eu sinto pena de todas as coisas bobas que eu ainda nem escrevi.

Daí queria vir aqui e tal e dividir com vocês o pânico que estou sentindo há semanas, tentando colocar em palavras bonitas que rimam e se juntam em uma dança sincronizada, para tentar traduzir da melhor maneira possível o cagaço que estou sentindo por ter decidido virar minha vida do avesso. Por ter um dia dado um passo para frente e depois ter sido incapaz de voltar ao mesmo lugar, me sentindo completamente perdida de ante de tudo que antes me era tão natural.

Eu queria falar sobre meu medo de forma poética, para que o fato de eu não saber o que fazer com a minha vida, mesmo beirando os trinta, possa parecer algo cool, partindo da atitude de alguém que decidiu que ser feliz é o que importa.

Mas, coitada de mim, todos os meus anos sendo a queridinha do professor Carlos nas aulas de português, não me prepararam para Gabitos e Tatis e toda a pequenez que seus escritos me impõem. Então eu fico aqui tentando dizer para vocês que eu queria ter um jeito melhor de dizer que estou me mudando para a Suécia. E que agora meus dias se tornaram uma junção das horas em que eu sinto medo, com as horas em que eu me sinto ansiosa demais para pensar de que maneira continuar escrevendo sobre toda a confusão das pequenas crises de amor a qual sou acometida algumas vezes por ano.

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