Chegou sua hora!

Eu não sei vocês, mas eu que já estou beirando os trinta (socorrooooo), tenho percebido uma forte tendência que, diga-se de passagem, não tem me agradado nenhum um pouco. É daquelas modas que eu faço questão de deixar passar, como a calça saruel e o batom laranja. Começa lá pelos 25 anos, e mais ou menos assim, sem você nem perceber, os homens começam a ficar preocupados com o NOSSO relógio biológico. Você nem se dá conta de que ele esta lá, fazendo tic tac em algum lugar do seu subconsciente, mas, tal qual a TPM, que é a culpada por toda alteração do humor feminino, de acordo com os homens, o relógio biológico começa a ser o culpado pelo fim de possíveis começos.

Um dia você se apaixona e passa a assistir com agonia aquele jogo preguiçoso do amor. Sabe aquela brincadeira de gato e rato? Do esconde-esconde? Aquela em que fingimos que não gostamos, porque na verdade estamos de quatro? Brincadeira previsível que, com o passar dos anos, começa a ficar muito chata. Tão chata que você tem pressa, e fome, e vontade de viver tudo de uma vez.

Daí, quando você decide compartilhar a informação com o gato. Ou seria o rato? Enfim, ele decide que é muita pressa e, que a tal pressa, só tem um motivo: seu relógio biológico esta apitando!!!

- Estamos em momentos diferentes! – ele diz.
- Estamos?
- Sim, você chegou naquela idade de querer casar, ter filhos. E eu estou apenas começando.
- Mas você tem quase trinta. E eu não disse que quero casar.
- Mesmo assim. Não é culpa sua, é seu relógio biológico. Chegou sua hora.

Pois é, hora de ficar a ver navios. De novo!

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Curte ai! ;-)

Lugar comum…

Durante muito tempo eu me senti completamente perdida. Como se nenhum lugar ou nada fosse bom o suficiente. Apaixonada? Sim, mas por algum motivo sempre achando que o que o não tinha era infinitamente melhor do que o que eu tinha. Como alguém assim consegue viver? Planos. Muitos planos. Pequenas listas com objetivos para o dia são montadas minuciosamente antes de eu me levantar da cama todas as manhas. É como reabilitação. Um dia após o outro. Neste caso, um minuto após o outro até chegar o fim do dia. O desafio é ver a horas passarem e resistir ao desejo de desistir de tudo, qualquer que seja o tudo do momento.

Por isso, confesso que fui pega de surpresa quando finalmente achei um lugar a qual eu realmente senti que pertencesse. Um lugar que apareceu assim, de repente, numa sexta qualquer de janeiro. Um lugar que me mostrou que não adianta fugir, só quando estou amando me sinto mais perto de mim mesma.

Foi nos seus braços que me encontrei, só pra me perder mais uma vez, longe deles. Mas não tem problema não, agora eu já sei pra onde voltar!

Pra ontem!!!

Dai você me olha e diz que a idade não passa de um estado de espírito e que ela não determina se somos mais ou menos fortes, bons ou melhores. Me desculpe a sinceridade, mas terei que discordar.

Vê, é que se eu olhar para trás, não posso ignorar o longo caminho que trilhei até aqui, tampouco posso fingir que não estou cansada. Porque cá entre nós, eu estou exausta.

E não me entenda mal, não me cansei de estar sozinha, é que por mais que eu seja capaz de entreter a mim mesma, sempre aparece alguém.

Eu tento dizer pro meu coração pegar leve, ir com calma e colocar os dois pés no chão. Ele costumava me obedecer, mas hoje não estou em posição de exigir muito.

Já tentamos de tudo, eu e ele. Ir com calma, racionalizar a situação, sermos nós mesmos, e tudo o que conseguimos foi dar com a cara na porta. Doeu pra caralho. Tentamos ser honestos, abrir o jogo, mandar a real. Fomos taxados de loucos, desesperados.

Tentamos fingir que não nos importávamos, deu errado também.

Ao que tudo indica não existe uma fórmula mágica para conquistar alguém e fazer dar certo. É preciso viver o momento e acreditar que se for para dar certo, vai dar. Tentamos isso também.

E agora estamos aqui sem jeito. Não sabemos o que fazer.

Vê, peço perdão pela minha pressa, pela falta de modos, pela fome, mas é que a urgência que habita meu peito, não sabe como esperar. E sinceramente? Eu tô cansada.

Fuck Yeah Romance!

No primeiro post de 2012 quero dividir com vocês, queridas leitoras apaixonadas por romance, algo que aconteceu comigo.

Como sabem, eu sou um pouco difícil de lidar porque imagino minha vida um desses filmes de comédia romântica mamão com açúcar. Pois é, quando eu digo imagino, quero dizer, gostaria que fosse, porque não é.

Sabe a mocinha linda, inteligente e engraçada que nem sonha que tem tais qualidades e conhece um cara igualmente lindo, inteligente e engraçado para mostrá-la que ela é tudo isso?

Aquela menina que fala mais que a boca e tem um jeito de rir engraçado?

Que, seja-lá-por-qual-motivo, tem medo de amar e o cara lhe cai tão bem como uma luva porque vai prová-la que seu medo não tem fundamento?

Pois é, essa não sou eu. Eu sou uma pessoa cansada de uma vida sem romance, mesmo nas coisas mais passageiras. Cansada de abrir mão de toda a beleza que o amor deveria proporcionar porque dizem que isso tudo é besteira e, mais vale um ogro na mão, do que um romance voando.

Pois, eis que nestas férias eu tive a minha tão sonhada cena de filme romântico, no maior estilo Before Sunrise, já viram?

Conheci um cara lindo da Alemanha e começamos a conversar.

A conversa fluiu, falamos sobre tudo. Nunca me senti tão à vontade com alguém na minha vida. Então, inspirada por este filme que tinha acabado de assistir, resolvi tentar, porque não? Eu disse:

- E se passarmos a noite juntos, assistir o sol amanhecer e aproveitar cada segundo que temos antes de você ir embora?

E não estou falando de sexo, espertinhos!

Passamos horas andando, conversando, rindo, nos conhecendo, conhecendo Copacabana. Rindo. Rindo. Rindo.

Foi incrível. O sol chegou. A despedida também.

Doeu dizer adeus. Mas, não mais que a alegria de saber que o romance ainda existe e eu terei este dia – e aquela ponte- para lembrar para o resto da vida.

Mais amor, por favor!

Este ano começou muito diferente para mim. Eu, que andava fugindo do amor há um bom tempo, acabei me apaixonando por um cara que conheci da maneira mais estranha e errada possível, e que, não bastasse isso, mora do outro lado do oceano. Quase 24 horas de distancia.

Por causa dele coloquei a minha vida, que era toda bagunçada, na mais completa ordem.

Por causa dele escrevi os textos mais lindos que já escrevi em toda minha vida. Por causa dele andei pelas ruas com o peito tão cheio de felicidade, que quase não podia acreditar na minha sorte. Por causa dele descobri que não importa os planos que tenha para si mesmo, existe alguém capaz de te virar do avesso.

Por causa dele eu descobri uma das coisas mais legais da vida: a fé cega no amor. Descobri que assim como uma criança de 5 anos que ainda acredita em papai noel, eu era capaz de acreditar no amor.

Capaz de acreditar que não seria para sempre (e não foi), mas que valeria a pena cada minuto e que, portanto, não há espaços para arrependimento.

Eu faria tudo de novo. Só que desta vez, eu teria fé em mim.

Eu teria tapado os ouvidos para comentários de pessoas infelizes, que têm como objetivo de vida derrubar quem esta ao seu lado com comentários negativos, sobre o mundo que elas acham que conhecem, mas na verdade estão falando da própria vida de merda em que vivem, para sentir-se melhores.

Porque foi exatamente como eu havia previsto. Uma delícia por cada secundo que durou. Aprendi muito sobre mim e sobre a vida com uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci e que me proporcionou um dos melhores anos da minha vida.

O sofrimento e a dor que todos previam? Sim, sofri com o fim.

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Não disse que o problema era você?

Todos os dias homens e mulheres tentam se livrar do passado de seus respectivos parceiros. Eles, desejam mulheres bonitas, de sorriso fácil, ancas largas, inteligentes, com ar angelical, fogosa na cama, do tipo que topa tudo, mas que nunca antes foram tocadas por outras mãos do sexo masculino. Porque, mulheres brincando com suas melhores amigas é a fantasia de todo homem.

Elas, por sua vez, desejam homens bonitos, decididos, fortes, românticos, mas não inseguros. Bons de pegada e que não venham com histórico amoroso. Que de preferência nunca tenham estado em um relacionamento antes. Melhor, que nunca tenham amado outra mulher, senão suas mães.

O passado amoroso e sexual dos nossos parceiros pode nos assombrar durante toda a relação. Mas, já parou para pensar no seu passado amoroso?

Cada vez que levo um pé na bunda sinto que todos os caras que já passaram pela minha vida e, consequentemente, já deixaram a marca de seus pés na minha bundinha, estão todos juntos, comemorando e bebendo, enquanto apontam em minha direção e dizem em coro:

- Não disse que o problema era você?

Achou seu coração no lixo, foi?

Quantas vezes você repetiu a frase: “Ele não presta!”. Hein? Acho que nem precisa pensar muito. Ela vive na boca da maioria das mulheres, mas, adivinha só o que elas têm em comum? Elas levaram um pé na bunda. Sim, meus amigos. Foram largadas, ignoradas, descartadas. Dói? Dói muito. Dói demais. Então lógico que é mais fácil atribuir toda a culpa a outra parte da relação. Aquela parte que entrou com o pé bem no meio da sua bunda. É claro que quem faz sofrer é a parte ruim, a parte sem coração, a parte que não entende. Que não presta.

Mas, tem uma frase que eu adoro e ainda vou transformar em imã de geladeira para colar na minha: “As pessoas só fazem com a gente, o que a gente permite”.

Então, se ele te usou e te tratou como qualquer objeto descartável que não merece nenhuma consideração, deve ser porque você deixou.  E no fim das contas nem é o pé na bunda que dói, é o ego. Porque no fundo, você sabia!

Enquanto houver mulheres dispostas a tapar os ouvidos e os olhos por causa do medo de ficarem sozinhas, aceitando gato por lebre, achando que traição, falta de comprometimento, consideração e outras coisinhas mais, é coisa de macho mesmo e deve ser relevado, afinal, antes mal acompanhada que só, haverão homens sem respeito pelo sentimento alheio.  Lei da oferta e procura.  Simples assim.

Sabe por que os homens somem?

Medo! Puro, simples e previsível medo. Aliás, previsível é a resposta, mas eu explico:  Não se iludam, não é medo de amar. Não é o medo da entrega, como muitas mulheres iludidas gostam de anunciar aos quatro cantos.

É que você estava lá tão doce e especial. Vocês se encaixavam perfeitamente, mas não era o tipo de encaixe que ele estava procurando. Não era exatamente isso que ele queria. Ou até era, mas eram tantas as opções que ele acabou ficando em dúvida e saiu por ai para ver se era isto mesmo. Talvez se arrependa. Talvez não.

Mas, no caso de se arrepender, ele quer ter para onde voltar, então ele evita o confronto. Ele evita dizer as palavras. Assim se você surtar ou ficar com raiva, ele vai dizer que é paranóia, já que de fato, nunca disse adeus, garantido assim, um certo tipo de permanência na sua vida. Uma isenção da culpa. Acho que eles têm medo de encarar a verdade. De olhar no espelho. Medo de ter tomado a decisão errada e não ter como voltar atrás. Medo de magoar. Medo de ser magoado. Medo de ficarem longos meses sem sexo. Medo de ver seu rosto refletido nos olhos de quem um dia amou e ainda ama, mas olha confusa, como se estivesse sido apunhalada pelas costas. Medo de ter que responder a famigerada: porque não eu?

É que na verdade, nem eles sabem a resposta. E talvez se pudessem escolher, seria você mesmo.

Mas é um mundo bem louco lá fora e as coisas não funcionam assim.

Sobre amores impossíveis…

Quando li em algum lugar por ai que chegava aos cinemas outro filme que falava sobre relacionamentos a distância, eu fui correndo assistir baixar. Tinha que ver com meus próprios olhos um filme sobre duas pessoas terrivelmente loucas para ficarem juntas. Tão loucas que nem percebem que todo o processo é tão cansativo, que não fim nem sabem mais se era amor mesmo, ou apenas uma ideia fixa que quando finalmente acontece, parece que não faz mais o menor sentido.  Mas lá estava eu, papel e caneta para anotar todas as dicas (mentira) e fazer tudo certo da próxima vez (verdade), e fui totalmente surpreendida pelo filme, já que eles fizeram tudo certo até quando parecia que estavam fazendo tudo errado. Que é mais ou menos a sensação que a gente tem quando eles tentam seguir com suas vidas –separados- e se envolvem com outras pessoas. Quanto menos gente magoada, melhor. Não é?

O problema de amores aparentemente impossíveis, é que o fator impossível só faz a gente querer mais. Querer até o ponto de ficar cego e ultrapassar a barreira do amor e do bom senso e continuar querendo simplesmente por querer. Felizmente uma das duas partes sempre cai em si e lembra a outra parte envolvida, ainda que ela não aceite muito bem, que merdas acontecem. Que se o amor precisa de tanta luta a ponto de te deixar esgotado e sem energia (não no bom sentido), ele não tem razão nenhuma de ser.

Que algumas coisas começam e acabam e nem sempre existem culpados. Que procurar o culpado é o que nos mantém presos no mesmo lugar.

E que loucura mesmo, é ficar parado, quando tudo a sua volta grita que é hora de seguir em frente.

Todos os caras errados

Desculpa ai pelo sumiço, mas 2012 esta ali virando a esquina e é da minha personalidade se preocupar com os objetivos do próximo ano. Por isso, estou trabalhando em um projeto, que envolve o blog, super bacana, dai o sumiço.

Mas, como sabem, toda semana eu dou as caras lá no Depois dos Quinze. Este é o meu texto que esta lá agora:

Posso dizer com convicção que não acredito nesta história de cara certo, tampa da panela ou alma gêmea. Se existe apenas uma pessoa para cada pessoa neste mundo, estamos fritas, até porque a quantidade de mulheres em comparação a quantidade de homens, é de fazer chorar. Gosto de pensar que ainda há esperanças para mim.

No entanto, ouso dizer, quase com a mesma convicção, que existem muitos caras errados por ai, inimigo-gêmeo, tampa torta ou chinelo velho quebrado. Sabe aquela pessoa que não serve para você, mas por algum motivo você continua tentando?

Deve ser coisa de mulher, afinal, andamos por ai mancando, com os dedos tortos e os pés cheios de bolha, por causa de um sapato novo que não serve, mas que fica lindo no pé e nos recusamos a anunciar derrota. Quando o assunto é homem então? Os sinais podem estar ali na cara, mas simplesmente decidimos fechar os olhos.

Como quando um cara nos diz que não quer compromisso sério ou que gosta da situação… do jeito que esta, mas enfiamos na cabeça que somos lindas, sedutoras, a melhor chance que ele já teve em toda sua vida e obviamente ele vai acordar e perceber que ganhou na loteria. O problema é que ele nunca acorda e nos submetemos a situações humilhantes até admitirmos que aquele cara não servia não. Às vezes nem admitimos. Às vezes o que acontece é que ele acha seu encaixe perfeito e decide sair daquela situação que também não lhe serve.

E porque será que as mulheres fazem isso?

Hoje enquanto estava no mercado, ouvi parte da conversa entre a caixa e a moça que colocava as compras na sacola, não entendi bem o contexto, mas a caixa exclamou bem alto:

- É claro que eu estava lá. O que mais uma encalhada estaria fazendo em um domingo à noite?!!

Se você também pensa assim e acha que estar sozinha é motivo de autopiedade que deve ser anunciado no meio do mercado, sinto te dizer, mas você vai continuar conhecendo todos os caras errados!